Copa GP

Chuva pode ser fator determinante para definir vencedor da Taça João Paulo de Oliveira

Duas das três etapas da segunda parte da Copa GP de Kart serão realizadas em Interlagos, lugar marcado por muitas chuvas, sobretudo neste período outono/inverno. Pilotos dão dicas de como render com a pista molhada.

Warm Up / GUILHERME BLOISI, de São Paulo
Na final da Taça Edgard Mello, terceira etapa da Copa GP de Kart que terminou com vitória de Alex Campo, chamou demais a atenção a presença de uma chuva forte que atacou o kartódromo da Granja Viana, que fez com que a bateria fosse atrasada por 45 minutos e a primeira corrida foi disputada ainda com o piso bastante encharcado.
 
E a tendência é de termos mais corridas assim na Taça João Paulo de Oliveira, uma vez que teremos duas das três etapas disputadas no kartódromo de Interlagos. Quem não se recorda das famosas “chuvas vindas da represa” eternizadas na voz de Galvão Bueno nas provas disputadas no Brasil?
 
Pensando nisso, o GRANDE PRÊMIO convidou três pilotos para traçar diferenças de pilotagem em pistas molhadas. São eles: o vencedor da terceira etapa da Copa GP, Alex Campo; o segundo colocado na mesma prova, Alfredo Salvaia; e o campeão da Taça Edgard Mello Filho e já com a vaga assegurada na Scuderia GP para as 500 Milhas de Kart, Sidney Rogério.
Campo destaca o feeling do piloto para se sobressair em pista molhada. “Se adaptar o mais rápido possível e ter percepção de atalhos na pista.  Sem dúvidas, o piloto que se destacar nestes aspectos vai chegar na frente, mesmo com um equipamento inferior”, afirmou. Salvaia prefere adotar a cautela no piso encharcado. “Não rodar e tirar o pé, com certeza, farão com que o piloto seja mais constante e não perca tempo”. Para o campeão Sidney, é importante que entenda seu limite na prova logo de início. “Quanto mais experiência você tem, mais você consegue chegar nesses limites e fazer uma grande prova. Frear antes, fazer uma curva mais suave, sem se arriscar muito”, ponderou.
 
Como os karts são sorteados e a diferença entre os caras fica no lastro, o rendimento de um kart na chuva é puramente definido pelo camarada que senta no carro. Alex assegura que o piloto que mantem técnicas de pista seca no molhado, com certeza, vai se dar muito mal. “Eu prefiro manter o que já uso comumente e uso meu corpo para apoiar o kart nas tomadas de curva”. Salvaia busca uma técnica que lembra o drift, bastante conhecido por conta do filme Velozes & Furiosos. “Freio de uma forma que permite a traseira escorregar antes da frente e, no tempo certo, piso no acelerador e controlo no volante para corrigir a direção. Isso só com treino para fazer certo”, aponta.
A largada da primeira bateria da Copa GP de Kart (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Em resumo, o trio acredita que sim, a chuva pode ser um fator determinante e crucial para definir o vencedor da Taça JP de Oliveira. “Saber guiar no molhado vai ser fundamental para se destacar neste trecho do campeonato”, afirma Campo. Salvaia pondera que os pilotos que têm o dom da pilotagem nessas condições, vão se sobressair neste terço do torneio. “A chuva equilibra a diferença entre os karts, mas deixa em evidência os pilotos bons no piso molhado”. Para Rogério, a diferença de pilotagem aumenta muito e são poucos os pilotos que gostam e tem essa facilidade de dirigir na chuva. “É uma vantagem, pois no rental kart, as diferenças na chuva se equilibram. Assim, vale mais a pena a técnica de pilotagem do que efetivamente do motor”, disse.
 
A Taça João Paulo de Oliveira começa daqui a dez dias, no sábado (18/05), com largada às 17h (horário de Brasília). As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui. O GRANDE PRÊMIO traz toda a cobertura da etapa de abertura do segundo terço do campeonato, fiquem ligados!