Ferrari #50 supera drama com porta, bate Toyota #7 e vence 24 Horas de Le Mans

A Ferrari protagonizou um drama na última parte das 24 Horas de Le Mans e perdeu a liderança para a Toyota #7, mas se recuperou ao usar a estratégia correta, voltou à ponta com 50 minutos restantes e venceu pela segunda vez seguida — desta vez, com o carro #50. Após brigar pela vitória até o fim, Augusto Farfus terminou em segundo na LMGT3

Depois de passar 50 anos sem correr as 24 Horas de Le Mans, a Ferrari emendou a segunda vitória seguida em dois anos na base da superação neste domingo (16), após viver um verdadeiro drama e perder a liderança na parte final da prova para a Toyota #7. O carro #50 sofreu com problemas na porta de Nicklas Nielsen, mas se recuperou na base da estratégia e, no limite do tanque de combustível, cruzou a linha de chegada em primeiro com o trio que teve também Antonio Fuoco e Miguel Molina. O carro japonês cruzou em segundo com Kamui Kobayashi, José María López e Nyck de Vries, enquanto a Ferrari #51 fechou o pódio com os vencedores de 2023, James Calado, Antonio Giovinazzi e Alessandro Pier Guidi.

Ferrari e Toyota foram as grandes protagonistas da edição de 2024 das 24 Horas de Le Mans. A equipe italiana imprimiu um ritmo muito forte desde o início, mas os japoneses se mantiveram na cola, principalmente com o carro #8. No entanto, uma batida de Pier Guidi em Brendon Hartley na volta 281 minou completamente as chances do trio e resultou em punição ao #51 de Maranello. Nielsen abriu vantagem na ponta, mas lidou com uma porta aberta e foi obrigado a ir aos boxes. Com isso, López herdou a ponta e indicou que venceria, mas acabou superado pela escuderia de Maranello com menos de 50 minutos para o final.

Além dos três primeiros, o top-10 teve a seguinte ordem: Porsche Penske #6 [Kévin Estre, André Lotterer e Laurens Vanthoor], Toyota #8 [Sébastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa], Porsche Penske #5 [Matt Campbell, Michael Christensen e Frédéric Makowiecki], Cadillac #2 [Earl Bamber, Alex Lynn e Álex Palou], Jota #12 [Callum Ilott, Norman Nato e Will Stevens], Jota #38 [Jenson Button, Phil Hanson e Oliver Rasmussen] e Lamborghini #63 [Mirko Bortolotti, Daniil Kvyat e Edoardo Mortara].

Na classe LMP2, a United Autosports conquistou a vitória com o carro #22, de Oliver Jarvis, Bijoy Garg e Nolan Siegel, seguido pelo Inter Europol #34. A IDEC #28 completou o pódio, à frente da AF Corse #138, enquanto a Vector #10 fechou o grupo dos cinco primeiros. Na LMGT3, o triunfo ficou com a Manthey #91, que superou batalha até o fim com o WRT #31 de Augusto Farfus, Sean Gelael e Darren Leung e levou o primeiro lugar com Richard Lietz, Morris Schuring e Yasser Shahin.

Entre os brasileiros, Felipe Nasr e Pipo Derani sofreram acidentes e não conseguiram brigar pela vitória nos hipercarros. O Cadillac #311, que ainda tinha Felipe Drugovich, terminou na 29ª colocação, enquanto o Porsche Penske #4 abandonou. Por fim, Daniel Serra saiu do último lugar no grid de largada junto a Riccardo Pera e Michael Wainwright, chegou a ocupar o top-5, mas sofreu com problemas e terminou em 12º na LMGT3.

A próxima etapa da temporada 2024 marca o retorno da categoria ao Brasil, com as 6 Horas de São Paulo, em Interlagos. O GRANDE PRÊMIO transmite a edição completa do WEC 2024 AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube.

