F1
14/05/2018 07:40

Vettel aponta falha e critica “software pobre” que permite manipulação de velocidade no safety-car virtual

Após do GP da Espanha, Sebastian Vettel demonstrou sua insatisfação com o sistema de safety-car virtual, afirmando que ele pode ser manipulado em pista, dando vantagem aos pilotos. Rebatendo o alemão, Charlie Whiting explicou o sistema e negou falhas
Warm Up
Redação GP, de São Paulo

Sebastian Vettel criticou mais uma vez o sistema de segurança em pista na F1, depois do GP da Espanha, de domingo (13). Dessa vez, o alvo foi o safety-car virtual. Segundo o titular da Ferrari, o sistema tem brechas que permitem que os pilotos andem mais rápido do que determina o regulamento.
 
O  alemão, que admitiu ter errado ao parar nos boxes sob o VSC, pontuou que existe uma fraqueza no software do sistema que permite a manipulação da velocidade na pista.
 
“É o mesmo para todos, mas a FIA está nos fornecendo um sistema que nos faz seguir um tempo delta, e todo mundo tem que desacelerar, eu acho, em 40%. Mas acho que todo mundo sabe que você pode ter um caminho mais rápido sob o VSC, basta seguir o tempo delta - guardando a distância”, afirmou.
Sebastian Vettel acredita ser possível manipular VSC (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

“Então, acho que devemos ter um sistema que não tenha essa brecha, porque nos força a fazer linhas ridículas ao redor da pista e todo mundo está fazendo isso, eu não acho que seja um segredo. Nosso esporte deve estar em melhor forma do que fornecer software que é pobre e nos permite encontrar algum desempenho extra dessa maneira", acrescentou Vettel.
 
Apesar das reclamações do piloto da Ferrari, Charlie Whiting, diretor de prova da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), acredita que nenhum ganho é tomado em pista por conta do VSC e que o sistema funciona da maneira que deveria funcionar.
 
“O VSC tem um mapa que é 30% mais lento que uma volta rápida. Os pilotos têm que seguir essa volta. É medido a cada 50 metros de percurso ao longo da pista. Mede-se onde é relevante para a volta de referência e isso dá um sinal de mais ou menos. A cada 50 metros são lembrados se estão acima ou abaixo. Eles podem ficar negativos [mais rápido que o tempo de referência], mas contanto que sejam positivos uma vez em cada setor de triagem e na linha do safety car. Mesmo que alguém vá devagar, desde que chegue a zero até esse ponto, não importa. Se for medido a cada 50 metros, qualquer vantagem que você possa obter ao pegar uma linha diferente na pista será absolutamente mínima”.
 
Whiting afirmou, ainda, que a FIA poderá investigar, mas que em sua interpretação não há nada errado com o VSC. “Eu posso ver o que ele está dizendo, mas a linha de corrida é ótima. Se eles tiverem alguma evidência disso, obviamente teremos que dar uma olhada e ver se ela pode ser manipulada”. 
 
“Pelo que podemos ver ao longo de uma volta e meia, desde que eles estejam em zero no ponto final do VSC, eu não acho que qualquer vantagem possa ser obtida. Onde a vantagem pode ser obtida é entrar nos boxes e sair dela. Mas todo mundo sabe disso, não é novo", encerrou o diretor de prova. 
 
 
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