Rali
18/01/2018 14:31

Com três dias para fim do Dakar 2018, Peterhansel ‘joga a toalha’ e admite que superar Sainz “é impossível”

A Peugeot reconhece que agora trabalha para manter a dobradinha na sua despedida do Dakar, com Carlos Sainz terminando à frente de Stéphane Peterhansel. O próprio ‘Monsieur Dakar’ entende que é impossível alcançar ‘El Matador’, que está 1h à frente do francês depois do fim da especial entre Belén e Fiambalá
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Redação GP, de Sumaré

A Peugeot está a menos de três dias de concluir seu ciclo curto, porém vencedor no Rali Dakar. A marca leonina caminha para coroar uma dobradinha, com Carlos Sainz à frente de Stéphane Peterhansel na classificação geral do maior rali do mundo. Cyril Despres segue na prova, mas enfrentou muitos problemas nas etapas iniciais e ficou fora da luta pelo título, enquanto o lendário Sébastien Loeb abandonou. A fábrica francesa trabalha agora para manter a dobradinha. E o ‘Monsieur Dakar’ até reconhece que, em condições normais, é impossível reverter a diferença de mais de 1h que o separa de ‘El Matador’ até a chegada do Dakar, neste sábado (20), em Córdoba.
 
“A estratégia vai ser conservar a dobradinha. Se você quiser convencer Carlos a deixar Stéphane passar... boa sorte”, afirmou Bruno Famin, chefe de equipe da Peugeot, em entrevista coletiva em Chilecito, na Argentina.
 
Por sua vez, Peterhansel admitiu que, depois de todos os problemas na sétima etapa, entre La Paz e Uyuni, acredita que não dá para bater Sainz e buscar seu 14º título no Dakar, o que seria o oitavo nos carros. Mas o francês não descarta por completo a hipótese em razão do imponderável do automobilismo.
Stéphane Peterhansel reconheceu que o título do Dakar 2018 é impossível (Foto: Peugeot)
“Temos o mesmo carro e somos profissionais. Buscar Carlos é impossível. Mas esse é um esporte de mecânica e nunca se sabe o que pode acontecer”, salientou o veterano francês. Em resposta ao site norte-americano ‘Motorsport.com’, Peterhansel descartou a possibilidade de pressionar Sainz nesta reta final de Dakar.
 
“Não, não. Só defender minha posição porque Nasser está apenas 20 minutos atrás de mim. Conseguir uma hora [a diferença que o separa de Sainz] não é possível. Sobretudo nessas etapas em que não há dunas e nada do tio. Manter o segundo lugar não é ruim, sobretudo depois do problema em Uyuni, em que perdemos 1h45min”, salientou.
 
A Peugeot, por sua vez, está prestes a fechar seu ciclo de quatro anos no Dakar com a terceira vitória. Outro resultado, considerando que a marca entende que está num patamar superior à rival mais próxima, a Toyota, não é aceitável.
 

“Acho que o nível de performance está muito claro. Mas, como vimos desde o começo do Dakar, podem acontecer muitas outras coisas, e isso pode mudar de um instante para outro na prova. Em termos de performance pura, não há nenhuma dúvida, estamos muito à frente, e por isso vencemos sete das dez etapas. Mas a performance não é tudo”, afirmou Famin.
 
“Claro que seria um fracasso [não ganhar o Dakar 2018]. Estamos aqui para vencer, não para ficarmos em segundo. Estamos todos concentrados em ter os dois carros em Córdoba com o melhor resultado possível”, finalizou.

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