F1
18/06/2018 08:23

Ex-chefe vê McLaren “indo em outra direção” e se oferece para mediar insatisfação de funcionários

Martin Whitmarsh, chefe de equipe da McLaren até 2014, disse que uma comissão de funcionários foi montada para conversar com acionistas sobre a situação em Woking. A insatisfação gira em torno da queda de rendimento e do interesse em outras categorias
Warm Up / Redação GP,  de São Paulo
 Martin Whitmarsh não crê em mais de três fornecedores de motores para 2014 (Foto: McLaren)

Os funcionários da McLaren parecem não estar satisfeitos com as decisões que a equipe está tomando. Ex-chefe do time, Martin Whitmarsh revelou que foi procurado por uma comissão para mediar uma conversa entre os empregados e os acionistas.
 
“As pessoas na McLaren disseram que me mandariam uma carta sobre a situação. Eu disse a eles para não mandarem para mim, mas para [o acionista da equipe] Mansour [Ojjeh]", afirmou Whitmarsh ao jornal britânico ‘Daily Mail’.
 
De acordo com a publicação inglesa, os funcionários estão insatisfeitos com a liderança de Éric Boullier e com a maneira como Zak Brown vem explorando outros campos além da F1, principalmente no grande interesse na Indy e Le Mans.
Martin Whitmarsh trabalhou por 25 anos na McLaren e tem confiança de funcionários (Foto: McLaren)
"Eu amo o time e estou desesperadamente triste por ver o que se tornou. É preciso uma grande mudança de abordagem. Há muita política entre as principais figuras. Acho que algumas delas precisam ir. Expliquei minha opinião a Mansour e cabe aos acionistas decidir o que fazer", continuou Whitmarsh.
 
O inglês afirmou, ainda, que a McLaren está tomando rumos alheios à F1 e que a saída de Tim Goss foi o que o  fez apoiar os funcionários. Goss foi demitido em abril deste ano e Whitmarsh acredita que  ex-diretor técnico foi um “bode expiatório”.
 
"A equipe costumava ser toda sobre ganhar na F1. A McLaren está indo em outra direção, ao invés de vez de fazer do GP a única prioridade. Isso me amedronta. Se uma comissão [de funcionários] aparecesse na minha porta, eu não a recusaria. Eles sabem onde estou", encerrou. 
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