F1
11/01/2018 16:05

Fora desde 2013, Cosworth volta atrás e diz que retorno à F1 como fornecedora independente de motor é “improvável”

A Cosworth, que chegou a participar de reuniões relacionadas ao desenvolvimento de novos motores da F1, enfrenta dificuldades para voltar ao certame. O dirigente Bruce Wood reclama do aspecto financeiro e da tecnologia “proibitiva” da atual geração de unidades de potência
Warm Up
Redação GP, de Porto Alegre

A Cosworth, tradicional fornecedora britânica de motores, enfrenta dificuldades para realizar o sonho de retornar ao grid da F1. Depois de participar de reuniões da categoria em 2017, a chefia da marca reconheceu que os altos custos envolvidos na operação complicam a possibilidade de voltar ao certame como fornecedora independente.
 
De acordo com o diretor-executivo da Cosworth, Bruce Wood, o aspecto financeiro significa que dificilmente o sonho vai virar realidade sem o apoio de uma grande companhia.
 
“Para começo de conversa, a gente adoraria estar lá [na F1]. Já foi noticiado que nos envolvemos fortemente nas atuais conversas [sobre regulamento dos motores]”, comentou Wood, entrevistado durante evento da revista britânica ‘Autosport’. “Mas o que vimos desde o começo é que é improvável que vocês vejam uma Cosworth completamente independente, no sentido de ‘se você construir um motor, as equipes virão até você’. Isso é improvável porque é difícil fazer o aspecto financeiro funcionar”, lamentou. Os britânicos sonham com a volta em 2021, quando o regulamento dos motores deve ser alterado.
A Cosworth é uma das marcas mais icônicas da história da F1 (Foto: Cosworth)

“Não é segredo que a tecnologia atual da F1 é quase proibitiva. Mesmo para gente como a Cosworth, com nosso retrospecto. O sistema de recuperação de energia exigiria dezenas de milhões em termos de investimento”, seguiu.
 
Em uma época de tecnologia mais primitiva na F1, a Cosworth fez sucesso. Aliada à Ford, a companhia somou 176 vitórias entre idas e vindas no certame. Dentre as fornecedoras de motor, os britânicos só ficam atrás da Ferrari, com 230. A última participação na F1, todavia, não teve sucesso: entre 2010 e 2013, a marca forneceu quase exclusivamente para equipes pequenas e não chamou atenção.
 
Caso a Cosworth consiga voltar à F1, Wood acredita que a operação pode prosperar. Mas isso depende muito da aprovação de um regulamento que resulte em custos menores.
 
“O regulamento, da forma que está sendo proposto, certamente facilitaria o retorno da Cosworth e também diminuiria a barreira de custo. Isso permitiria a entrada de muito mais fabricantes. Talvez nem fabricantes, quem sabe patrocinadores, que podem ver a F1 como algo que se encaixa no orçamento”, encerrou.

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