F1
13/12/2017 07:43

Sem querer saber de amizade, Hamilton diz que “não gasta energia” para mudar relação com Rosberg

A duríssima rivalidade travada por Lewis Hamilton e Nico Rosberg arranhou uma amizade que os dois tinham desde a adolescência, quando foram companheiros de equipe no kartismo. O alemão se mostra mais aberto a ter um contato maior com o tetracampeão. Mas Hamilton “não quer gastar nenhuma energia” para mudar a relação com o ex-adversário
Warm Up / Redação GP,  de Sumaré
 Lewis Hamilton bateu Nico Rosberg na largada para vencer o GP da Hungria (Foto: Getty Images)

Lewis Hamilton e Nico Rosberg construíram uma bela amizade quando passaram a compartilhar a mesma equipe no kartismo no início dos anos 2000. Os dois se pressionavam um ao outro dentro da pista, mas fora dela tinham um entrosamento quase como o de dois irmãos. Os dois, graças ao talento construído ao longo da carreira, conseguiram ascender à F1. Hamilton foi mais vencedor, mas Nico também queria seu espaço. Quando os dois passaram a ter nas mãos um carro capaz de lutar por títulos, tudo mudou. E a amizade ficou para trás.
 
A partir de 2014, quando a Mercedes começou a dominar a F1, a amizade deu lugar a uma dura rivalidade marcada por vários momentos de tensão e batidas entre os dois. Exemplos não faltam: GP da Bélgica de 2014 e os GPs da Espanha e da Áustria do ano passado, para citar apenas alguns. A rivalidade se encerrou quando Rosberg, cinco dias após conquistar seu único título mundial, surpreendeu o mundo do esporte e anunciou sua aposentadoria.
Rosberg e Hamilton foram muito amigos nos tempos de kart. Mas a amizade de tempos idos parece não ter volta (Foto: Lewis Hamilton/Instagram)
Mas a relação de amizade entre os dois segue estremecida. Os dois têm pouco contato desde que Rosberg deixou de frequentar o paddock da F1, aparecendo apenas vez ou outra, como convidado da Mercedes, comentarista ou mesmo como empresário de pilotos, sendo o novo agente de Robert Kubica. Nico até acenou com a bandeira branca e se mostrou desejoso de voltar a ter a amizade de Hamilton. O tetracampeão, por sua vez, parece não querer saber disso.
 
“Falei pela última vez com Nico no Japão, mas não gasto nenhuma energia para mudar nossa relação”, disse Hamilton em fala veiculada pelo jornal alemão ‘Stuttgarter Zeitung’.
 
Rosberg, por sua vez, é mais aberto à ideia de retomar a amizade de tempos atrás. “Nós éramos muito bons amigos antes, mas pode acontecer de novo no futuro. Já não somos rivais, estou completamente fora, de modo que não vejo motivo para não lidarmos bem um com o outro depois de algum tempo”, disse.
 
Mesmo distantes, os dois não se esquecem um do outro e, frequentemente, entre elogios aqui e ali, também se alfinetam. Lewis, recentemente, disse que não aprendeu “nada” com Rosberg e que o único companheiro de equipe que o levou a assimilar algo de positivo foi Fernando Alonso. Nico, por sua vez, ‘assoprou’ ao ressaltar o respeito pelo ex-rival, mas também ‘mordeu’ ao fazer menção a Lewis como narcisista.
 

Se a amizade parece ser algo distante, cada um segue seu rumo no esporte. Hamilton negocia para renovar com a Mercedes pelo menos até 2020. E Rosberg disse estar curtindo sua nova vida como empresário de pilotos.
 
“Ser um agente e ter vários pilotos me deixaria feliz. É algo que posso ver com Kubica, algo que gosto porque você pode experimentar emoções parecidas quando você guia a si mesmo. É incrível porque as emoções que tem quando vence e tem sucesso como piloto são muito intensas”, falou o campeão mundial de 2016 à emissora britânica BBC.
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