F1
03/10/2017 06:11

Renault descarta ilegalidade em eventual contratação de ex-engenheiro da FIA e diz que “não está na F1 para fazer amigos”

Diretor-geral da Renault, Cyril Abiteboul falou sobre o envolvimento da equipe em uma possível contratação do ex-engenheiro da FIA, Marcin Budkowski. Apesar de não confirmar o contrato, o dirigente deixou claro que a esquadra francesa não está na F1 para “fazer amigos”, mas que vai agir de forma leal e justa com relação aos rivais
Warm Up
Redação GP, de Curitiba

A Renault se tornou o centro das atenções nos bastidores da F1 durante o GP da Malásia, depois que foi revelada a informação de que a equipe francesa está preparada para contratar Marcin Budkowski. O engenheiro polonês de 40 anos, com passagens por Prost, Peugeot e McLaren, anunciou sua saída da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), onde ocupava o posto de chefe do departamento técnico desde março deste ano. O cargo do profissional é privilegiado, já que era o homem a quem as equipes reportavam para comunicar sobre o desenvolvimento dos carros para o ano que vem. 
 
 
Falando a respeito do assunto, mas sem confirmar a contratação do engenheiro, Cyril Abiteboul disse que a Renault não está na F1 para "fazer amigos". "Queremos ser uma das principais equipes do grid até 2020", afirmou o diretor-geral da fabricante francesa em entrevista à emissora Sky Sports F1.
Cyril Abiteboul disse que apenas trabalha para o crescimento da Renault (Foto: Renault)
"Ainda está muito longe, mas sabemos o que precisa ser feito. Se você olhar a diferença que há no pelotão intermediário, que gira em torno de 1s a 1s5, vai ver que é um grande salto. E é por isso que precisamos ser agressivos para o que queremos ser em 2020. Você não está neste esporte para fazer amigos", explicou o dirigente.
 

"Obviamente, há maneiras de fazer as coisas e tudo o que fazemos em termos de recrutamento - não necessariamente Marcin - é pensando em crescer. Enstone precisa desesperadamente crescer. Quando assumimos a equipe, eram 475 pessoas, hoje são 620", completou.
 
"Não é nenhum segredo de que essas pessoas precisam vir de algum lugar, e nós também precisamos buscar profissionais em outras equipes", emendou Abiteboul.
 
Por fim, apesar da controvérsia em torno do interesse em Budkowski, o francês insistiu em dizer que a Renault não vai fazer nada que possa violar as regras e nem afetar os direitos intelectuais das equipes concorrentes. "A Renault tem um histórico muito claro por ser extremamente justa e leal. Então, o que quer que façamos, temos certeza de que será feito de uma maneira justa e leal com os nossos rivais", encerrou.
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