Copa GP

Hayasaka se diz “abençoado” pela chance de disputar 500 Milhas e crava: “Melhor momento da minha vida”

Marcelo Hayasaka comemorou a vaga nas 500 Milhas da Granja Vianna, que considerou uma recompensa por seu esforço. O piloto se mostrou bastante feliz com a oportunidade e disse que foi abençoado
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Marcelo Hayasaka (Foto: Rodrigo Berton)
Em 2017, fiquei sabendo da Copa GP pela Amika, pensei que era a oportunidade de correr um outro campeonato com amadores, com pessoas que estão começando. No ano passado, na última etapa em Interlagos, que deu duas vagas para as 500 Milhas, larguei na pole e acabei tendo um problema e fiquei para trás. 
 
Fiquei muito emocionado, estava em primeiro e não tive cabeça para me manter em primeiro. Foi bem complicado. Este ano decidi tentar novamente, estava com a mentalidade de aprimorar a técnica de pilotagem, foi meu segundo ano correndo um campeonato geral. Na primeira etapa fiquei em terceiro lugar, animei bastante, e desde então perdi o ritmo. 
 
No começo do ano, quando fiz uma viagem para o Japão, pensava só em duas coisas: terminar a minha casa, onde moro hoje, e ir para as 500 Milhas. Tentei, mas já estava decepcionado comigo mesmo porque eu não tinha mais chances pela pontuação. Quando veio o sorteio para mim foi algo surreal, de outro mundo. Eu estava dormindo, acordei com o Saulo e o Alex ligando, e eles me contaram que fui sorteado. Não acreditava. Só acreditei quando vi a live do sorteio com o meu nome. Veio a recompensa. Eu queria que fosse na competência, mas é o que dizem ‘competência e sorte andam lado a lado’. Acho que fui abençoado com a sorte e estou bem feliz com isso. 
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É um sonho desde pequeno via corridas e eu falava para o meu pai que queria ser piloto de Fórmula 1. Ele dizia que era algo difícil, mas eu não sabia o quão difícil era. Hoje, correr ao lado de pessoas que eu só via pela televisão e estar lado a lado numa pista, é um momento inesquecível, o melhor momento da minha vida.
 
Nunca assisti as 500 Milhas, antigamente por questão financeira. De uns tempos para cá consegui ter uma condição que me permitisse andar de kart. Passava na tv a cabo e eu não tinha, eu só lia notícias. Faz 5 anos que tive contato com a prova, mas acompanhar mesmo foi no ano passado, antes estava um pouco alheio a isso. Faz 2 anos que conheci esse lado amador, com meu cunhado me chamando para brincar e tinha 15 anos que eu tinha corrido pela última vez. Aí resolvi correr novamente e comecei a progredir. Foi então que resolvi participar de um campeonato. Aí venci e pensei ‘acho que piloto bem’. Foi quando pensei que isso daria certo em algum momento.
 
Há dois meses recebi o convite para participar das 500 Milhas Rental, essa será uma das preparações. Vai ter treinos abertos, essa vai ser minha preparação, além de ver vídeos na internet com pilotos ensinando o traçado, observando pilotos experientes para aprender, estudar bastante nesse sentido. Vou aproveitar o máximo de tempo que tiver na pista. Vou procurar ter constância e me preparar psicologicamente, que penso ser o principal. Pilotar muitos aqui sabem, mas chegar na hora e ter cabeça e confiança… 
 
Tem coisas do erro que cometi no ano passado que não consegui lidar, mas melhorei bastante. Por querer tanto algo, acabou abalando o emocional. Isso me abalou em algumas corridas. Eu estava focado em chegar, mas cometia um erro e perdia posições. Hoje, tento manter o foco e a mente tranquila. É respirar fundo e relaxar. É o que tenho feito ultimamente para ficar focado e tranquilo na pista. 
 
Só no momento vou conseguir assimilar as coisas, acho que não consegui ainda. Só quando eu pisar aqui e ver todo mundo é que vou me ambientar. Estarei treinado e na hora é só pensar na competição. É pensar: eu sou um deles. É claro que continuo admirando os pilotos, são de outro nível, mas mesmo assim penso que sou um piloto e posso competir de igual para igual com qualquer um. Hoje nem tanto, mas um dia espero conseguir fazer isso.
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