Rali
15/01/2018 12:59 - Atualizada 15/01/2018 17:57

Piloto holandês pede punição a Sainz e Peterhansel por acidente e omissão de socorro durante etapa do Rali Dakar

Kees Koolen, piloto holandês que compete no Dakar na categoria dos quadriciclos e que é famoso por ser um dos fundadores do site Booking.com, alega ter sido atingido por um carro da Peugeot e que não foi socorrido por outro competidor da marca francesa, bem como o saudita Yazeed Al Rajhi, segundo a emissora espanhola TVE e confirmada pela organização do Dakar. A expectativa é que a decisão sobre o assunto seja divulgada à tarde
Warm Up
Redação GP, de Sumaré

A segunda-feira (15) no Rali Dakar é de uma inesperada pausa nas competições em razão das fortes chuvas na Bolívia, o que fez a organização da prova cancelar a etapa entre Tupiza e Salta, na Argentina. Contudo, a movimentação nos bastidores aponta para uma possibilidade de mudança na briga pelo título nos carros.
 
De acordo com informações veiculadas pelo programa ‘Teledeporte’, da emissora espanhola TVE, Kees Koolen, competidor holandês dos quadriciclos, acionou a organização do Rali Dakar com uma queixa contra três pilotos especificamente: Carlos Sainz e Stéphane Peterhansel, da Peugeot — e diretamente envolvidos na luta pela vitória —, e do saudita Yazeed Al Rajhi, da Mini X-Raid. Pouco depois, a notícia foi confirmada pela organização da prova, com um dos comissários afirmando que Sainz tocou no quadri do holandês.
 
Koolen, conhecido também por ter sido um dos fundadores do famoso site Booking.com, alegou que sofreu um acidente na sétima etapa, entre La Paz e Uyuni, no último sábado, e disse que um piloto da Peugeot o acertou e que nem ele, nem um dos seus companheiros, e nem o outro piloto da Mini, pararam para socorrê-lo.
Segundo emissora espanhola, Kees Koolen entrou com denúncia contra Sainz e Peterhansel (Foto: RTL/Twitter)
“A organização e seus comissários comunicaram à Peugeot que os pilotos envolvidos nos fatos são Sainz e Peterhansel, e o Mini é de Yazeed Al Rajhi. Os comissários conversaram com a Peugeot e todos estão intimados às 12h (horário de Salta, 13h em Brasília) para escutar o que têm a dizer Sainz e Peterhansel sobre o incidente. Os comissários vão decidir qual punição, ou não, será imposta aos pilotos da Peugeot”, afirmou a emissora.
 
Também envolvido no incidente, Al Rajhi foi excluído da disputa do Dakar ao longo da sétima etapa, porém não foi divulgado o motivo da sanção. A expectativa é que a organização da prova tome uma decisão até o fim desta tarde.

Sainz se defendeu das acusações e garantiu. “Assim como das outras vezes em que alguém pode ter dúvidas, sei que não toquei em nenhum quadriciclo. Era uma zona de muito barro. Avisei com o Sentinel — sistema que sinaliza a um veículo próximo que está se aproximando —, vejo que o quadriciclo me vê, ele sai da pista, e acelero neste momento. E quando ele sai da pista, perde o controle porque havia muito barro. Ele voltou à pista e eu consegui desviar dele por milagre. Foi muito perto, mas não, não o toquei”.
Carlos Sainz aguarda a decisão da organização do Dakar sobre o incidente com Kees Koolen (Foto: Peugeot)
“Espero que não [seja punido]. Não o toquei, e se houve algum erro, acho que foi muito mais da parte dele que da minha. Dei minha versão e ele deu a dele. Meu carro não tem nenhum impacto e seu quadriciclo, tampouco. Se bato o carro com o quadriciclo e o desintegro, estaríamos falando de algo muito pior. Graças a Deus não aconteceu nada em uma zona de muito barro e onde quem perdeu o controle do quadriciclo foi ele”, defendeu-se o líder do Dakar.
 
“Se houvesse algum impacto, claro que teria parado. Mas não houve e não pude ver o que aconteceu atrás”, complementou.
 
Fato é que o regulamento do Dakar prevê um artigo específico, o 29P3, sobre os procedimentos de socorro a outro competidor em caso de acidente. A regra diz que caso um piloto pare para socorrer outro companheiro, então quem socorreu recebe de bonificação o tempo perdido no atendimento.
 
Tal cenário aconteceu, por exemplo, quando os espanhóis Iván Cervantes e Gerard Farrés Guell. Gerard parou para socorrer o chileno Pablo Quintanilla, que vinha bem no rali, mas sofreu uma crise de ansiedade no meio da prova e ficou parado no trecho da especial. “Ele estava muito nervoso. Perdi algum tempo, mas é igual quando se trata de ajudar alguém em apuros. Fico feliz que ele esteja bem”, destacou.
 

Por sua vez, Cervantes parou sua moto para atender a Txomin Arana, que sofrera um acidente grave, inclusive com sua motocicleta se partindo em duas partes, e o piloto acabou por sofrer uma forte lesão no joelho. Cervantes atendeu Arana até que o piloto fosse removido de helicóptero a um hospital de La Paz.
 
Como retribuição ao gesto de solidariedade, Farrés Guell e Cervantes receberam de volta da organização do Dakar o tempo que foi dedicado ao atendimento dos pilotos em questão. Situações que, no fim das contas, sempre fizeram e fazem parte do verdadeiro espírito do Dakar.

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