Indy
01/02/2016 14:33

Chilton fecha contrato com Ganassi e sobe para Indy em 2016: “É quase como voltar à F1, mas por uma grande equipe”

Max Chilton esteve na F1 durante duas temporadas como piloto da Marussia, mas não chegou a brilhar em momento algum. Depois de um ano de transição em 2015, que compreendeu uma presença razoável na Indy Lights pela Carlin e um projeto fracassado com a Nissan no Mundial de Endurance, o britânico de 24 anos assinou com uma das melhores equipes do grid da Indy
Warm Up / Redação GP,  de Sumaré
 Max Chilton venceu e se emocionou em Iowa (Foto: Reprodução/Twitter)
A segunda-feira (1) é uma grande novidade no grid da Indy. Neste primeiro dia de fevereiro, a Ganassi anunciou a contratação de Max Chilton para integrar o seu rol de pilotos para a temporada 2016 da Indy. Hoje com 24 anos, o britânico vem de um ano razoável na Indy Lights, quando disputou o certame pela Carlin, ganhou uma corrida, em Iowa, e terminou em quinto lugar. Nos dois anos anteriores, Chilton fez parte do grid da F1 como piloto da Marussia, mas teve uma performance bastante apagada e não deixou saudades. Agora, Max terá condições de mostrar um pouco de performance no carro #8 daquela que é uma das principais equipes do grid.
 
Em 2015, além da Indy Lights, Chilton integrou o rol de pilotos da Nissan no fracassado projeto da marca nipônica para a LMP1. Entretanto, o britânico se volta de vez para os monopostos com a grande chance da sua vida até o momento.
 
“É como voltar à F1, mas por uma grande equipe”, declarou Chilton em entrevista à revista ‘Autosport’. “Estou no melhor lugar para aprender e fazer o melhor trabalho possível e da maneira mais rápida possível. Algumas pistas devem ser bem difíceis, especialmente os ovais que jamais guiei, mas o pessoal vai entender que este é meu primeiro ano”, comentou.
Max Chilton não foi bem na F1, mas após um ano na Indy Lights, vai ter uma grande chance na Ganassi (Foto: AP)
Por ter guiado em muitas dos circuitos que vão fazer parte do calendário da Indy, Chilton acredita que pode até surpreender no seu ano de estreia na principal categoria de monopostos dos Estados Unidos. “Mas nas pistas que eu conheço, estou confiante de que posso até conquistar vitórias e pódios”, afirmou.
 
Chilton vai assumir o carro que foi guiado no ano passado por Sage Karam e Sebastián Saavedra, que compartilharam a condução do #8. O contrato de Max, contudo, vale por toda a temporada, inclusive para as 500 Milhas de Indianápolis. Assim, o jovem piloto vai ter a chance de estrear na mais tradicional prova do automobilismo mundial e disputar a histórica 100ª edição.
 
No entanto, apesar da chance de ouro na Ganassi, Chilton não esconde que ainda tem seus olhos um pouco voltados para a F1. “Eu jamais vou dizer que a F1 é carta fora do baralho. Digamos que eu seja campeão da Indy e uma equipe de ponta ou da zona intermediária queira entrar em contato comigo. Então, eu adoraria fazer isso porque esta é a minha meta principal desde moleque”, disse.
 
“Mas você tem de ser realista e seguir em frente. Lembro que eu dizia há dez anos que eu jamais faria a Indy, mas então agora tenho de ir em frente”, afirmou o piloto, bastante ansioso com a chance recebida de Chip Ganassi. “Gostei muito do ambiente, as pistas e fiz bem os ovais, então por isso estou indo para lá e estou muito empolgado”, complementou.
 
Por sua vez, Ganassi deu as boas-vindas ao seu novo piloto, que vai se unir aos experientes Scott Dixon, o atual campeão, Tony Kanaan e Charlie Kimball. “Max é um jovem e talentoso piloto que já guiou por um número considerável de categorias em um curto espaço de tempo. Ele traz uma boa dose de experiência para nosso rol de pilotos na Indy e estamos ansiosos por tê-lo conosco em nosso quarto carro em 2016 e em poder dar uma grande contribuição”, declarou o chefe da tradicional equipe.

A temporada 2016 da Indy tem início previsto para 13 de março, domingo, com a disputa da prova no circuito de St. Petersburg, na Flórida.
 
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