F1
01/05/2015 08:30

Chefe da F1 diz que foi “horrível perder Senna” e compara: “Os fãs não lembram de Prost e outros, mas sempre dele”

Durante uma insólita entrevista concedida a jornalistas em Amparo, interior de São Paulo, Bernie Ecclestone foi questionado sobre o trágico 1º de maio de 1994, data do acidente que matou Ayrton Senna no circuito de Ímola e destacou a proximidade do brasileiro com os fãs da F1
Warm Up / FERNANDO SILVA,  de Amparo
 Ayrton Senna acumulou 41 vitórias em seus dez anos de F1 (Foto: Getty Images)
VIU ESSA? ÚLTIMO DUELO SENNA × PROST NÃO FOI NA F1
Há exatos 21 anos, o acidente fatal de Ayrton Senna na curva Tamburello, no circuito de Ímola, na Itália, chocava o Brasil e o mundo do esporte. O tricampeão do mundo, à época defendendo a Williams #2, morreu no auge quando buscava quebrar os recordes do pentacampeão Juan Manuel Fangio, o então maior dono de títulos da história da F1. Mais de duas décadas depois do momento que marcou — e mudou — a categoria, Bernie Ecclestone, dirigente máximo da F1, falou sobre o tema e relembrou seu carinho e, principalmente, dos fãs do esporte em relação ao piloto brasileiro.

O octogenário britânico concedeu uma insólita e peculiar entrevista na última quinta-feira (30) em um resort na cidade de Amparo, no interior de São Paulo, distante 132 km da capital paulista, que teve a presença do GRANDE PRÊMIO. Numa das muitas perguntas que recebeu sobre sua passagem pelo Brasil, país que é ligado de várias formas — não somente pela esposa, Fabiana Flosi, mas também pelos negócios que tem por aqui —, Ecclestone falou sobre a falta que sente de Senna.
Ecclestone: "Não se lembram do Prost e nem de outros pilotos, mas sempre do Senna"(Foto: Getty Images)
“Eu era muito próximo a Senna. Foi horrível perde-lo”, afirmou Bernie, que ressaltou a idolatria provocada pelo piloto campeão mundial em 1988, 1990 e 1991, sempre pela McLaren. “Em qualquer lugar do mundo, todos se lembram do Senna. Não se lembram do Prost e nem de outros pilotos muito famosos, mas sempre do Senna”, comentou.

Ecclestone também citou a proximidade que Ayrton tinha com seu público como um diferencial que o faz ser ainda reverenciado depois da sua morte. “As pessoas gostam de pilotos muito próximos dos fãs”, disse o britânico, colocando a idolatria do povo japonês a Senna, quando o brasileiro era vivo, num patamar maior em relação ao país-natal do piloto. “Talvez Senna fosse até mais reconhecido no Japão que no Brasil’, finalizou.

No dia em que se completam 21 anos da morte de Senna,a música 'Ayrton', feita pelo italiano Paolo Montevecchi e cantada por Lucio Dalla, virou vinil e ganhou uma edição no tradicional 'bolachão' como parte das homenagens ao tricampeão da F1. A canção, que tem versão em italiano e português, será comercializada e a parte das vendas será destinada à caridade no Brasil. Senna morreu em 1º de maio depois de um acidente na pista de Ímola, durante o GP de San Marino

A carreira de Ayrton Senna em images 

Confira a música: