Nascar
18/02/2018 20:39

Austin Dillon passa Almirola com toque na volta final e vence 500 Milhas de Daytona. Danica abandona em despedida

A primeira corrida da temporada 2018 da Nascar foi espetacular. Com grande atuação de Ryan Blaney, uma despedida melancólica de Danica Patrick, que foi envolvida em um acidente, e uma grande relargada final de Aric Almirola, melhor para Austin Dillon, que jogou o #10 no muro para triunfar e se garantir nos playoffs
Warm Up
GABRIEL CURTY, de São Paulo


As 500 Milhas de Daytona tiveram tudo que o fã de Nascar gosta: trocas de liderança, bandeiras amarelas, Big Ones, ótimas atuações, zebras e, claro, um final controverso. Neste domingo (18), Austin Dillon saiu com a vitória da prova inaugural da Nascar, batendo em Aric Almirola, então líder, na volta final. Almirola ainda se arrastou pelo muro ao 11º lugar.

A corrida teve prorrogação, algo que deve se repetir em basicamente todas as outras do ano. Na relargada final, Almirola partiu muito bem, com Dillon escoltando. O ataque veio quase que nos metros finais, com um toque de Dillon em cima de Almirola, que tentava bloquear a última investida do rival. O piloto, assim, acabou levando o #3 à vitória exatamente 17 anos após a morte de Dale Earnhardt e 20 anos depois da vitória do lendário piloto que eternizou o número nas pistas da Nascar na corrida de Daytona.

A corrida também chamou muito a atenção pela despedida de Danica Patrick da lendária corrida. A pilota até vinha em bom ritmo, mas foi acertada em uma das batidas, abandonando na hora.

A confusa prova ainda teve Darrell Wallace Jr. surgindo no segundo lugar em chegada enroscada com Denny Hamlin, com Joey Logano e o surpreendente Chris Buescher fechando o grupo dos cinco primeiros colocados.

Paul Menard ficou na sexta posição, seguido por Ryan Blaney, que fez uma corrida brilhante, Ryan Newman, Michael McDowell e AJ Allmendinger.
Austin Dillon venceu em Daytona (Foto: Nascar)
Confira como foram as 500 Milhas de Daytona

A largada da Nascar em Daytona aconteceu pontualmente às 17h05 (em Brasília). O pole Alex Bowman rapidamente ficou para trás, com Denny Hamlin sendo o piloto a pular na ponta e por lá ficar até a volta 8, quando Corey LaJoie causou a primeira amarela do dia.
 
Ali, os problemas de Hamlin começaram. O piloto parou fora de posição nos boxes e foi punido com uma volta, saindo da briga pela ponta naquele momento. A verde voltou com Kurt Busch pulando na frente, mas ficando pouco tempo por lá, superado por Bowman, que voltava a brilhar.
A largada da Daytona 500 (Foto: Nascar/Getty Images)

Uma nova troca de liderança aconteceu no 23º giro, com Erik Jones, que estava voando, surgindo na frente. Lá o #20 permaneceu até a volta 34, com Ricky Stenhouse Jr. aparecendo na frente. As voltas finais do primeiro estágio viam uma bela disputa com Chase Elliott e Joey Logano pela ponta, mas a bandeira amarela voltou na volta 51.

Era um problema nos pneus de Kyle Busch, que aparecia na grama com Jamie McMurray e DJ Kennington também tendo danos nos carros. Muitos iam para os boxes e Kurt Busch virava o líder ainda sob uma longa amarela.



O primeiro estágio recomeçou para as cinco voltas decisivas com muita ação e disputa intensa. Tão intensa que, na volta 59, rolou o primeiro 'big one' da temporada, com Jimmy Johnson, Jones, Daniel Suárez, Ty Dillon, Will Byron e Kyle Larson envolvidos. Assim, Kurt Busch levava o primeiro estágio. 

O segundo estágio relargou do mesmo jeito que o primeiro: com Bowman na dianteira. Só que, de novo, o #88 ficou bem pouco tempo na ponta. Ryan Blaney, dessa vez, virava o novo líder. Com Paul Menard em terceiro e Brad Keselowski, após ter problemas, surgindo em quarto.

O segmento 2 parecia bem mais tranquilo que o anterior, tanto na parte de enroscos quanto na de disputas pela primeira colocação. Aí, na volta 91, Byron carimbou com força o muro na curva 4, provocando a bandeira amarela. 
Danica Patrick se despediu de Daytona (Foto: Nascar/Getty Images)

A bandeira verde voltou, mas durou pouquíssimo. Elliott foi para o muro e causou um novo Big One, com Keselowski, Kevin Harvick, Kasey Kahne, David Ragan e Danica Patrick se envolvendo. A despedida de Danica acabava mais cedo, com a pilota sendo mais uma vez atingida.

A relargada veio com Blaney na frente para as voltas derradeiras do segundo estágio. Menard aparecia logo atrás e as confirmações dos abandonos de Elliott e Keselowski, junto com Danica, aconteciam.
 


O desempenho impressionante de Blaney foi coroado com a vitória no segundo estágio, com o #12 segurando Menard e Logano nos metros finais. Aric Almirola  e Michael McDowell completaram o grupo dos cinco primeiros. Faltavam, assim, 80 voltas de corrida.

Chegou a bandeira verde para a parte decisiva da corrida e, de cara, o que se viu foi que mais equilíbrio viria e, especialmente, que Blaney não tava mesmo para brincadeira.
Denny Hamlin teve seus momentos na corrida (Foto: Nascar)

Os pilotos foram para os boxes com pouco menos de 30 voltas pela frente e, por alguns giros, Hamlin voltava para a dianteira. No entanto, com as paradas realizadas, lá estava de novo o carro marcatexto na frente.

Quando tudo levava a crer que Blaney venceria a corrida, Byron voltou a rodar e causou uma amarela com dez voltas para o fim. A relargada veio com sete pela frente e Blaney foi ficando, quase saindo do top-10. Lá na frente apareciam Kurt Busch e Almirola.
 


O bicho pegava pelos primeiros lugares com Matt DiBenedetto crescendo na corrida, Hamlin também pressionando, mas Kurt Busch ficava. Era um novo Big One com duas voltas para o fim. Blaney, DiBenedetto, Kurt Busch, Bowman, Stenhouse e Gaughan se envolveram na pancada, com Logano fazendo um lindo save.

O top-10 para a prorrogação tinha Hamlin, Almirola, Buescher, Austin Dillon, Menard, Bubba Wallace, Logano, AJ Allmendinger, Blaney e Ryan Newman.

A relargada veio com Almirola partindo muito bem e tomando a ponta, enquanto Dillon seguia atrás com Hamlin e Wallace. No fim, quando Almirola parecia que iria vencer, tomou um toque de Dillon ao tentar bloquear o rival e despencou, se arrastando no muro, para 11º. Dillon venceu e se colocou nos playoffs novamente.


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