Rali
15/01/2018 18:00

Sainz sofre punição de 10 minutos por choque com quadriciclo de Koolen, mas mantém liderança no Rali Dakar

Carlos Sainz foi considerado culpado pelo choque no quadriciclo do holandês Kees Koolen na especial do último sábado e sofreu uma punição de 10 minutos de acréscimo no seu tempo total de prova. Ainda assim, ‘El Matador’ segue com vantagem confortável, de mais de 50 minutos de frente para o segundo colocado, Nasser Al-Attiyah, da Toyota. Contudo, Bruno Famin, chefe da Peugeot, se disse “enojado” e prometeu recorrer
Warm Up
Redação GP, de Sumaré

Saiu a decisão da organização do Rali Dakar sobre o incidente envolvendo Kees Koolen, piloto holandês dos quadriciclos, que alegou ter sofrido um choque por parte de Carlos Sainz na especial do último sábado (13). O espanhol foi considerado culpado pela batida no quadri de Koolen, que apresentou denúncia aos comissários de prova não só pelo incidente em si, mas também por omissão de socorro por parte de Carlos. Na tarde desta segunda-feira, em Salta, na Argentina, Sainz foi punido em 10 minutos de acréscimo no seu tempo de prova, mas ainda assim continua soberano na liderança do rali entre os carros. 
 
Agora, ao lado do navegador espanhol Lucas Cruz, ‘El Matador’ está 56min37s à frente de Nasser Al-Attiyah, o vice-líder da prova, e 1h03min42 distante do seu companheiro de equipe, Stéphane Peterhansel.
 
A Peugeot, por meio do chefe de equipe Bruno Famin, se manifestou logo depois. O dirigente, em entrevista à Fox Sports Argentina, disse que “não entendemos a punição a Sainz e estamos muito enojados. Vamos apelar”. Até o filho do piloto, o também piloto Carlos Sainz, da Renault na F1, criticou a sanção. “Deveria dar vergonha punir Sainz [o pai] por evitar um acidente que foi culpa do quadriciclo. Se houvesse tocado pelo menos a uns 150 km/h, esse quadriciclo teria algum dano, digo. Mas não. Incompreensível”, escreveu o jovem no Twitter.

O veterano do Dakar, por sua vez, se mostrou muito contrariado com a sanção. “Estou muito decepcionado, mas não vou deixar que isso influencie. Vou continuar fazendo minha corrida. É uma decisão tremendamente injusta”, bradou Sainz pouco após tomar conhecimento da punição. “Dez minutos? Por que não um? Por que não uma hora? Não toquei em ninguém, o carro não tem nenhuma marca, e tampouco seu quadriciclo, os dois terminaram a etapa. E eu o toco com um Peugeot de duas toneladas...”, acrescentou o piloto.
Mesmo com a punição, Carlos Sainz segue líder no Rali Dakar (Foto: Peugeot)
Os comissários fizeram uso do artigo 29P3 do regulamento esportivo do Dakar para julgar favorável a denúncia de Koolen, um dos fundadores do site Booking.com, contra Sainz. A regra diz que todo piloto que presenciar um acidente deve socorrer o competidor que estiver parado na pista. Caso haja omissão, o artigo prevê duras sanções esportivas, como acréscimo de tempo na prova, como foi no caso de Sainz, ou até mesmo a exclusão da disputa.
 
Antes de sofrer a punição, Sainz se defendeu das acusações e garantiu inocência. “Assim como das outras vezes em que alguém pode ter dúvidas, sei que não toquei em nenhum quadriciclo. Era uma zona de muito barro. Avisei com o Sentinel — sistema que sinaliza a um veículo próximo que está se aproximando —, vejo que o quadriciclo me vê, ele sai da pista, e acelero neste momento. E quando ele sai da pista, perde o controle porque havia muito barro. Ele voltou à pista e eu consegui desviar dele por milagre. Foi muito perto, mas não, não o toquei”, declarou.
 
“Não o toquei, e se houve algum erro, acho que foi muito mais da parte dele que da minha. Dei minha versão e ele deu a dele. Meu carro não tem nenhum impacto e seu quadriciclo, tampouco. Se bato o carro com o quadriciclo e o desintegro, estaríamos falando de algo muito pior. Graças a Deus não aconteceu nada em uma zona de muito barro e onde quem perdeu o controle do quadriciclo foi ele”, defendeu-se o líder do Dakar.
 

“Se houvesse algum impacto, claro que teria parado. Mas não houve e não pude ver o que aconteceu atrás”, complementou.

A punição a Sainz, além de ter sido criticada pela Peugeot e causado 'chadeira' entre os fãs espanhóis, também proporcionou um comentário curioso e não menos polêmico da parte de Orlando Terranova, piloto argentino da Mini X-Raid. O veterano escreveu no Twitter que Koolen também é um dos sócios da equipe Overdrive, que é a responsável pelos Toyota Hilux de Giniel de Villiers, Bernhard Ten Brinke e, principalmente, de Nasser Al-Attiyah, vice-líder da disputa nos carros. 
 
Nesta terça-feira, os competidores do Rali Dakar encaram uma dura especial às margens da Cordilheira dos Andes, já em solo argentino. A décima etapa da prova conta com um total de 795 km e trecho cronometrado de 372 km entre Salta e Belén, onde o grande desafio vai ser a navegação em razão das dunas na região norte da Argentina.

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
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