Organização do WRC discute proposta polêmica para tornar Power Stage etapa eliminatória

O Power Stage é disputado ao fim de cada rali e distribui pontos extras aos três primeiros colocados. Mas, para tornar a etapa mais atraente para a televisão, o WRC estuda torna-la em uma sessão de duelos eliminatórios


A organização do Mundial de Rali deve se reunir ainda neste mês para discutir algumas mudanças no formato das etapas do WRC. Dentre as várias propostas que serão postas em pauta, a mais polêmica delas é a alteração na maneira de disputa do Power Stage, última especial de cada prova do Mundial e formatada para a transmissão televisiva. Nesta prova, os pilotos e navegadores realizam o percurso contra o relógio, com o vencedor faturando três pontos extras, o segundo, dois, e o terceiro somando um ponto.

Entre os promotores do WRC, existe um consenso a respeito de quão atraente é o formato do Power Stage para a televisão. A ideia dos dirigentes é que esta etapa seja, ao invés de uma mera corrida contra um relógio, algo mais importante em termos de definição de resultados. Atualmente, quando é disputado este estágio, as posições entre os dez primeiros já estão definidas, e o Power Stage muda muito pouco, já que as diferenças em termos de tempo são bem pequenas.
WRC pode mudar o formato do Power Stage (Foto: José Mário Dias/Grande Prêmio)

A proposta, entretanto, é polêmica. Nela, por exemplo, os pilotos em nono e décimo disputariam um duelo, com o melhor colocado fechando o rali em nono. Assim sucessivamente até o duelo final, entre os dois primeiros colocados. Entretanto, a proposta é polêmica porque ignora a vantagem que o primeiro colocado pode ter sobre o segundo, e assim sucessivamente. A ideia será discutida pela comissão do WRC em Genebra, na Suíça, em 24 de maio.

Oliver Ciesla, promotor do WRC, admitiu que a mudança é necessária para tornar o Power Stage, etapa criada especialmente para a transmissão televisiva, ainda mais atraente. “Se nós tomamos a decisão de exibir ao vivo o rali, a questão seguinte é: em quais circunstâncias faz sentido transmiti-lo ao vivo? Transmitir um rali ao vivo custa mais do que, por exemplo, uma partida de tênis, e é parte do nosso interesse que este investimento tenha um retorno.”

“Temos de alcançar as pessoas e encontrar emissoras capazes de assumir esta oferta por nós. Temos de dar relevância do elemento ao vivo para os fãs, os pilotos e a televisão. O próximo ponto é: o que garante esta relevância? Pontos no campeonato, ou um novo formato. Como vai funcionar esse tipo de formato é o dever de casa que estamos fazendo”, acrescentou.
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