Stock Car
14/05/2018 06:00

Di Grassi diz que experiência no WEC ajuda a conciliar “mentalmente exigentes” Fórmula E e Stock Car

Sobretudo entre abril e maio, Lucas Di Grassi enfrenta um verdadeiro desafio logístico para conciliar a Fórmula E, categoria da qual é o atual campeão, com a Stock Car, onde vem sendo um dos grandes destaques em 2018. O piloto entende que a exigência das duas classes é muito mais mental do que física e que a experiência quando aliou a FE e o WEC entre 2014 e 2016 ajuda a lidar melhor com todas as viagens nesta fase
Warm Up
FERNANDO SILVA, de Londrina

A chegada de Lucas Di Grassi à Stock Car também proporcionou ao experiente e vitorioso piloto de 33 anos uma verdadeira maratona de viagens. Sobretudo por conta do calendário bastante apertado da principal categoria do automobilismo brasileiro, que ‘espremeu’ suas datas no primeiro semestre por conta da pausa de quase três meses para a Copa do Mundo, o paulista passou a ter nada menos que dez eventos num espaço de dois meses e meio, com abril e maio sendo os períodos mais extensos. Contudo, fisicamente, Lucas garante que não sofre tanto.
 
No dia 3 de março, o piloto da Audi correu no eP da Cidade do México da Fórmula E. Dias depois, já estava em Interlagos para toda a programação de treinos e a Corrida de Duplas que abriu a temporada 2018 da Stock Car. Dias depois, foi a Punta del Este, numa viagem relativamente curta saindo de São Paulo, para a sexta etapa da categoria dos carros elétricos. 
 
Aí, na sequência, veio a maratona iniciada em abril, com uma etapa por semana: Curitiba, no dia 6 — quando venceu pela primeira vez na Stock Car —; Roma, no dia 14, onde foi ao pódio; Velopark, onde teve a suspensão quebrada e não passou da primeira curva, e novamente a Fórmula E, nas ruas de Paris. Em maio, Lucas já fez a etapa de Londrina, de onde saiu com sua segunda vitória na categoria, e em seguida vai partir para o seu maior desafio logístico: correr o eP de Berlim no dia 19 e, depois de cruzar o Atlântico numa viagem de mais de 11 mil km, disputar horas depois a rodada dupla de Santa Cruz do Sul.
Lucas Di Grassi enfrenta maratona de viagens e corridas entre abril e maio conciliando FE e Stock Car (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Ao todo, neste período até agora, Di Grassi já faturou cinco pódios, numa série bastante bem-sucedida: dois na Stock Car — e dos dois no topo do pódio —, além de uma sequência de segundos lugares em Punta del Este, Roma e Paris na Fórmula E.
 
O GRANDE PRÊMIO conversou sobre o tema com Di Grassi em Londrina. O piloto da Audi na Fórmula E e da Hero na Stock Car salientou que as principais demandas das duas categorias são no aspecto mental. Lucas falou um dia depois de ter corrido três voltas seguidas na pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna, totalizando cerca de 9km, mostrando estar bem preparado fisicamente depois de uma série de viagens.
 
“Nem a Stock e nem a Fórmula E são categorias que fisicamente demandam muito. As duas têm pouco treino, dois treinos de meia hora, classificação... a Fórmula E praticamente nem anda direito, então é fisicamente tranquilo. É mais mentalmente: o stress, a pressão, o fuso horário, toda essa preparação mental e de logística, isso que é o difícil”, salientou.
Lucas Di Grassi vive grande fase na Fórmula E e também na Stock Car (Foto: Audi)
“É tentar não se estressar, manter a calma, entender que as duas categorias são diferentes, conseguir maximizar as duas... Isso é muito difícil, mas consegui fazer isso”, pontuou o piloto.
 
Conciliar duas categorias e viajar ao redor do mundo não chega a ser uma novidade para Di Grassi. “Na verdade, desde a época do LMP1 já fazia um pouco isso, entre LMP1 e a Fórmula E, então acho que isso ajudou um pouco a conseguir andar nas duas categorias”, disse o atual campeão da categoria dos carros elétricos.
 
A respeito das duas categorias, Di Grassi entende que é impossível traçar um paralelo porque Fórmula E e Stock Car são categorias bem distintas entre si.
 
“Sem dúvida! É um outro animal, um outro tipo de preparação. Profissionalismo, estilo de pilotagem, desde a parte técnica até a parte de reunião, parte de organização, é completamente diferente. Desde a organização do campeonato em si, ao formato, os circuitos... um é energia, fórmula, outro é em carro de turismo... nem dá para comparar”, finalizou Lucas.
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