Copa GP

Madueño lembra sacrifícios pela vaga nas 500 Milhas e diz: “Um sonho para qualquer entusiasta”

Alex Madueño colocou um objetivo para 2018: participar das 500 Milhas da Granja Vianna. Para alcançá-lo, treinou incansavelmente e a vaga veio na décima e última etapa da Copa Stratum GP. Madueño celebra a conquista pessoal e diz que fazer parte dessa corrida de longa duração é um sonho
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Alex Madueño (Foto: Gabriel Pedreschi)
O ano passado a vaga ficou por pouco, mas eu não me sentia preparado para guiar nas 500 Milhas. Ajudei o pessoal na estratégia nos boxes. Aí pensei: é isso o que eu quero e vou conquistar. E fui buscar o que eu precisava fazer para conseguir a vaga. Todo mundo falava que é treino, treino e treino. Tudo na vida é fazer em excesso até chegar à perfeição. Nunca na vida cheguei tantas vezes tarde em casa por sair do trabalho e vir aqui na Granja treinar, estudar, ler traçado, telemetria, cronometragem. A gente queria treinar. 
 
Saulo e eu nos tornamos amigos por conta da Copa Stratum Grande Prêmio. Decidimos nos juntar, treinar, compartilhar. Fizemos um coach que nos ajudou a corrigir os vícios. Fomos para a pista juntos incontáveis vezes. Desenvolvemos um aplicativo para resolver alguns problemas que a gente tinha. Criamos uma solução para o que éramos deficientes. 
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Mapeamos todos os campeonatos em São Paulo para andar com os melhores, os mais rápidos. Corremos com campeão brasileiro, sul-americano, paulista… Fomos evoluindo. No começo do ano eu empurrava o Saulo e dizia que tinha de melhorar aqui e ali. A determinação dele foi tanta que hoje ele me empurra, os papéis se inverteram. E ele me dá toques também. Corremos cerca de 30 horas, foi sacrificante para família. Mas estávamos em busca de um sonho que é correr as 500 Milhas. Foi um ano de muita luta. Fizemos muitos amigos. O projeto do Grande Prêmio ajudou a realizar o meu sonho.
 
O ano passado fiquei andando nos boxes e era assustador encontrar Piquet, Barrichello, é uma situação inimaginável. Comecei há pouco tempo no kartismo e depois de muito treino conseguimos a vaga. O dia das 500 Milhas é um sonho para qualquer entusiasta. Tive o prazer de ver o Gustavo Ariel sair do kart e dizer que empurrou o Piquet. É a realização de qualquer piloto. 
 
No universo do rental kart tem muito piloto rápido, mas é difícil alcançar os caras que vemos pela televisão e o YouTube. Vou comemorar a vaga, mas é retomar os trabalhos, ver a telemetria, fazer as corridas até as 500 Milhas. Quero chegar no dia e dar o melhor, o máximo para a equipe. Para isso é treinar ainda mais.
 
É um mix de coisas. No ano passado, era uma festa no começo. E quando vimos que tínhamos chance de ir para frente, mudou. Foi tão natural ver que tinha potencial de ir para frente. O time todo esqueceu a festa, a bagunça e conseguimos o pódio. Este ano a cobrança vem maior. Temos um kart a mais, tudo automatizado, temos autorização para utilizar o aplicativo. Então teremos mais recursos. O time é forte, podemos ir mais para frente, não vai ter muito tempo para curtir, a curtição vai vir depois da bandeirada, no pódio.
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