F1
19/01/2018 05:00

Reunião entre promotores e Liberty Media aproxima F1 de acordo para GP do Vietnã em Hanói

De acordo com notícia divulgada e apuração feita pela revista norte-americana 'Forbes', a F1 está um passo mais próxima de anunciar Hanói, capital do Vietnã, como nova praça. De acordo com a revista, o negócio ainda não está fechado, mas os planos estão em andamento e adiantados
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 A cidade de Hanói (Foto: Reprodução)

Desde que o Liberty Media assumiu o comando da F1, o GP da França é a primeira corrida a voltar ao calendário. É bem conhecida a vontade do grupo de aumentar o número de corridas nos Estados Unidos e as conversas para uma etapa na Dinamarca e o retorno à Argentina estão em diferentes níveis, mas acontecendo. A praça que está mais próxima de ser incluída no calendário do Mundial de F1, no entanto, é o Vietnã. 
 
A informação é da revista norte-americana 'Forbes'. Segundo a publicação, uma reunião em Londres na última quarta-feira, 17 de janeiro, aproximou as partes de um acerto. Houve uma reunião primeiro entre os promotores e depois deles com os representantes do Liberty Media. 
 
"Uma corrida de rua no Vietnã é o que vão anunciar", é o que a 'Forbes' credita como afirmação de uma fonte. Os planos são para que um circuito de rua seja desenvolvido em Hanói, capital do país. O Vietnã tem um autódromo fixo, o Happyland, na cidade de Ho Chi Minh, mas não é visto como opção provável. Até por não contar com os maiores graus de avaliação da FIA. 
 
Não é a primeira vez que o Vietnã aparece como opção para a F1. Em 2010, quando o Happyland estava em construção, o governo federal demonstrou algum interesse, mas não foi longe. Depois, em 2016, quando Bernie Ecclestone ainda era o chefão, o veterano afirmou que bloqueou as tentativas do país. "Não tem qualquer história no esporte, então eu não quis colocar outra corrida na mesma área em que já temos bons promotores. E me criticaram quando acertei corridas em Baku e Sóchi."
A cidade de Hanói (Foto: Reprodução)
Desde então, além de Ecclestone ter deixado o barco, a Malásia também deixou seu contrato com a F1 terminar e encerrou uma série de provas no país que durava desde 1999. Somado a isso, uma das principais parceiras comerciais da F1 atualmente, a cervejaria Heineken, não esconde o interesse no Sudeste Asiático. Especificamente no Vietnã.
 
"Heineken é muito forte na Europa - nascemos na Europa e somos uma marca europeia -, mas o playground para o futuro é a Ásia-Pacífico. É uma área estratégica, e ter corridas ao redor de lá é fantástico. A paixão pela F1 na Ásia é enorme. Na Ásia [gostaríamos de correr no], Vietnã. Estamos muito presentes no Vietnã por meio de uma parceira local - os levamos como convidados a Monza, eles ficaram maravilhados. Então por que não correr numa cidade como Ho Chi Minh?", questionou em 2016 o diretor-sênio da cervejaria, Gianluca di Tondo.
 
As conversas retornaram em 2017, quando o Liberty já falava em Buenos Aires. A situação aparentemente deu um passo à frente para o primeiro GP de Hanói. 
 
Apesar de ver a situação como adiantada, a 'Forbes' destaca que o negócio "ainda não está fechado, então pode não se confirmar". E lembra que a sede do Mundial que está mais próxima a Hanói é Xangai, na China, quase 2.000 km distante.