Prost afirma que é difícil comparar fases da F1 e defende que pilotos têm de se adaptar aos pneus

Participando de uma coletiva de imprensa em Mônaco, Alain Prost afirmou que é difícil comparar o passado e o presente da F1. Tetracampeão defendeu que cabe aos pilotos se adaptaram aos atuais pneus Pirelli

As imagens da quinta-feira no F1 em Monte Carlo 
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Na contramão dos protestos causados pelo alto desgaste dos pneus da F1, Alain Prost defendeu que cabe aos pilotos se adaptarem aos compostos desenvolvidos pela Pirelli para a temporada 2013. Desenvolvidos com a meta de se desgastarem rapidamente, os compostos têm sido duramente criticados, especialmente após o GP da Espanha. 
 
Participando de uma entrevista coletiva em Monte Carlo nesta quinta-feira (23), Prost afirmou que as evoluções tecnológicas mudaram a F1, mas disse que é difícil comparar o presente e o passado da categoria. 
Prost afirmou que cabe aos pilotos e engenheiros se adaptarem aos pneus (Foto: Red Bull/Getty Images)
“Hoje os carros são tão avançados tecnologicamente que normalmente o piloto pode forçar 100% em condições normais”, disse Prost, agora um embaixador da Renault. “A decisão de fazer os pneus bem macios torna as coisas um pouco diferentes”, ponderou. 
 
“Na nossa época, nós tínhamos de cuidar dos freios, da caixa de câmbio, do consumo de combustível – e, obviamente, também dos pneus, porque às vezes tínhamos de ser cuidadosos com os pneus”, lembrou. “Mas o regulamento também era muito diferente. Em um ponto, nós tínhamos três tipos de borrachas e podíamos fazer mudanças. Eu poderia ter pneus duros na esquerda e pneus macios na frente. Em Las Vegas, em 1981, eu corri com pneus de classificação na frente”, contou. 
 
Quatro vezes campeão da F1, Prost defendeu que cabe aos pilotos se adaptarem ao atual regulamento e aos pneus disponibilizados pela fábrica italiana para 2013. 
 
“Você não pode comparar. Mas isso prova também que você precisa se adaptar como piloto, como engenheiro, ao regulamento”, comentou. “Tem reclamações este ano, mas não é tão diferente do ano passado. Mas você não quer ver borracha na pista e acidentes.”
 
“Você só tem de se adaptar à situação. Pilotos e engenheiros, isso é tipicamente F1”, concluiu o francês.
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