Stock Car
18/06/2015 12:55

Vice-líder da Stock Car, Cacá Bueno recebe suspensão de uma corrida por xingamento à CBA em Ribeirão Preto

O pentacampeão da Stock Car, Cacá Bueno, foi suspenso por uma corrida na Stock Car e multado em R$ 30 mil por ter xingado de “imbecis” membros da CBA, em conversa de rádio com a equipe, durante a etapa de Ribeirão Preto, em abril
Warm Up / RENAN DO COUTO, de São Paulo
 Cacá Bueno é líder do campeonato (Foto: Bruno Terena)
Em julgamento na Comissão Disciplinar do STJD nesta semana, Cacá Bueno recebeu uma suspensão de uma etapa e uma multa de R$ 30 mil por um xingamento à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) durante a etapa de Ribeirão Preto da Stock Car.

Assim, o pentacampeão da categoria, a princípio, está fora da etapa que acontece no dia 28 de junho, em Santa Cruz do Sul. A equipe vai recorrer e tentar um efeito suspensivo para que ele dispute a prova da próxima semana e a redução de pena, ao passo que a procuradoria do STJD deseja recorrer para aumentá-la. Procurada pelo GRANDE PRÊMIO, a Red Bull disse que não vai comentar o assunto.

Os autos do processo ainda não constam na página do STJD na internet, vinculada ao site da CBA. O tribunal informou à reportagem que isso deve acontecer até o final desta quinta-feira (18).

Casos recentes da Stock Car julgados pelo STJD tiveram efeito suspensivo concedido aos pilotos que estavam no banco dos réus.

Cacá ocupa a vice-liderança do campeonato com 86 pontos, um a menos que o líder Julio Campos.
Cacá Bueno (Foto: Gabriel Pedreschi/Grande Prêmio)
Entenda o caso

Quebrando um jejum que durava desde 2013, Cacá venceu a primeira bateria da rodada dupla de Ribeirão Preto da Stock Car, em abril. No entanto, o piloto não recebeu a bandeirada e, estranhando a ausência de sinalização na pista na volta de desaceleração, continuou andando rápido e se defendendo dos ataques de Marcos Gomes, segundo colocado.

A situação o deixou indignado e, em conversa pelo rádio com a equipe Red Bull, ele disparou contra os "imbecis" da CBA. O áudio foi captado e exibido na transmissão da corrida na TV.


“Não sei [o que aconteceu], a CBA tem que explicar o que aconteceu”, disse o piloto logo após aquela prova. “Falaram que era a última volta, não deram a bandeirada. Na reta oposta, nenhuma bandeira amarela parada, mas tinha o carro do Cesinha parado. Eu não sabia se era por isso ou se acabou. O rádio me dizia que acabou. O Marquinhos tentava me passar, e ele mesmo se deu conta de que acabou quando entrou na última reta e tinha gente na pista.”

No dia seguinte, em entrevista ao programa 'Tá na Área, do SporTV, Cacá se explicou: "Acabei usando uma palavra chula. Que se entenda também que foi recuperado um rádio, eu não estava dando uma entrevista, uma declaração, não estava fazendo um pronunciamento. Estava falando com uma pessoa, que era meu chefe de equipe, respondendo porque dei uma volta a mais, de capacete e cruzando a linha. Aquele é um rádio recuperado. Você vê que acabou acontecendo alguma coisa errada e acaba falando algum palavrão".

O piloto também chegou a ir à sala da direção de prova, segundo o próprio, para se explicar do porquê de não ter tirado o pé na volta da vitória, atitude pela qual também se desculpou.
Cacá Bueno comemorando a vitória em Ribeirão Preto (Foto: Gabriel Pedreschi/Grande Prêmio)
CBA diz que não se envolve

Felippe Zeraik, diretor jurídico da CBA, declarou em entrevista ao GRANDE PRÊMIO que a entidade não se envolve com o julgamento, destacando que o STJD é um tribunal independente e que os "poderes do esporte estão funcionando normalmente".

"Existe um tribunal que é o STJD do automobilismo, como tem do vôlei, do futebol e do basquete. Este STJD tem uma procuradoria que, quando entende que o piloto teve uma conduta indisciplinar, apresenta uma denúncia. A lei diz que os atletas, em geral, e os pilotos, em particular, não devem ofender as entidades", afirmou.

"A CBA não se envolve nisso. O que a CBA diz é que o piloto não pode ofender a entidade, porque, se isso acontece, o diretor de prova e os comissários perdem as condições de abritrar as corridas, e, aí, cada um vai fazer o que quiser", destacou.

Perguntado se o fato de a declaração ter sido dada em uma conversa de rádio com a equipe não serve como atenuante, Zeraik disse entender que não: "Todo mundo sabe que a conversa no rádio vai ao ar, não é? Você não tem conhecimento disso? Ele sabia também".