Há 70 anos, um grave acidente durante a 23ª edição das 24 Horas de Le Mans matou 83 espectadores.
O piloto francês Pierre Levegh, da Mercedes, também morreu. O incidente ainda deixou 120 feridos.
O grid com 60 carros estava equilibrado, mas tinha a Jaguar e a própria Mercedes pintando como principais forças.
Entre os pilotos, Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Mike Hawthorn, Ken Miles, Colin Chapman, e Nano da Silva marcaram presença
Na terceira hora de corrida, Hawthorn era o líder e recebeu o aviso para ir aos boxes. Porém, cortou para a direita e, logo depois, acionou os freios.
O retardatário Lance Macklin desviou para a esquerda para evitar o contato, mas fechou Levegh, que não conseguiu reagir.
Pierre acertou a traseira de Macklin e decolou.
Dali para frente, as imagens foram terríveis, com 83 torcedores mortos além do piloto.
No impacto com o muro, o carro de Levegh se desintegrou.
O eixo dianteiro e o bloco do motor se soltaram e voaram em direção às arquibancadas, acertando os espectadores.
Pessoas também foram queimadas pelas chamas que se espalharam.
Fangio e Moss continuaram na corrida disputando a liderança com Hawthorn e Bueb. Mas a Mercedes optou por abandonar o evento oito horas depois
A Jaguar continuou na prova e venceu com Hawthorn/Bueb. As imagens da comemoração no pódio em meio ao caos deram o que falar.
Ao fim de 1955, campeã também na F1, a Mercedes resolveu deixar o automobilismo e só voltou no final da década de 1980.
Na França e na Alemanha, por exemplo, o esporte a motor foi banido até os autódromos terem mais segurança.
Já na Suíça, o esporte foi banido e uma nova discussão foi retomada em 2007, com o fim do hiato acontecendo só em 2018, com o eP de Zurique da Fórmula E