Como foi a primeira temporada de cinco grandes estrelas pela Ferrari?

Alguns dos maiores nomes da F1 passaram pela Scuderia, mas tiveram inícios diferentes

A bombástica ida de Lewis Hamilton para a Ferrari a partir de 2025 mexeu com todo o circo da Fórmula 1. Afinal, o piloto que mais ganhou corridas e títulos na história da categoria migrará para a equipe mais vencedora de todos os tempos. Uma união que tem tudo para dar certo, mas que pode levar algum tempo para começar a dar resultados.

Há pelo menos 50 anos, alguns dos maiores nomes da F1 passaram pela Scuderia, mas tiveram inícios diferentes. A maioria deles já chegou como campeão do mundo, enquanto um talentoso piloto austríaco foi contratado ainda como um potencial vencedor e veio a triunfar justamente guiando um carro vermelho italiano.

Desta vez, Hamilton chega para realizar um antigo sonho já na reta final de carreira. Incomodado com o mau desempenho da Mercedes nas últimas temporadas e longe da briga por títulos e vitórias, inclusive figurando fora da lista de favoritos em plataformas de apostas esportivas como a Betano, o britânico tentará se reerguer em Maranello e quem sabe encerrar sua brilhante carreira com um histórico e inédito octacampeonato.

Niki Lauda (1974)

Depois de duas temporadas completas por equipes menores em seu início na F1, o austríaco Niki Lauda chegou à Ferrari em 1974 cotado como um futuro campeão. Logo em seu primeiro ano de contrato, venceu duas corridas, na Suécia e Grã-Bretanha, e fez pole position em nove das 15 etapas da temporada.

Mesmo assim, ele sofreu com a falta de confiabilidade do modelo 312B e não completou oito provas, terminando na quarta posição do campeonato de pilotos, atrás inclusive de seu companheiro, o suíço Clay Regazzoni, que ficou em segundo. Lauda viria a ser tricampeão do mundo, sendo duas conquistas pela própria Ferrari, em 1975 e 1977, além de outra com a McLaren em 1984.

Alain Prost (1990)

Diferentemente de Lauda, Alain Prost desembarcou em Maranello já como um piloto de sucesso e dono de três títulos na Fórmula 1, o mais recente na temporada anterior, numa batalha épica contra Ayrton Senna, seu então companheiro de equipe na McLaren. E foi justamente essa guerra interna com o brasileiro que levou o francês a decidir mudar de ares e ir para o time italiano.

Guiando uma Ferrari 641, Prost teve uma temporada de estreia muito competitiva e ganhou cinco das 16 corridas de 1990, brigando pelo título até a penúltima prova com Senna, no Japão. No fim, o “Professor” acabou ficando com o vice-campeonato e foi demitido no final de 1991 após criticar publicamente o carro da Scuderia. Ele seria tetracampeão em 1993 pela Williams, antes de encerrar a carreira.

Michael Schumacher (1996)

Em 1994 e 1995, Michael Schumacher ganhou dois campeonatos pela Benetton e logo despertou o interesse da Ferrari, que não vivia boa fase e estava sem conquistar um título desde 1979. Schumi então foi contratado em 1996 a peso de ouro e trouxe consigo parte do time que trabalhava com ele na antiga equipe, algo que foi fundamental para a sequência de cinco títulos entre 2000 e 2004.

A primeira temporada em Maranello, porém, foi de dificuldades, principalmente diante do domínio da Williams, que sobrou no campeonato. Mesmo assim, o alemão ainda conseguiu vencer três corridas e fazer quatro poles em 16 etapas com o F310, terminando o ano em terceiro lugar.

Fernando Alonso (2010)

Bicampeão mundial pela Renault em 2005 e 2006, Fernando Alonso viveu anos complicados após essas conquistas, passando por uma temporada turbulenta na McLaren em 2007 e retornando ao time francês logo em seguida, porém longe de obter o mesmo sucesso. Considerado um dos melhores pilotos do grid, ele migrou para a Ferrari em 2010 buscando o tão sonhado tri (que até hoje não veio).

Novamente com um carro de ponta nas mãos, o F10, o espanhol começou o ano de maneira triunfal, vencendo a primeira prova, no Bahrein. No entanto, ele ganhou a concorrência da Red Bull de Sebastian Vettel e os dois travaram uma intensa disputa até a última etapa, em Abu Dhabi. O alemão ganhou aquela corrida e Alonso chegou em sétimo, ficando com o vice por apenas quatro pontos.

Sebastian Vettel (2015)

E foi o próprio Vettel a última grande estrela a realizar o sonho de guiar uma Ferrari na Fórmula 1. Tetracampeão com a RBR entre 2010 e 2013, o alemão teve uma temporada decepcionante em 2014, ficando apenas em quinto na classificação final.

No ano seguinte, Sebastian selou sua ida para a Ferrari e com o SF15-T não fez feio. Apesar de não ser páreo para a Mercedes, que iniciava ali uma hegemonia de quase uma década, ele conquistou três vitórias e fez uma pole, terminando o campeonato no terceiro lugar. Ele ficou na equipe até 2020 e não foi campeão.

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