F1
07/08/2018 14:59

Consórcio de investidores liderado por Lawrence Stroll salva e mantém Force India no grid da F1

A Force India pode respirar aliviada. A equipe vai permanecer no grid da F1 após a dúvida que pairava nas últimas duas semanas, desde que a falência foi declarada. Um consórcio de investidores liderado por Lawrence Stroll chegou a um acordo com os administradores judiciais e assumiu o controle da equipe. Desta forma, os credores serão pagos e os 405 funcionários seguirão empregados
Warm Up / PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro / GABRIEL CURTY, de São Paulo
 Esteban Ocon e Sergio Pérez (Foto: Force India)
A Force India está salva. Um consórcio liderado por Lawrence Stroll entrou em acordo com os administradores judiciais para pagar todos os credores e salvar os 405 empregados da escuderia anglo-indiana. A confirmação foi feita nesta terça-feira (7).
 
Há exatos 11 dias, na sexta-feira do GP da Hungria, a Justiça inglesa bateu o martelo declarando a falência da Force India e encerrando laços com o antigo dono, Vijay Mallya, por conta das muitas dívidas. Diversas companhias entraram com pedido para assumir o controle, inclusive uma que tem no piloto Sergio Pérez um de seus donos. 
 
A formação do consórcio foi feita com auxílio do diretor de operações da Force India, Otmar Szafnauer, e toda a divisão de comando que restou nos quadros da escuderia. O consórcio entrou com o pedido junto aos administradores judiciais, apontados pela FRP Advisory, comprovou as garantias financeiras e retirou a esquadra da situação de insolvência.
 
Além de Stroll, os membros do consórcio são os empresários Andre Desmarais e Jonathan Dudman - esse da Monaco Sports and Management -, John Idol - do ramo da moda -, o investidor das telecomunicações John McCaw Jr. - antigo donos das franquias Vancouver Canucks e Vancouver Grizzlies, respectivamente do hóquei e do basquete -, o especialista financeiro Michael de Picciotto e Silas Chou, velho parceiro de sociedade de Stroll.
Lance e Lawrence Stroll (Foto: Reprodução/Twitter)
"Esse investimento garante o futuro da Force India na F1 e também permite que nossos pilotos consigam competir e mostrar todo seu potencial. Estou muito satisfeito que tivemos o apoio de um consórcio de investidores que acreditou na gente e que viu no nosso time potencial comercial para hoje e também para o futuro na F1", afirmou Szafnauer.
 
"Nós da Force India sempre mostramos conhecimento e comprometimento e sempre conseguimos ir além do nosso tamanho. Agora, esse novo investimento nos faz crer que temos um futuro brilhante pela frente. Também queria agradecer ao Vijay, ao grupo Sahara e à família Mol por todo suporte e por terem trazido a equipe até aqui mesmo com todas as dificuldades", seguiu.

Entre as exigências da administradora judicial para retirar a equipe da insolvência estavam o pagamento de todos os credores. A chegada do consórcio garante tal condição, e companhias como a Mercedes e o próprio Pérez - que foi o responsável pelo processo que confirmou a falência da Force India - vão receber os valores devidos. Além disso, há a garantia de não demitir funcionários. 
Esteban Ocon (Foto: Force India)
Stroll ingressou na F1 antes da temporada 2016 como apoiador de seu filho, Lance Stroll, na Williams. Pelo dinheiro oferecido por Stroll, a equipe de Grove arriscou ceder um lugar que era de um piloto experiente para o novato. Em crise financeira, a saída do canadense apresenta um cenário trágico para o tradicional time de Frank Williams. Ao fim de 2018, a patrocinadora-máster, a marca de vermute Martini, está de saída - e o mesmo vai acontecer com Stroll.
 
No momento, a Force India ocupa o sexto lugar do campeonato de Construtores: são sete pontos atrás da Haas e 23 atrás da Renault. Nos últimos dois anos, o time, mesmo em crise, terminou o campeonato com o quarto posto de Construtores. A própria Renault e a Williams, além da McLaren, chegaram a se opor à oportunidade da Force India seguir no grid enquanto insolvente.
 
Apenas depois que o processo legal já confirmado de mudança de chefia for terminado legalmente é que a Force India poderá negociar novas partes e atualizações com suas fornecedoras. A F1 retorna em dois fins de semana, com o GP da Bélgica.