F1
13/05/2015 08:56

Michelin se diz “totalmente aberta para voltar” à F1, mas condiciona regresso a mudanças no regulamento

Diferente do que ocorreu na década passada, a fabricante francesa desta vez não se opõe a entrar na F1 como fornecedora única de pneus, mas condicionou seu regresso à categoria à adoção de mudanças no tamanho dos compostos, por exemplo
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Redação GP, de Sumaré
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Dona de um histórico absolutamente vencedor na F1, a Michelin, ausente do grid desde o fim de 2006, considera seu retorno à categoria caso haja abertura de concorrência no fornecimento de pneus. Desde a temporada de 2011, a fabricação dos compostos fica a cargo da italiana Pirelli, que tem contrato válido até o fim do ano que vem. A francesa Michelin estreou no certame em 1977, seguindo num período que durou até 1984 e regressou ao esporte em 2001 ao travar um duelo interessante com a Bridgestone, mas deixou a F1 no fim de 2006, insatisfeita pela adoção da política de único fornecedor a partir de 2008.

Ao todo, em 215 GPs disputados, a Michelin conquistou 102 vitórias e 111 poles, ajudando Fernando Alonso a conquistar seus dois títulos no Mundial de F1, em 2005 e 2006. Depois de um período de quase dez anos, a fábrica gaulesa se colocou à disposição para regressar ao grid. “Por que não? Nós estamos totalmente abertos a um regresso, mas em algumas condições específicas. A F1 deve alterar seu regulamento técnico”, declarou Pascal Couasnon, diretor de esportes a motor da Michelin, em entrevista à revista italiana ‘Autosprint’.
A Michelin está totalmente aberta para voltar à F1. Desde que sejam adotadas mudanças no regulamento (Foto: Getty Images)
“Os pneus devem se tornar novamente um objeto técnico, não apenas uma ferramenta para oferecer mais ou menos espetáculo. A Michelin apresentou algumas condições específicas para regressar à F1. Queremos pneus de 18 polegadas, o que já usamos na F-E, e em breve em outras categorias”, pontuou o francês.

“Se a F1 quiser considerar nossas propostas, estamos aqui, totalmente abertos e com uma forte vontade de regressar. Mas, ao invés disso, as perspectivas são de manter as coisas como estão, então muito obrigado, mas não estamos interessados. Na próxima concorrência para fornecimento de pneus para a F1 nós faremos as propostas, por que não? E, em seguida, será problema para Ecclestone ou a FIA em nos aceitarem ou não”, complementou o dirigente.

Entre as críticas ao modelo atual na F1, Couasnon criticou a abordagem adotada pela categoria quanto ao desgaste dos pneus. E diferente do que aconteceu na década passada, a Michelin não mais se opõe à ideia de se tornar fornecedora única na F1, mas deixou claro que é mais favorável a uma nova guerra de pneus, como a que travou nos seus últimos anos no esporte com a japonesa Bridgestone.

“Os pneus devem fornecer níveis de desempenho e aderência estáveis. Não é normal que, depois de algumas voltas, um piloto diga: ‘Preciso maneirar, do contrário os pneus não vão durar’. Isso não deveria acontecer. Os pilotos da F1 atual não podem mostrar seu talento porque os pneus não lhe permitem. Isso acontece quando você está sob regime de fornecedor único e não há motivação alguma para melhorar. Isso é mediocridade, não tecnologia. Se você tiver um regulamento tecnologicamente interessante, ainda que você seja um único fornecedor, então você fica forçado a oferecer um produto do mais alto nível”, finalizou Pascal.

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