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Endurance

WEC e IMSA anunciam detalhes de regulamento para LMDh. Estreia fica para 2022

A convergência entre o Mundial de Endurance e o IMSA deu mais um passo visando a estreia do protótipo da classe LMDh para a estreia. Em conjunto, dirigentes das duas competições acreditam em “momento histórico para o futuro” do endurance

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
A organização do Mundial de Endurance, o Automóvel Clube do Oeste e o IMSA SportsCar anunciaram, em conjunto, na manhã desta quinta-feira (7), o princípio do regulamento técnico para o LMDh, abreviatura de Le Mans Daytona, protótipo que vai convergir as duas principais competições de corridas de longa duração do esporte a motor. A classe de protótipos vai estrear em 2022 nas duas competições.
 
Segundo comunicado divulgado pelas organizações das duas competições, “os regulamentos abrangentes e detalhados são o resultado de muitos meses de trabalho colaborativo dos departamentos técnicos do Automóvel Clube do Oeste (ACO) e do IMSA, juntamente com mais de uma dúzia de montadoras de automóveis e os quatro construtores de chassis nomeados: Dallara, Ligier, Multimatic e Oreca”.
 
O primeiro anúncio da convergência entre Mundial de Endurance e IMSA aconteceu às vésperas das 24 Horas de Daytona, em janeiro deste ano. A previsão era que os ajustes para a primeira publicação dos regulamentos técnicos fossem realizados em uma reunião em março, em Sebring, mas o evento foi adiado por conta da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos.
 
Assim, a conferência foi realizada somente nesta semana, por meio de videoconferência, e apresentada definitivamente nesta quinta-feira.
Mundial de Endurance e IMSA vão compartilhar o mesmo protótipo a partir de 2022 (Foto: IMSA)
De acordo com as bases iniciais do novo regulamento, o “LMDh é um carro comum criado pela ACO-IMSA e capaz de competir tanto no WEC (Mundial de Endurance) como no IMSA SportsCar. O LMDh é baseado em um carro com limite de custo e vai ter a mesma coluna (carro completo sem carroceria, motor e sistema híbrido) que a próxima geração de LMP2. Somente os principais fabricantes de automóveis (associados a um dos quatro construtores de chassi) podem homologar um carro LMDh”.
 
O regulamento também prevê: carenagem com marca e estilizada pela montadora; mecanismo com a marca da montadora; sistema híbrido comum de tração traseira; período mínimo de homologação de 5 anos.
 
O conjunto inicial de regras determina o peso mínimo do carro em 1.030 kg; pico de 500 kW de potência combinada (soma da potência resultante do motor de combustão interna e do sistema híbrido); pacote de carenagem com desempenho aerodinâmico idêntico; fornecedor único de pneus (como Michelin, por exemplo); e balanço de performance global para harmonizar o desempenho geral dos carros LMDh e Le Mans Hypercars.
 
Segundo o comunicado, a principal categoria do WEC, que tem nas 24 Horas de Le Mans seu evento principal, vai integrar os protótipos LMDh aos LMD (Hipercarros) para garantir que a convergência leve a parâmetros de performance para os dois regulamentos técnicos. Já o IMSA, com as 24 Horas de Daytona como principal evento, vai dar as boas-vindas aos LMDh, ao mesmo tempo em que vai estar aberta à participação dos Hipercarros dos principais fabricantes de automóveis assim que seu desempenho nos circuitos IMSA for validado.
 
Por fim, a união entre IMSA e WEC determinou que os detalhes finais dos regulamentos técnico e esportivo na nova configuração que prevê a convergência entre as duas categorias sejam publicados às vésperas das 24 Horas de Le Mans, em setembro deste ano.
 
Pierre Fillon, presidente do ACO, responsável pela organização do Mundial de Endurance, ressaltou a importância da convergência entre as categorias, que dá mais um passo com o anúncio inicial sobre os regulamentos.
 
“Lançada oficialmente em janeiro em Daytona, a convergência ACO-IMSA agora está entrando numa fase importante na sua implementação. Estamos revelando os detalhes técnicos básicos dessa nova categoria de LMDh, que verá o mesmo carro sendo permitido competir no Mundial de Endurance da FIA e no IMSA SportsCar sem nenhuma modificação necessária para o carro. O sonho de muitos fabricantes está finalmente se tornando realidade”, disse o dirigente.
 
“Le Mans Daytona h e Le Mans Hypercar vão incorporar a principal competição de endurance. Este é um momento histórico e decisivo para o futuro da nossa categoria”, comentou.
 
Gérard Neveu, CEO do Mundial de Endurance, considerou o contexto atual de crise e lembrou que a convergência vai oferecer a chance de construir carros que sejam mais baratos que os modelos atualmente em ação nas pistas do WEC e do IMSA SportsCar. 
 
“Desde a pandemia do novo coronavírus, a forma pela qual o automobilismo vai ser pensado no futuro foi afetada, sem dúvida. Nossa estratégia para o LMDh é tentar encontrar a melhor resposta para os anseios técnicos e competitivos dos fabricantes, além de oferecer a eles a maior visibilidade global das suas marcas. A categoria principal da competição agora inclui carros de baixo custo e alta performance, que respondem às necessidades de ambos nos nossos respectivos campeonatos”, declarou o francês.
 
E John Doonan, presidente do IMSA, acredita que, com a publicação dos primeiros detalhes do regulamento, a tendência é que mais fabricantes se interessem pelo novo LMDh. 
 
“Como atestam os regulamentos técnicos, o LMDh é um próximo passo lógico e apropriado para dar sequência ao bem-sucedido DPi (Daytona Prototype) no IMSA SportsCar. O LMDh vai manter muitos atributos que levaram o DPi ao sucesso, mas o acréscimo de tecnologias relevantes e a convergência de regulamentos com o ACO abre a porta para que mais fábricas participem no futuro. Não poderíamos estar mais orgulhosos do papel instrumental que nossa equipe técnica do IMSA desempenhou ao lado dos nossos colegas do ACO para entregar tais regulamentos”, finalizou.

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