F1
17/12/2017 09:46

Chefe da Red Bull fala em “habilidade inquestionável” e admite que postura de Verstappen em horas difíceis impressionou

Max Verstappen sofreu com a confiabilidade da Red Bull em 2017. Das 20 etapas do calendário, o piloto abandonou sete vezes. No entanto, apesar da fase difícil, Christian Horner, chefe da equipe, elogiou a maneira como o holandês lidou com toda a situação
Warm Up / Redação GP,  de São Paulo
 Max Verstappen (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

O ano de Max Verstappen foi longe de ser perfeito. De 20 etapas do calendário, o piloto somou sete abandonos. No entanto, mesmo passando por uma fase difícil em 2017, Christian Horner, chefe da Red Bull, elogiou a atitude do piloto em lidar com a situação.
 
A parte mais crítica do campeonato do holandês foi na primeira metade do ano, quando seu carro apresentou diversos problemas de confiabilidade. Após um abandono na Bélgica, inclusive, chegou a declarar que havia começado a perder a fé na equipe e que a Renault não conseguiria colocá-los no topo.
 
Horner, então, reconheceu que Max sofreu neste ano, mas ressaltou que o piloto nunca se deixou abalar pelo momento complicado com a equipe. “Acho que Max tem o benefício da experiência e ele adquiriu muita experiência de corrida no geral”, disse.
Max Verstappen soube lidar com a situação difícil de 2017 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

“É fácil esquecer que ele tem apenas quatro anos no automobilismo. O que realmente me impressionou neste ano foi a maneira como ele lidou com alguns momentos difíceis”, continuou. “Houve muitos desses momentos, particularmente nos meses de verão, mas ele seguiu trabalhando duro, seguiu no simulador toda semana e é óbvio que sua habilidade é inquestionável”, completou.
 
Verstappen tem um estilo de pilotagem que para uns é brilhante, enquanto para outros é perigoso. Para seu chefe, o jovem competidor encontrou o equilíbrio entre agressividade e moderação, o que é excitante de ver durante as corridas. 
 
“Os lances na Hungria ou Monza foram os dois únicos erros cometidos neste ano. Existe uma linha tênue entre herói e vilão. Acredito que agora ele se sente melhor com o carro, tem uma grande sensibilidade com o limite”, explicou.
 
“Ele assume riscos, mas não de forma irresponsável, são riscos calculados, e ele tem um espírito de briga que é animador de assistir. No geral, ele pilota bem. Acredito que ambos nossos pilotos fizeram um trabalho de primeira classe neste ano”, encerrou.
 
Verstappen encerrou a temporada na sexta colocação, com 32 pontos de atraso para Daniel Ricciardo, que terminou em quinto.