DTM

Rast fica sem pneus e Rockenfeller herda vitória na corrida 2 do DTM em Assen

O resultado de domingo do DTM em Assen foi determinado pelo consumo de pneus, e não necessariamente por velocidade pura. René Rast, que liderou o tempo inteiro, perdeu aderência no fim e fez pit emergencial. Melhor para Mike Rockenfeller

Grande Prêmio / VITOR FAZIO, de Porto Alegre
O grande algoz de René Rast neste domingo (21) em Assen não foi um piloto, e sim o desgaste de pneus. O piloto alemão, que liderou com certa tranquilidade na maioria das voltas, teve queda acentuada de rendimento nos últimos 10 minutos, quando os pneus foram à lona. Melhor para Mike Rockenfeller: o compatriota passou Rast ainda na pista, manteve a borracha em boas condições e venceu pela primeira vez no DTM em 2019.
 
Com Rast sendo forçado a fazer um segundo pit, Marco Wittmann subiu para segundo. O piloto da BMW fez grande apresentação: largando dos pits, Marco passou 16 carros e virou fator na briga pela vitória. Entretanto, o ritmo intenso da primeira metade de prova foi trocado por um mais cauteloso na segunda metade – talvez por conta do desgaste de pneus.
 
O pódio ainda teve Nico Müller. O suíço passou as últimas voltas colado na traseira de Wittmann, mas não encontrou um jeito de ultrapassar.
Mike Rockenfeller em Assen (Foto: Audi Sport)
Jonathan Aberdein terminou em quarto. René Rast, voando com pneus novos no fim da prova, terminou em quinto após fazer duas ultrapassagens na última volta. Jonathan Aberdein apareceu em sexto, enquanto Daniel Juncadella fez belo trabalho ao levar uma Aston Martin ao sétimo lugar, fazendo o máximo com a estratégia de pneus. Paul di Resta e Jamie Green, na mesma toada, ficaram em oitavo e nono.
 
Pietro Fittipaldi, único brasileiro na categoria, passou o tempo inteiro na zona de pontos. Entretanto, as últimas voltas foram difíceis: o brasileiro perdeu muito ritmo por conta do desgaste acentuado de pneus, o que significou cruzar a linha de chegada em décimo.

Saiba como foi a corrida 2 do DTM em Assen
 
A corrida começou com desastre para Jonathan Aberdein. O sul-africano, largando em segundo, deu uma engasgada e despencou para oitavo. René Rast foi o grande beneficiado, não só liderando a primeira volta como o fazendo com certa tranquilidade. Mike Rockenfeller e Robin Frijns eram os outros pilotos em posições de pódio.
 
Mas a estrela da largada talvez fosse Marco Wittmann. Um dia depois de vencer a primeira corrida do fim de semana, o alemão largou do pit-lane. Parecia um problema, mas não tão grande assim: saindo de 18º, Marco saltou para 11º em apenas dois giros.
 
Quem também fazia boas ultrapassagens era Pietro Fittipaldi. O brasileiro largou em décimo e ganhou quatro posições, aparecendo em sexto. A situação ainda melhoraria um pouco: a direção de prova determinou que Aberdein, quinto, precisava ceder posição para Duval, sétimo, por manobra considerada ilegal anteriormente. Isso implicava em deixar Pietro passar também, subindo para quinto.
René Rast sonhou com a vitória, mas não levou (Foto: DTM)
Isso era já na volta 7, quando a corrida seguia com carros muito próximos. Rast, por exemplo, tinha apenas 0s9 de vantagem sobre Rockenfeller. Era boa para Wittmann: com todos próximos, ficava mais fácil para o piloto da BMW escalar o pelotão.
 
Dessa forma, os pilotos da Audi precisavam ao menos tentar ajudar uns aos outros. Com o top-5 inteiro formado com representantes da marca das quatro argolas, cada um podia tentar segurar Wittmann aos poucos. Fittipaldi, no caso, fazia um bom trabalho: o brasileiro manteve o alemão nos retrovisores por quatro voltas.
 
Foi aí que a BMW mudou de ideia. A equipe chamou Wittmann para os boxes, acabando com a perda de tempo atrás de Fittipaldi. Deu certo: com pista livre, Marco começou a encaixar boas voltas. Isso forçou a Audi a reagir, chamando Rast, Frijns, Müller e Fittipaldi aos boxes. Só Rockenfeller e Aberdein seguiam na pista, ao lado do quarteto da Aston Martin, consideravelmente mais lento.
 
Wittmann passou Müller e Fittipaldi já nos boxes. Não foi muito mais difícil com Frijns, que sofreu com pneus frios na saída dos pits e virou presa fácil. Isso colocava Marco atrás somente de Rast.
 
Havia ainda um terceiro elemento na briga pela vitória – Duval, na frente de ambos após ir aos boxes quase dez voltas mais cedo. Tão logo os cinco pilotos restantes completassem o ciclo de pits, Loïc seria o líder de fato e de direito, mas com pneus mais gastos.
Pietro Fittipaldi pontuou (Foto: DTM)
Mas a Audi não deixou que isso realmente acontecesse. Duval deixou Rast passar e tentou complicar a vida de Wittmann, mas sem muito sucesso. O piloto da BMW deu um jeito de passar, voltando aos retrovisores de René.
 
Só que o caçador logo seria caçado. Rockenfeller voltou muito bem dos boxes e ensaiou pressionar Wittmann. Depois de algumas tentativas, a manobra foi concretizada.

Daí em diante, com 15 minutos ainda no cronômetro, a corrida ganhava nova dinâmica. Mais do que pisar fundo, era hora de cuidar dos pneus. E Rast tinha problemas com isso, tanto que Rockenfeller engoliu a vantagem de 5s em poucas voltas. A Audi reagiu e chamou o líder do campeonato aos boxes, mas já era tarde, com a vitória indo pelo ralo.

Rockenfeller ficava com vida tranquila, justamente o contrário da situação de Rast. O alemão precisava escalar o pelotão com pouco tempo restando no cronômetro. Deu para salvar algo: o campeão de 2017 surgiu em quinto, isso após uma bela ultrapassagem dupla na última volta.
 
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