F1
21/02/2017 12:05

Com 'barbatana' e pintura renovada, Renault apresenta R.S.17 para temporada 2017 da F1 de olho no título em três anos

A Renault foi a terceira equipe a apresentar o carro da temporada 2017. O R.S.17 chega para ser o primeiro passo dos franceses para fora do pelotão final do grid e rumo ao título mundial nos próximos anos
Warm Up
GABRIEL CURTY, de São Paulo
FERNANDO SILVA, de Sumaré

Um dia após a Sauber mostrar o novo C36, a Renault revelou para o mundo o seu R.S.17. Nesta terça-feira (21), os franceses lançaram o novo carro em Londres, em cerimônia que também teve a apresentação de Nico Hülkenberg como grande reforço ao lado do contestado Jolyon Palmer, que ganhou um voto de confiança após um ano de estreia bem fraco e segue com o time como parte do processo de reconstrução na F1. Jérôme Stoll, presidente da Renault Sport, deixou claro que a equipe busca terminar a temporada em quinto lugar no Mundial de Construtores, com a meta de subir ao pódio em 2017. Se é ou não uma meta ousada, só o tempo vai dizer.

Entre as novidades da Renaut, além de Hülkenberg, estão dois patrocinadores: a seguradora espanhola Mapfre e a fornecedora BP, responsável pela Castrol, que vai entregar o novo combustível da Renault, encerrando uma parceria de longa data com a petrolífera francesa Total/Elf. Em relação ao novo regulamento, a equipe de Enstone explicou em um telão as mudançs: pneus 25% mais largos, 30% mais downforce, 25% de aceleração lateral, 20% a mais de aceleração total e expectativa de ganho de 5% em performance no tempo de volta.

Ao falar sobre os pilotos da Renault para 2017, o diretor-geral Cyril Abiteboul foi claro: "Não vou apresentar Nico, acho que não é necessário. Ele fez coisas extraordinárias em times pelos quais temos muito respeito. É uma honra termos Nico em nossa equipe", disse. Sobre Palmer, o dirigente francês reiterou o voto de confiança. "Jolyon é um piloto que entrou na F1 conosco ano passado em fez algumas boas corridas, como no Japão. Ele e nós vamos crescer juntos."
Eis o novo Renault R.S. 17 para a temporada 2017 do Mundial de F1 (Foto: Renault)

Palmer, que ficou no time para 2017 apesar do desempenho fraquíssimo no ano passado, lembrou que a Renault hoje só precisa se preocupar com ela, podendo esquecer os problemas deixados pela Lotus. Para o britânico, essa pode ser a chave para o sucesso da equipe nesta nova temporada do Mundial.
 
“A impressão na equipe é que este é um ano em que nós podemos realmente fazer algo. Ano passado nós ficamos com as mãos um pouco amarradas em virtude dos problemas da Lotus. Este ano parece ser melhor em tudo. Todo mundo está super empolgado em ir pra cima e ver se nós podemos dar a volta por cima”, disse.
 
Empolgado com o novo motor do time, o diretor-técnico Bob Bell afirmou que o propulsor francês já chegou ao nível do da Ferrari, ainda que siga um pouco atrás dos da Mercedes.
 
“Estamos atrás da Mercedes, mas à altura da Ferrari. Talvez um pouco atrás, mas não muito. A Renault encurtou a distância para a Mercedes. É só olhar para a performance da Red Bull no ano passado, e eles conseguiram desafiar a Mercedes em várias situações”, comentou.
Nico Hülkenberg e Jolyon Palmer vão guiar o R.S. 17 em 2017. Sergey Sirotkin será o reserva (Foto: Renault)
O R.S.17 chega para ser o real primeiro passo da Renault rumo ao pelotão da frente. A equipe fala abertamente em brigar pelo título mundial até 2020 mas, para isso, é preciso sair da parte final do grid, progredir aos poucos. Com o talento e a experiência de Hülkenberg e as melhoras no chassi e no motor, tudo indica que mais pontos virão em 2017. O objetivo para este ano é claro: alcançar o quinto lugar do Mundial de Construtores, posto que foi logrado pela Williams no ano passado.

