F1
13/02/2018 08:44

Chefe de engenharia da McLaren cita “grande desafio” e diz que testes com halo foram “bem assustadores”

Chefe de engenharia da McLaren, Matt Morris contou que foi “bem assustador” ver os testes com o halo por conta das cargas envolvidas. Dirigente classificou a introdução do recurso como um “grande desafio”
Warm Up
Redação GP, de São Paulo

Apesar de polêmica, a introdução do halo a partir da temporada 2018 da F1 representa um desafio extra para as equipes. Chefe de engenharia da McLaren, Matt Morris afirmou que os testes com o dispositivo de segurança teve “alguns momentos de fazer o coração parar”.
 
Por conta da introdução obrigatória do halo, os times tiveram de buscar maneiras de garantir que os carros fossem fortes o bastante para suportar o novo crash test da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que inclui uma prova com uma carga vertical de 116kN.
 
Halo passa a ser obrigatório em 2018 (Foto: Reprodução/TV)

Chefe de engenharia da McLaren, Matt Morris destacou a pressão extra enfrentada pelos times e classificou o novo teste como um “grande desafio”.
 
“Foi um grande desafio”, disse Morris. “As cargas são muito, muito altas”, ressaltou.
 
“Nós sempre soubemos que seria um desafio e nós investimos algum tempo e dinheiro para fazer vários testes”, contou. “Obviamente, você não quer construir um chassi completo, mas nós construímos várias peças de teste onde tínhamos modelos de halos, partes de halos, halos completos, e testamos como as interfaces se comportariam”, explicou.
 
“Nós encontramos alguns problemas, mas planejamos com antecedência o suficiente para que pudéssemos reagir a esses problemas e pegar o chassi principal, que foi o que fizemos”, falou.
 
Apesar do empenho da escuderia de Woking, Morris ressaltou que passar pelas provas não foi fácil, sublinhando que o teste foi “muito assustador”.
 
“Não estou dizendo que passamos por isso tranquilamente, tiveram alguns momentos de fazer o coração parar quando fazendo testes estáticos com um ângulo obliquo ― onde tem o peso de um ônibus londrino. Quando você vê esse teste acontecendo, é bem assustador pela quantidade de carga que está colocando lá”, explicou.
 
Ainda, Morris considerou que o rigor dos testes pode resultar em problemas para algumas equipes.
 
“Vai ser interessante ver se alguém tem problemas. É um teste bem duro, então não me surpreenderia se alguém tivesse problemas”, comentou. “Espero que não, porque queremos todos nos testes de inverno, mas foi um desafio interessante”, sublinhou.
 
Chefe de aerodinâmica da McLaren, Peter Prodromou afirmou que os times podem encontrar soluções interessantes para lidar com as perdas resultantes da incorporação do halo.
 
“Em termos de aerodinâmica, certamente não é uma coisa sem consequências, então acho que tem um desafio aí para lidar com isso em primeira instância, vamos chamar de controle de danos, e, depois, pensamos em oportunidade e exploração”, falou Prodromou. “Isso abre algumas avenidas que possivelmente são interessantes de olhar ― e tenho certeza de que teremos uma variedade de soluções diferentes”, seguiu.
 
“O escopo é bastante limitado, já que você tem essa tolerância em torno de uma forma básica, mas tem uma oportunidade ali para os especialistas em aerodinâmica”, concluiu.
 

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