Endurance

Mazda domina primeiro treino para 24h de Daytona. Cadillac de Alonso fecha em segundo e Nasr é 4º

A equipe oficial da Mazda liderou o primeiro treino livre disputado na tarde desta sexta-feira em Daytona, tendo Oliver Jarvis como autor da volta mais rápida. Já a tripulação do Cadillac DPi #10 da Wayne Taylor Racing, formada por Renger van der Zande, Jordan Taylor, Fernando Alonso e Kamui Kobayashi, ficou 0s418 atrás. A Mercedes de Felipe Fraga liderou na classe GTD
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
Com nada menos que 11 brasileiros na pista e Fernando Alonso como a estrela principal, começou nesta sexta-feira (4) o Roar Before the 24, tradicional fim de semana de preparação para as 24 Horas de Daytona. A prova, que neste ano está marcada para 26 e 27 de janeiro, tem na sua programação uma série de sete treinos coletivos e uma simulação de classificação até domingo. Com 47 carros na pista divididos entre as classes DPi, LMP2, GTLM e GTD, a tripulação mais rápida foi da equipe oficial da Mazda, composta por Oliver Jarvis, Tristan Nuñez, Timo Berhnard e René Rast. Coube a Jarvis registrar o melhor tempo desta tarde com 1min35s989 na pista com trechos misto e de oval de 3,56 milhas (ou 5,72 km).
 
Fernando Alonso, que correu no ano passado com um Ligier LMP2 da United Autosports, equipe de Zak Brown, acelera em 2019 como um dos pilotos da consagrada Wayne Taylor Racing a bordo do Cadillac DPi #10. O espanhol cumpriu seu stint de seis voltas, sendo a mais rápida em 1min36s984, mas o melhor tempo da tripulação foi alcançado por Jordan Taylor, com 1min36s407, 0s418 atrás do tempo de Jarvis. O conjunto ainda conta com Renger Van der Zande e Kamui Kobayashi.
Cadillac DPi de Alonso foi o segundo mais rápido do primeiro treino em Daytona (Foto: IMSA)
Ao fim dos trabalhos da primeira sessão, Alonso ressaltou que ainda precisa evoluir muito a bordo de um protótipo que ainda é uma novidade. “Obviamente, tenho muito que aprender, mas foi bom ter feito minhas primeiras voltas e tudo correu muito bem. Obviamente, a equipe tem muita experiência e o carro está praticamente pronto, perto do ótimo. Então, há mais tempo para acostumarmos ao carro. Então, até agora, é muito bom”.
 
Alonso ainda relembrou a experiência vivida em Daytona em 2018, quando terminou em 13º lugar no geral. “No ano passado, não tivemos chance, mas foi a primeira corrida do ano, a primeira prova de endurance para mim. Achei que poderíamos estar entre os cinco primeiros se tivéssemos sorte na corrida, mas tivemos muitos problemas. Este ano é bem diferente. Estamos em um ambiente mais competitivo, então há uma chance real de ser rápido. Vamos tentar executar bem a corrida, sem erros, e ver qual vai ser o resultado no fim”, salientou o piloto em declarações veiculadas pela revista norte-americana ‘Racer’.
 
Dos 11 brasileiros inscritos para as 24 Horas de Daytona, cinco fazem parte da classe DPi. O mais rápido foi Felipe Nasr, atual campeão do SportsCar, que nesta temporada vai dividir a pilotagem do Cadillac DPi #31 da Action Express com o compatriota Pipo Derani. 
 
