F1
24/08/2015 08:03

Pirelli volta a se defender e diz que pediu mudança nas regras para limitar uso dos pneus, mas foi ignorada

A Pirelli voltou a se defender após o estouro do pneu de Sebastian Vettel no fim do GP da Bélgica e afirmou que as equipes não a ouviram quando pediu, ainda em 2013, uma mudança nas regras para limitar o número máximo de voltas com um determinado jogo de pneus
Warm Up / Redação GP,  de Curitiba
 Sebastian Vettel sofreu um estouro de pneu na penúltima volta do GP da Bélgica (Foto: AP)
A Pirelli ainda não engoliu as reclamações feitas por Sebastian Vettel após a etapa da Bélgica, disputada no último domingo (23). Diante das críticas, a fornecedora italiana se defendeu mais uma vez e revelou, por meio de comunicado, que os chefes da F1 e as equipes não a ouviram quando pediu, ainda em 2013, que fosse feita uma mudança no regulamento, para determinar o número máximo de voltas com um determinado jogo de pneus. O procedimento, segundo a nota, teria evitado o incidente com o tetracampeão.

Em Spa-Francorchamps, o piloto da Ferrari optou por uma estratégia de apenas um pit-stop e, já no fim da prova — na penúltima volta —, sustentava a terceira colocação, quando houve um estouro do pneu traseiro direito, o que o privou do pódio. Vettel usava os compostos médios — a versão mais dura do fim de semana. Após a bandeirada, o alemão cobrou explicações da fabricante.
Sebastian Vettel sofreu um estouro de pneu na penúltima volta do GP da Bélgica (Foto: AP)
"Espero explicações deles (Pirelli). Isso não é um furo, já tinha acontecido isso com Rosberg. Se tivesse acontecido 200 metros mais cedo, eu não estaria aqui falando sobre isso. Eu fui para fora da pista, Nico também. É estupidez dizer que isso é um furo. É uma explosão", exigiu Sebastian, lembrando o episódio com Nico Rosberg durante os treinos livres da sexta-feira.

A Pirelli, na verdade, culpou a própria Ferrari pelo incidente, por ter permitido o uso em demasia do pneu. O jogo já tinha 28 voltas quando houve a explosão. E a defesa da fabricante veio exatamente em cima disso. Ou seja, do risco de se extrapolar o número máximo de giros com determinado composto. 

“Em novembro de 2013, a Pirelli solicitou que fossem definidas regras para gerenciar o número máximo de voltas que poderiam ser dadas pelo mesmo jogo de pneus, entre outros parâmetros inerentes ao uso correto dos pneus. Este pedido não foi aceito”, afirmou a fabricante em nota, já na noite de domingo.

“A proposta apresentava uma distância máxima equivalente a 50% da distância de um GP para o pneu mais duro e de 30% da distância para o pneu mais macio. Estas condições, se tivessem sido colocadas em prática, hoje, em Spa, teriam limitado o número máximo de voltas do composto médio para 22", completou.

Chefe da Ferrari, Mauricio Arrivabene evitou maiores conflitos com a Ferrari, mas reforçou a necessidade de encontrar as causas da falha. "Mesmo quando a estratégia é agressiva, ela é baseada claramente nos dados que se tem, então não somos estúpidos ou loucos de assumir um risco com o piloto se não estivermos vendo nos dados que vai dar certo", falou, para então amenizar. " Primeiro, quero checar algumas coisas com os técnicos, porque nós queremos ser justos e não quero, de forma nenhuma, evitar uma controvérsia entre nós e a Pirelli”, afirmou. “O que aconteceu, aconteceu. Se alguém quiser nos atacar, nós estamos prontos para responder”, encerrou.