F1
20/02/2018 08:13

Em busca de melhores tempos ao lado da Alfa Romeo, Sauber apresenta carro para temporada 2018

A Sauber se tornou a quarta equipe da F1 a apresentar o carro para a temporada 2018 da F1. Fruto de uma nova fase diretiva e da parceria com a Alfa Romeo, o C37 tem novas cores e a esperança de uma vida nova
Warm Up
PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro
FERNANDO SILVA, de Sumaré
VITOR FAZIO, de Porto Alegre

O C37 foi desfraldado no começo da manhã desta terça-feira (19). Em busca de nova fase, com nova parceira e um visual repaginado, a Sauber apresentou para o público o carro com o qual vai tentar mudar sua história recente. Agora, a equipe suíça tem oficialmente a marca da lendária Alfa Romeo atrelada à sua. E curiosamente, a Alfa Romeo 'queimou a largada' ao mostrar minutos antes da hora marcada pela Sauber, às 8h30 (de Brasília) o vídeo com o lançamento do C37, divulgando a primeira imagem do novo carro concebido nas garagens de Hinwil, na Suíça.
 
De fato, a pintura é a maior mudança com relação ao carro do ano passado. Mas também não é tamanha surpresa, visto que, quando confirmaram a parceria, Sauber e Alfa Romeo apresentaram o conceito do novo layout. Se no ano passado o azul era dominante e tinha detalhes em branco, agora o branco é quem domina. O logo da Alfa Romeo aparece na parte de trás do carro, em branco, mas com fundo vermelho. O azul aparece apenas como um detalhe. Destaque também para novos patrocinadores, como a marca de óculos Carrera, a grife de relógios Richard Mille e também a Claro, marca do bilionário mexicano Carlos Slim.
Eis o novo Sauber-Alfa Romeo C37, apresentado nesta terça-feira (Foto: Alfa Romeo)
Além da nova pintura, obviamente, o Halo também chama a atenção. É uma questão de costume daqui para frente, mas também no C37 da Sauber a visão da proteção do cockpit é mais sutil que nos modelos testados recentemente. O criticado Marcus Ericsson e o novato Charles Leclerc serão os responsáveis por guiar a nova máquina.

Frédéric Vasseur, chefe de equipe que assumiu no ano passado no lugar de Monisha Kaltenborn, entende que a Sauber vive uma nova era ao lado da Alfa Romeo: “Estou muito animado para a temporada 2018 e para ver Marcus e Charles na pista. Empreendemos muito esforço e trabalho pesado no C37 ao longo dos últimos meses e é fantástico lançar o novo carro hoje”, destacou.

 
“Estou convicto de que Marcus e Charles formam a dupla perfeita, um sendo um piloto experiente e o outro sendo um estreante promissor. Temos o objetivo claro de alcançar o pelotão e seguir recuperando nosso rendimento ao longo da temporada. O retorno da Alfa Romeo ao grid da F1 é um marco na história da equipe, e fico orgulhoso de ver uma marca histórica nos escolhendo para voltar à categoria”, salientou o dirigente francês.
 
Jörg Zander, diretor técnico, é quem assina o projeto do novo carro: “O C37 tem uma filosofia muito diferente do C36. O conceito aerodinâmico mudou consideravelmente e o C37 traz algumas novidades na comparação com seu antecessor. Estamos confiantes de que o novo conceito nos traz mais oportunidades e nos ajuda a evoluir ao longo da temporada. O motor 2018 da Ferrari também nos ajuda em termos de performance. Espero progredir com o C37 e ter um ano mais competitivo do que 2017”, explicou.
 

No que a Sauber se norteia para o futuro? Segundo Vasseur, a meta é o sucesso da Force India. Detalhe: o novo C37 traz um bico inspirado no VJM10, carro que colocou a equipe de Silverstone novamente no top-4 da F1 em 2017.
 
"Eles são um bom modelo pois trabalham com a Mercedes quase como trabalhamos com a Ferrari", disse em entrevista à 'Autosport'. "Eles demoraram para entregar resultados, chegaram a não conseguir ficar no top-10. Mas tiveram um projeto longo, sério, e agora são consistentes. Temos que ser iguais, ser pacientes", apontou há algumas semanas.
Marcus Ericsson e Charles Leclerc têm a missão de levar a Sauber a viver dias melhores na F1 (Foto: Sauber)
Apesar do longo prazo em questão, Vasseur vê a 2018 como um ano em que é possível a Sauber voltas aos pontos com alguma frequência. Para chegar ao nível da Force India, porém, demorará mais: "É um projeto que vai demorar de três a cinco anos", pontuou.
 
"Não é que, assinando com um motor Ferrari ou Mercedes, no dia seguinte você está melhor. Estamos um pouco longe de quem está logo acima, mesmo que tenhamos nos aproximado nas corridas finais (da última temporada). Temos que ser capazes de brigar com eles. E acho conseguirmos. É difícil saber se lutaremos por P8, P9, P10. Além disso é muito difícil. Dependerá, também, dos outros times", finalizou o dirigente.

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