F1
27/07/2017 06:45

Diretor da Renault insiste que Palmer segue como titular mesmo se Kubica for bem em teste coletivo na Hungria

Em Budapeste, Cyril Abiteboul revelou que disse a Jolyon Palmer que Robert Kubica não é uma ameaça imediata: “Claramente buscamos opções para 2018”, explicou o francês, que apontou o piloto polonês com chances de ser titular da Renault caso vá bem nos testes coletivos na Hungria. Mas insistiu que não há planos para fazer a mudança ainda nesta temporada
Warm Up / Redação GP,  de Sumaré
 Cyril Abiteboul, chefe da Renault (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Ao menos oficialmente, a Renault não tem planos para substituir Jolyon Palmer durante a temporada 2017 do Mundial de F1. O britânico, claramente pressionado pela falta de resultados — até agora, não somou pontos em dez corridas disputadas no ano, contra 26 de Nico Hülkenberg —, ganhou a concorrência de Robert Kubica, que vai testar o R.S.17 na próxima quarta-feira (2), em Budapeste. O GRANDE PRÊMIO soube que existe a possibilidade de uma troca e de o polonês se tornar titular no lugar de Palmer caso tenha um bom desempenho nos testes coletivos, mas Cyril Abiteboul, diretor-geral da Renault, disse que não considera tal possibilidade no momento.
 
“Vamos continuar com nosso apoio a Palmer, não há nenhuma mudança de planos”, afirmou o dirigente francês em entrevista publicada pelo site norte-americano ‘Motorsport.com’ nesta quinta-feira (27). 
 
“É verdade que sentimos que precisamos avaliar mais sobre Kubica depois dos testes que fizemos. Obviamente, esses testes foram com o carro de 2012, mas também fizemos outras coisas, como exames médicos e trabalho no simulador. É verdade que, com base em todas essas coisas até agora, queremos ter um ponto de vista melhor sobre o quão realista seria se Kubica pilotasse novamente um carro atual de F1 e possivelmente em um contexto de competição”, explicou Abiteboul.
Abiteboul foi questionado sobre a intenção de substituir Palmer por Kubica ainda em 2017. E negou (Foto: Renault)

“A última oportunidade para, pelo menos, fazer um teste com um carro atual de F1 são os testes da Hungria, e vamos aproveitar essa oportunidade, mas isso é algo que está mais a médio ou longo prazo, não é um plano a curto prazo e não temos como opção fazer algo com nossa dupla de pilotos a curto prazo”, insistiu.
 
O engenheiro, diferente de declarações passadas, afirmou que Kubica pode estar no radar da Renault para a próxima temporada, mas é preciso antes esperar o resultado dos testes da semana que vem para uma avaliação mais detalhada. No momento, Abiteboul continua bancando e prestigiando Palmer como titular.
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“Kubica poderá ser um candidato para 2018, mas antes de considerar como um candidato, precisamos ver como ele vai lidar com carros com maior carga aerodinâmica e potência, porque claramente o carro que ele pilotou até agora não é representativo. Honestamente, ainda que ele vá bem, não significa que optemos por ele para 2018 porque há mais coisas para analisar”, salientou o dirigente, que revelou ter conversado com Palmer sobre Kubica.
 
“Eu disse a Palmer que Kubica não é uma ameaça imediata. Claramente buscamos opções para 2018, e Palmer poderia ser uma opção para 2018. Está nas suas mãos. O que estamos fazendo com Kubica não tem nada a ver com o que Palmer vai fazer neste fim de semana. Não vai haver troca de pilotos em Spa. Posso confirmar que Palmer vai guiar em Spa e o plano para ele é pilotar até o fim da temporada. Palmer e Kubica são dois aspectos distintos."
 
No entanto, Abiteboul é claro ao dizer que há grande insatisfação na Renault com a falta de resultados de Palmer. A última cartada da Renault é entregar um novo assoalho, que ajudou Hülkenberg a ter grande desempenho em Silverstone, ao britânico na Hungria. “Ele precisa ter confiança em si mesmo, na equipe e na sua situação para poder somar pontos. Espero e acredito que com o pacote que vamos levar a Budapeste seja possível à equipe marcar pontos, mas ele tem de render tanto como qualquer outro piloto que chega à F1. Não vou negar que existe pressão, é um ambiente competitivo, mas não pressão em curto prazo”, concluiu.