Nasr e Derani, que contam com a companhia do norte-americano Eric Curran para as corridas de longa duração, finalizaram a sessão em quarto, com Nasr registrando o melhor tempo, 1min36s781. A tripulação do #31 ficou atrás do segundo protótipo da Mazda, pilotado por Olivier Pla, Jonathan Bomarito e Harry Tincknell, dono da melhor volta do carro na sessão, 1min36s449.
Rubens Barrichello, Alessandro Zanardi e Fernando Alonso: atrações de Daytona (Foto: Michelin)
Christian Fittipaldi, que se despede do automobilismo como piloto e tenta mais uma vitória em Daytona, terminou a sessão em quinto com o Cadillac DPi #5 da Action Express, em tripulação formada também pelos lusos João Barbosa, Filipe Albuquerque (dono da melhor volta do conjunto na sessão) e pelo britânico Mike Conway. Destaque para o Cadillac DPi da equipe argentina Juncos — que também integra o grid da Indy. O time, formado por Will Owen, Kyle Kaiser, Rene Binder e Agustín Canapino, terminou em sexto, com o Cadillac da JDC-Miller, pilotado por Rubens Barrichello, Tristan Vautier, Delvin DeFrancesco e Misha Goikhberg, em sétimo.
 
Helio Castroneves, com o primeiro Acura DPi da equipe Penske, fechou em sétimo com a tripulação do #7 formada também por Ricky Taylor, dono da volta mais rápida do conjunto, e Alexander Rossi.
 
Na classe LMP2, composta por quatro protótipos inscritos na sessão, a equipe PR1 Mathiasen liderou os trabalhos em Daytona com Gabriel Aubry tendo o melhor tempo, 1min39s828, com a tripulação formada também por Matt McMurry.
 
Patrick Pilet liderou a tripulação do Porsche #911 na classe GTLM, com o conjunto sendo formado também por Nick Tandy e Frédéric Makowiecki. Pilet registrou o melhor tempo do carro com 1min44s866. A equipe de fábrica da Porsche fez dobradinha, com Mathieu Jaminet e Earl Bamber em segundo a bordo do 911 RSR #912. Em seguida, ficaram os dois Ford GT da equipe Ganassi. O #66 de Joey Hand, Dirk Müller e Sébastien Bourdais foi o terceiro da sessão, 0s274 atrás do melhor Porsche, enquanto o #67, de Ryan Briscoe, Richard Westbrook e o pentacampeão da Indy, Scott Dixon, ficou em quarto. 
Mercedes de Felipe Fraga em Daytona (Foto: Twitter)
E Alessandro Zanardi, que acelera em Daytona com uma BMW M8 GTE adaptada pela equipe oficial em conjunto com a Rahal Letterman Lanigan, ficou em nono na categoria. O volante do #24 é compartilhado também pelo finlandês Jesse Krohn, o norte-americano John Edwards e o australiano Chaz Mostert.
 
Na classe GTD, a que conta com o maior número de inscritos — 19 —, e também o maior número de brasileiros, teve dobradinha brasileira, numa repetição da disputa que marcou a temporada 2018 da Stock Car. Desta vez, Felipe Fraga levou a melhor. O tocantinense faz parte da tripulação do Mercedes AMG GT3 #33 da Riley Motorsports ao lado de Jeroen Bleekemolen, Luca Stolz e Bem Keating. Coube a Bleekemolen o melhor tempo do carro, 1min47s188. Em segundo, apareceu o Ferrari 488 GT3 #51 da equipe Spirit of Race, com o conjunto formado por Paul Dalla Lana, Pedro Lamy, Mathias Lauda e o bicampeão da Stock Car, Daniel Serra.
 
A Via Italia Racing participa em Daytona com um conjunto totalmente brasileiro. A tripulação da Ferrari 488 GT3 #13, formada por Chico Longo, Victor Franzoni e Marcos Gomes, não registrou tempo, de acordo com a cronometragem oficial. Assim como a equipe feminina da Meyer Shank Racing with Curb Argajanian, formada por Bia Figueiredo, Simona de Silvestro, Christina Nielsen, Katherine Legge e Jackie Heinricher.
 
A programação do fim de semana ainda compreende mais um treino livre nesta sexta-feira, três sessões no sábado e outras duas no domingo, além de uma simulação de classificação.