F1
03/12/2015 21:15

Renault confirma compra da Lotus, chega a acordo com Ecclestone e volta à F1 como equipe após cinco anos

A longa novela envolvendo a complicada negociação envolvendo o futuro da Renault e da Lotus na F1 finalmente teve seu desfecho revelado nesta quinta-feira (3). A montadora volta ao grid como equipe depois de assinar um acordo com Bernie Ecclestone que compreende uma maior distribuição de dinheiro por estar no patamar de ‘equipe histórica’. Assim, termina também o calvário do time aurinegro, às turras com problemas financeiros ao longo de 2015
Warm Up
Redação GP, de Sumaré

Agora é oficial: a Renault está mesmo de volta ao grid da F1 como equipe de fábrica. Depois de vender sua participação ao grupo de investimentos Genii, que colocou o nome Lotus nos carros aurinegros construídos na sede em Enstone a partir de 2012, a montadora de Viry-Châtillon oficializou nesta quinta-feira (3) a conclusão do processo de compra da própria Lotus e reassumiu o controle do time, que voltará a se fazer presente no grid em 2016 com o venezuelano Pastor Maldonado e o novato britânico Jolyon Palmer, que assume a vaga de titular com a saída de Romain Grosjean para a nova equipe da F1, a Haas.
 
É o final feliz de uma longa novela que se arrastou durante toda a temporada. A Lotus sonhava com um acordo do tipo para encerrar de vez o calvário vivido nos últimos anos, o que se acentuou neste ano por conta de inúmeros problemas financeiros. Mas o desfecho só foi mesmo favorável depois que um acordo entre a cúpula da montadora francesa e Bernie Ecclestone sobre maior distribuição de dinheiro por parte da FOM (Formula One Management) foi finalmente firmado. 
Agora é pra valer: a Renault está mesmo de volta à F1 como equipe. Fim da novela que se arrastou por todo 2015 (Foto: Getty Images)
"A Renault tinha duas opções: voltar 100% ou sair. Depois de um estudo detalhado, eu decidi que a Renault vai estar na F1, começando em 2016. Os detalhes finais dados pelos maiores acionistas da F1 nos deram confiança para aceitar este novo desafio. Nossa ambição é vencer - mesmo que leve algum tempo", revelou Carlos Ghosn, diretor da companhia francesa.

A história da Renault como equipe na F1 data de 1977. Ao todo, foram exatos 300 GPs disputados no período que compreendeu 1977 a 1985, e depois, entre 2002 e 2011. A fábrica conquistou 35 vitórias, 51 poles e 100 pódios. Fernando Alonso, com 105 GPs e 17 vitórias, foi o responsável por levar o time ao topo do mundo ao faturar os títulos das temporadas 2005 e 2006, no auge da Renault na F1.
 
O acordo de venda da Lotus para Renault era iminente, sobretudo porque dois dos principais dirigentes da equipe aurinegra, Gerard López, o dono do Grupo Genii, e Federico Gastaldi, chefe-adjunto do time de Enstone, disseram que a oficialização era meramente uma questão de formalidade. Ambos também confirmaram que membros do corpo diretivo, administrativo, técnico, comercial e de marketing da Renault já estão trabalhando em Enstone desde o GP de Cingapura, ou seja, em setembro.
 
Segundo a revista ‘Auto Motor und Sport’, a última oferta feita pela FOM sobre a distinção da Renault como equipe histórica na F1 foi aprovada pelo presidente da montadora, o brasileiro Carlos Ghosn, que foi decisivo na volta da equipe ao grid. Entretanto, a publicação alemã  disse que o prêmio pago por Ecclestone seria inferior à pedida inicial da Renault. Mesmo assim, a cúpula de Viry-Châtillon foi em frente com o acordo, que compreende a permanência da marca na F1 pelo menos até a temporada de 2025.
 
A venda da Lotus para a Renault significa que a nova equipe francesa será a única do grid em 2016 a contar oficialmente com os motores franceses. A divisão encarregada de desenvolver a nova unidade de potência para 2016 contará com Rémi Taffin, diretor de operações da Renault, além de Alex Wendorff e Bob Bell, que deixou no fim deste ano a Manor, onde ocupava o posto de consultor técnico. Será o retorno do britânico a Enstone, onde trabalhou como chefe de equipe depois da eclosão do ‘Cingapuragate’ e da saída de Flavio Briatore do comando do time, em 2009.

 

E se os carros de F1 forem como este que a McLaren desenhou?http://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/video-mclaren-apresenta-visao-de-f1-do-futuro-com-revolucionario-modelo-conceitual-mp4-x

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