Boesel isenta Senna de culpa por morte em Ímola: “Não é do controle do piloto por ter sido falha mecânica”

Às vésperas de disputar as 500 Milhas de Indianápolis pela sétima vez na carreira, Raul Boesel não escondeu o choque com a morte de Ayrton Senna no GP de San Marino e mencionou tragédia como exemplo de maiores cuidados nas pistas: “Você tenta ser, talvez, mais cauteloso...”

A morte de Ayrton Senna em decorrência de um violento acidente na sétima volta do GP de San Marino de Fórmula 1, neste domingo (1), abalou também um de seus compatriotas de grande destaque do outro lado do Atlântico: Raul Boesel.
 
O piloto da Dick Simon, que atualmente ocupa a nona colocação na tabela de pontos da temporada 1994 da Indy, se mostrou comovido não apenas com o falecimento de um ídolo brasileiro como também de um colega de profissão.
 

Raul Boesel (dir.) também falou sobre a morte de Senna (Foto: Divulgação)

Boesel isentou Senna de culpa pela batida na curva Tamburello, a mais veloz do circuito de Ímola, na Itália. “Quando acontece uma coisa assim, que não é do controle do piloto por ter sido uma falha mecânica, realmente você fica preocupado – principalmente agora que eu estou indo para as 500 Milhas de Indianápolis”, disse.
 
“Você tenta ser, talvez, mais cauteloso… Lembrar o que aconteceu com ele e, ao mesmo tempo, esquecer do que aconteceu, usar só o lado bom [de tudo que Senna fez]”, prosseguiu.
 
Com passagens pelas equipes March e Ligier no início da década de 1980, Boesel também reconheceu a grande perda que a morte de Senna representa para a F1. “Ele é um piloto que vai deixar só boas memórias”, encerrou o brasileiro.

GRANDE PRÊMIO acompanha o GP de San Marino, terceira etapa da temporada 1994 da F1, revivendo o noticiário daquela data

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