F-E
25/10/2017 05:38

Nissan anuncia entrada na F-E como equipe de fábrica na temporada 2018/19 e indica saída da Renault

A F-E tem uma nova equipe de fábrica: a Nissan, que confirmou sua nova jornada na madrugada da quarta-feira. O anúncio fortalece as informações de que a Renault está de saída da F-E, cedendo a estrutura para sua irmã japonesa
Warm Up
Redação GP, de Porto Alegre

A quarta-feira (25) começou com um comunicado importante vindo do Japão. A Nissan, uma das principais montadoras do país, confirmou a já especulada entrada no grid da F-E. Os nipônicos fincam pé no certame elétrico na temporada 2018/19, com a missão de desenvolver uma equipe de fábrica.
 
O anúncio da Nissan transforma a saída da Renault da F-E, já especulada, em mera formalidade. As duas marcas fazem parte do mesmo conglomerado e operam lado a lado em ações no automobilismo. Desse jeito, não faz sentido que japoneses e franceses tenham cada um sua escuderia no campeonato elétrico. Desse jeito, a marca do losango deve dar seu adeus ao fim da temporada 2017/18.
 
O anúncio também significa a entrada da primeira equipe japonesa de fábrica no grid da F-E, motivo de orgulho para a Nissan. Até aqui, o campeonato elétrico vinha sendo uma febre concentrada em países europeus.
 
“A Nissan vai ser a primeira marca japonesa a entrar neste campeonato crescente, trazendo uma longa história de sucesso ao grid da F-E”, disse Daniele Schillaci, vice-presidente executivo de vendas globais da Nissan. “Isso nos dá uma plataforma global para levar a Nissan a uma nova geração de fãs de automobilismo”, seguiu. A Nissan só não pode bater no peito e falar que é a primeira equipe japonesa da F-E por causa da pequena Aguri, que até venceu corrida com António Félix da Costa antes de fechar as portas ao fim da temporada 2015/16.
A Nissan está entrando na F-E (Foto: Nissan/Divulgação)

Para a F-E, a entrada da primeira marca japonesa também é um passo importante. “Ter um nome como o da Nissan abordo é um dia importante para o campeonato”, comentou Alejandro Agag, chefão da F-E. “Não somente é ótimo dar as boas-vindas para a nova marca, é também nossa primeira montadora japonesa, mostrando como nossa revolução elétrica é realmente global. O Japão é um país pioneiro em novas tecnologias, com um grande público acompanhando a F-E”, comemorou.
 
Mesmo com grande tradição no Japão, a Nissan não tem o hábito de fazer investidas no automobilismo europeu e mundial. Na última vez que a marca anunciou entrada em um grande certame – o Mundial de Endurance na classe LMP1 – foi para fazer fiasco e abandonar após apenas uma tentativa nas 24 Horas de Le Mans.
 
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