F1
12/07/2016 10:43

Após teste em Silverstone, Red Bull vê Halo como solução “pouco elegante” e sinaliza veto à introdução em 2017

Chefe da Red Bull, Christian Horner classificou o Halo como uma solução pouco elegante. Dirigente afirmou que hoje votaria contra a introdução do recurso na temporada 2017 da F1
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
Depois de provar o Halo no primeiro dia de testes coletivos da F1 em Silverstone, a Red Bull mostrou que pode ser uma pedra no sapato da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). A entidade máxima do esporte quer introduzir a proteção de cockpit já em 2017.
 
Uma versão atualizada do Halo foi testada no circuito inglês na última sexta-feira, após modificações que tinham como objetivo garantir que a cabeça dos pilotos não atingiria a estrutura em caso de acidente. Além disso, o recurso ficou menos volumoso.
Pierre Gasly testou o Halo nesta manhã (Foto: Mark Thompson/Getty Images)
No entender da FIA, o Halo está pronto para ser introduzido em 2017, uma vez que também foi aprovado pelos testes de extração feitos no Red Bull Ring e em Silverstone.
 

Ainda assim, o Halo não é uma unanimidade. Após testar a peça na última sexta-feira, Sebastian Vettel citou problemas de visibilidade, já que o dispositivo impede a visão do piloto ao olhar para cima.
 
Nesta terça-feira (12), chegou a vez de a Red Bull manifestar sua oposição. A equipe dos energéticos, que apresentou meses atrás a proposta do Aeroscreen, fez sua primeira prova com o Halo, com Pierre Gasly completando duas voltas de instalação nesta manhã.
 
Falando à publicação norte-americana ‘Motorsport.com’, Christian Horner classificou o Halo como “pouco elegante”. Além disso, o chefe da Red Bull afirmou que votaria contra a introdução do item em 2017.
 
“Pessoalmente, não sou um grande fã do Halo”, disse Horner. “Creio que é uma solução pouco elegante para o problema que estamos tentando tratar”, seguiu.
 
“Eu preferiria que tivéssemos mais tempo para investigar e fazer o trabalho corretamente do que nos apressarmos com uma coisa que pode ter outras consequências”, defendeu. “Não sou um grande fã do Halo e das limitações que ele tem. Sem dúvida, agora eu votaria contra”, revelou.
 
Nesse cenário, a Red Bull poderia vetar a introdução do Halo em 2017, a menos que a FIA alegue que a ação é uma medida de segurança.
 
O regulamento técnico da F1 para 2017 exige que mudanças sejam feitas com o consentimento unânime das equipes ou então por razões de segurança.
 
O Aeroscreen proposto pela Red Bull foi vetado pela FIA após ser reprovado no crash-test. Ainda assim, a entidade incentivou a equipe dos energéticos a dar sequência ao processo de desenvolvimento, mas Horner alega que a fábrica está ocupada demais para continuar.


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