Alain Prost, lenda da F1 e embaixador da Renault, destacou o quanto os novos carros se assemelham aos do passado. "Os lados do carro parecem os dos velhos tempos quando tivemos os grandes títulos. Na segunda-feira estarei em Barcelona com muita curiosidade de ver os pilotos, especialmente nas primeiras voltas e pelas curvas de alta velocidade. Será muito desafiador fisicamente, mas eu acho que é bom para a F1, você precisa deste novo ciclo. Os carros serão muito impressionantes, e espero que consigamos atrair novos espectadores, bem como os antigos", falou o tetracampeão.
Detalhe da lateral do novo Renault R.S.17 (Foto: Reprodução)
Mudanças na estrutura da Renault não faltam. Além da substituição de Kevin Magnussen por Hülk, os gauleses também abriram mão do trabalho de Frédéric Vasseur, até então chefe de equipe e considerado o grande responsável por assinar com Hülkenberg, sendo um amigo pessoal do alemão. 
 
Sem Vasseur, a Renault achou por bem dividir suas principais funções, buscando também melhor relacionamento entre dirigentes e engenheiros. Alan Permane e Ciaron Pilbeam, respectivamente diretor de operações de pista e de engenharia de corridas, irão assumir as atribuições esportivas que antes eram de Vasseur. A parte mais executiva caberá ao diretor de operações Cyril Abiteboul, que não esconde o otimismo com a nova fase da escuderia de Enstone.
Tendência da nova F1, o 'bico-mamilo' também faz parte do novo Renault R.S.17 (Foto: Reprodução)
"Acredito que somos a equipe que cresce mais rápido. Crescemos uns 25% e ainda há mais coisa pela frente, com acordos preparados, algumas pessoas que chegaram, outras que estão chegando... É uma reconstrução. Reconstruímos mais que qualquer outra equipe para nos colocarmos em dia", afirmou. "Ano passado queríamos firmar as bases do nosso projeto. Agora, porém, se trata de render nas pistas. O suporte tem um papel muito distinto por razões distintas, mas desde uma perspectiva de marketing. O que mais me preocupa é o rendimento e a tecnologia. Neste sentido, três grandes sócios se uniram a nós, dois decidindo entrar na F1", seguiu.

Stoll seguiu o otimismo de Abiteboul e espera por um ano empolgante para a repaginada Renault. "Acredito que 2017 será um ano emocionante e crucial. Em pouco tempo, verão o que fizeram as equipes de Enstone e Viry. Em 2016, marcamos ambições para a F1, também expandimos nossos planos, e ao longo de 2016 mudamos muita coisa para diminuir a diferença para as grandes equipes. Contratamos muita gente e nos reorganizamos por completo, tanto em Viry como Enstone para que rendam", falou o executivo.

Thierry Koskas, diretor de marketing da Renault, também destacou o histórico da marca e o longo envolvimento com o automobilismo no geral e com a F1 em particular, ressaltando o passado vitorioso tanto como equipe e fornecedora de motores.
 
“A F1 é parte do nosso DNA. Estamos nesta competição há 40 anos, já ganhamos 12 títulos. A F1 é uma fonte permanente de inspiração. Nossa atividade engloba grandes mudanças, a condução autônoma, carros elétricos... E a mentalidade da F1 nos inspira. A Renault cresce ao redor do mundo, somos globais, e a F1 nos ajuda a popularizar e melhorar nossa imagem”, destacou.
 
“As corridas são a chave para a Renault e uma motivação para nossos funcionários. Quando vemos o lema dessa marca, ‘Passion for Life’, isso inclui a paixão pela competição e pela F1. Fechamos grandes parcerias com a BP e com a Castrol, uma grande aliança. Vamos longe com essas parcerias. Nós lhes damos as boas-vindas."
 
A equipe francesa, que ficou apenas em nono no Mundial de Construtores de 2016 com oito pontos, também anunciou o ex-engenheiro da Red Bull, Pete Machin, como o novo chefe do departamento de aerodinâmica.


 
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