Após 1-2, Mercedes descarta estratégia por vitória de Rosberg: “Nenhum dos pilotos será tartaruga”
Após dobradinha liderada por Nico Rosberg em Monte Carlo, Ross Brawn, chefe da Mercedes, afirmou que a equipe não pretende usar Lewis Hamilton para que o germânico possa disparar na ponta e vencer o GP de Mônaco. Dirigente falou que deixará os pilotos brigarem entre si enquanto for possível
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A Mercedes conquistou neste sábado (25) uma dobradinha na primeira fila do grid de largada para o GP de Mônaco de F1. Nico Rosberg confirmou o bom ritmo apresentado no fim de semana e garantiu a pole ao cravar 1min13s876, 0s091 à frente de Lewis Hamilton, que sai em segundo.
Mesmo dominando a primeira fila, Ross Brawn, chefe da Mercedes, afirmou que não planeja lançar mão de nenhuma estratégia que envolva usar Hamilton para segurar os adversários e permitir que Rosberg escape para a vitória.
“As pessoas especulam sobre a estratégia da tartaruga e da lebre, mas acho que nenhum dos nossos pilotos será a tartaruga”, comentou Brawn. “Vamos deixar a corrida se desenrolar e ver o que acontece. Nossa ambição é conseguir uma dobradinha e nós vamos fazer o que for sensato para conseguir isso e ver o que acontece. Acho que é impossível especular se podemos atingir isso ou como vamos atingir isso”, continuou.
O dirigente também indicou que não tem planos de impedir que os pilotos disputem entre si, mas afirmou que deixará os dois “sozinhos enquanto for possível”.
“Vamos deixar a corrida se desenvolver e, como sempre, faremos o que for melhor para o time, deixando os pilotos sozinhos enquanto for possível para disputarem um com o outro”, declarou o dirigente.
Apesar do bom ritmo exibido neste fim de semana, o desgaste dos pneus segue como uma preocupação para a Mercedes. Brawn afirmou que a equipe trabalhou levando em conta as informações dos treinos livres em Monte Carlo, mas ponderou que só a corrida mostrará se esse trabalho foi suficiente ou não.
“Os pneus têm certas características e se você ultrapassa a capacidade do pneu, ele pode se deteriorar rapidamente”, indicou. “Se não fizer isso, se conseguir controlar com o piloto ou com o carro, você pode tirar uma vida maior dele.”
“Temos estado em um bom lugar com os pneus algumas vezes este ano e estivemos em um lugar ruim algumas vezes também. É muito difícil prever o que veremos no domingo”, ponderou. “Fizemos algum progresso pelo que pudemos julgar na quinta-feira e acho que o carro estava melhor no trecho longo, mas se isso é bom o bastante, não saberemos até que enfrentemos a corrida, as condições da corrida, e os pilotos correndo uns contra os outros. Este será o parâmetro”, concluiu.
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