MotoGP
10/08/2012 06:30 - Atualizada 10/08/2012 12:31

Depois de passagem frustrada pela Ducati, Rossi retorna à Yamaha na temporada de 2013

Após quase duas semanas de rumores sobre o futuro de Valentino Rossi, a Yamaha confirmou nesta sexta-feira (10) o retorno do italiano à equipe

Warm Up
Redação GP, de São Paulo

Agora é oficial: Valentino Rossi está de volta à Yamaha. Depois de duas temporadas longe da equipe com a qual conquistou quatro de seus sete títulos na MotoGP, o italiano assinou um novo vínculo com o time japonês. O anúncio do contrato de dois anos foi feito por meio de comunicado na manhã desta sexta-feira (10). Valentino vai reeditar a dupla com Jorge Lorenzo a partir de 2013. O espanhol, atual líder do campeonato, também tem acordo até 2014 com a casa nipônica. 

Os últimos dias foram cercados de rumores sobre o futuro do italiano. Depois de enfrentar inúmeras dificuldades com a Ducati desde 2011, o piloto concluiu sua participação no GP de Laguna Seca, disputado no fim do mês passado, prometendo avaliar suas opções e anunciar seu futuro ainda no período de férias. Durante sua estadia na Califórnia, Valentino revelou que tinha três propostas: uma para renovar com a Ducati, uma da Yamaha e uma de um time satélite. A opção por uma equipe privada foi descartada mais facilmente, já que o multicampeão gostaria de encerrar sua carreira pelo Mundial com uma equipe de fábrica. 

Valentino Rossi vai retornar à Yamaha em 2013, equipe com a qual conquistou 4 de seus 7 títulos na MotoGP (Foto: Ducati)

A proposta da esquadra de Bolonha era tentadora, especialmente do ponto de vista financeiro. Segundo o piloto, o time lhe ofereceu menos dinheiro do que nos anos anteriores, mas a oferta, ainda assim, era superior a que foi feita pelos nipônicos. A análise, no entanto, estava relacionada à chegada da Audi ao time, já que a montadora germânica adquiriu a fábrica de Bolonha no primeiro semestre deste ano. 

A esperança na esquadra vermelha era de que a Audi utilizasse seu conhecimento para fortalecer o protótipo italiano, mas a equipe não conseguiu entregar a Valentino um projeto de desenvolvimento satisfatório. Perto do fim da carreira na MotoGP, 'Il Dottore' optou pela competitividade e assinou com a Yamaha para tentar voltar ao trilho das vitórias já no início da próxima temporada. 

"O anúncio de hoje é mais uma excelente notícia para a Yamaha. Em junho, conseguimos fechar com Jorge Lorenzo por duas temporadas e agora assinamos com Valentino pelo mesmo período. Com isso, posso dizer que temos a equipe mais forte possível para tentar ainda mais vitórias para a marca. Com esse super time, nós conseguimos muitas vitórias e títulos entre 2008 e 2010, incluindo as conquistas de Equipes e Fabricantes. A meta para o futuro é óbvia e faremos de tudo para atingir nossos objetivos", disse Lin Jarvis, chefe da equipe Yamaha, em nota.

"Não tenho dúvidas de que com o conhecimento, talento e experiência de nossos dois pilotos seremos capazes de conquistar ainda mais vitórias e títulos. O contrato com Valentino, assim, completa todo o nosso planejamento para o futuro. Com isso feito, agora nós vamos focar nos esforços na temporada deste ano, em que Jorge segue na luta pelo título", completou.

Inferno vermelho

Rossi chegou à Ducati na temporada de 2011 empolgado pela aliança entre um piloto e um time italiano, mas logo percebeu que não teria vida fácil. Liberado pela Yamaha para participar de teste coletivo de Valência no fim do ano, Valentino verificou que a Desmosedici estava longe de ser competitiva. 

Desde o teste na Espanha, muita coisa mudou no protótipo, principalmente no chassi. A fábrica abandonou o criticado chassi de fibra de carbono e passou a utilizar o quadro de alumínio, mas a mudança não foi suficiente para melhorar a moto. 

O início de 2012 foi ainda pior. Apesar da expectativa, a Ducati falhou novamente no projeto da GP12 e o ritmo das atualizações passou a preocupar. A insatisfação do piloto apareceu logo no início da temporada, quando ele desabafou em uma entrevista à TV italiana dizendo que não conseguia pilotar a moto. Na época, surgiram inúmeros boatos de que ele tinha abandonado a fábrica de Bolonha, mas o piloto logo tratou de negar.

O GP da França representou um alento na passagem do piloto pela Ducati. Depois de meses amargando derrotas, o italiano contou com a chuva para melhorar o desempenho da GP12 e completou a prova na segunda colocação após um belo duelo com Casey Stoner nas voltas finais. No seco, as coisas iam de mal a pior.  A última tentativa da Ducati de manter a Rossi foi via Audi. A montadora alemã entrou na negociação, mas a confiança do piloto já estava perdida. 
 

Rossi voltará a dividir garagem da Yamaha com Jorge Lorenzo (Foto: MotoGP)


Agora separados, a esquadra vermelha precisa procurar um novo companheiro para Nicky Hayden. Também em entrevista ao ‘La Gazzetta dello Sport’, Vittoriano Guareschi, chefe do time, afirmou que a Ducati não tem um “plano B” para a saída do italiano, mas a imprensa da Itália já noticia que Andrea Dovizioso é o candidato mais provável. 

Em nota, a equipe italiana também confirmou o encerramento do vínculo com Rossi. "A Ducati confirma que a relação com Valentino Rossi vai se encerrar no fim da temporada. A equipe deseja toda a sorte a Valentino em seu futuro e garante que vai continuar trabalhando para melhorar o desempenho até o fim do campeonato", afirmou.

O time encerrou o comunicado dizendo que ainda está em fase de negociação sobre o sustituto de Rossi, já que Nicky Hayden renovou seu contrato com a marca italiana por mais uma temporada. 

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