A edição de 2024 foi a 92ª da história das 24 Horas de Le Mans (Foto: DPPI)

Confira como foi a disputa das 24 Horas de Le Mans

Com bandeirada de Zinédine Zidane, as 24 Horas de Le Mans começaram com Laurens Vanthoor mantendo a ponta, enquanto a Ferrari #50 rapidamente tomou o segundo lugar com Nicklas Nielsen. Mais atrás, o Jota #12 — que precisou passar por um trabalho de reconstrução depois de Callum Ilott bater no TL2 — começou imediatamente a perder posições. O AO #14 segurou a liderança na LMP2, enquanto o Inception #70 fez o mesmo na LMGT3.

Em ritmo forte, Nielsen assumiu a liderança com 3min de prova e relegou a Porsche Penske #6 ao segundo lugar. O Cadillac #3 seguia em terceiro, com Ferrari #51 e AF Corse #83 logo atrás. Com 5min, Antonio Giovinazzi atacou Sébastien Bourdais e tomou o terceiro posto para a equipe italiana.

O primeiro problema veio com 7min de prova, na LMP2, com o #47 da Cool Racing lento na pista. Logo em seguida, o carro foi aos boxes. Lá atrás, Daniel Serra saiu de 23º na LMGT3 e já era o 17º com a Ferrari #86 da GR Racing. Na frente, os três primeiros rapidamente abriram vantagem em relação ao Cadillac #3, que se manteve em quarto. Enquanto isso, Estre passou a sofrer pressão de Giovinazzi e perdeu o segundo lugar com 14min de corrida.

Na LMGT3, a briga se manteve forte pelo quarto lugar. O #92 da Manthey segurou o posto por algum tempo, mas foi pressionado e perdeu duas posições de uma vez, para o Heart of Racing #27, de Alex Riberas, e o D’Station #777 de Marco Sorensen. Na LMP2, Marco Wittmann perdeu o controle da BMW #15 no mesmo ponto da batida de Ilott no TL2 e despencou para a última posição da classe.

Ferrari começou forte a corrida e tomou a ponta no início (Foto: DPPI)

Com 23min, a primeira bandeira amarela da corrida foi agitada, mas rapidamente saiu de cena ao mesmo tempo em que a BMW #15 foi aos boxes. Na liderança da prova, Nielsen encostou nos carros da LMGT3 com cerca de 27min e liberou o tráfego sem maiores problemas. Giovinazzi ficou preso por duas curvas, mas logo seguiu em frente e se aproximou do companheiro de Ferrari.

A partir daí, o pelotão de hipercarros começou a negociar ultrapassagens sobre os LMGT3, mas sem grandes complicações. Entre os brasileiros, Pipo Derani ganhou terreno e passou à frente do Proton #99, comandado por Neel Jani. Na ponta, a Ferrari manteve o 1-2 e abriu cerca de 2s para o Porsche Penske #6: Giovinazzi logo inverteu as posições e tomou a liderança de Nielsen, mas perdeu de novo algumas curvas depois.

Derani foi aos boxes com 37min de prova, mas não trocou pneus e optou apenas por fazer o reabastecimento. A LMP2 abriu a janela de pit-stops neste momento, com vários carros fazendo as primeiras paradas e buscando um undercut sobre os que ficaram na pista. A briga pela liderança da LMGT3 se intensificou pela primeira vez, e Frederik Schandorff passou a ser pressionado por Ben Barker.

Felipe Nasr logo foi aos boxes, assim como Nyck de Vries, e o Porsche Penske #6 começou a se aproximar das Ferrari com Laurens Vanthoor. Com 33min, os três ponteiros foram ao pit-lane. Neste momento, a Ferrari precisou pagar uma punição de 10s, o que fez Vanthoor reassumir a liderança da corrida. Entre os pilotos da equipe italiana, Nielsen voltou em segundo, enquanto Giovinazzi caiu para o quinto posto. Bourdais tomou o terceiro lugar, com a Toyota #8 de Sébastien Buemi logo atrás.

Com Marco Wittmann, BMW #15 foi a primeira a sofrer acidente em Le Mans (Foto: DPPI)

Instantes depois, Ben Keating perdeu o controle do carro #23 da United Autosports, parou na caixa de brita e fez a bandeira amarela entrar pela segunda vez. A direção de prova, então, ativou a zona lenta na área em que o LMP2 estava parado. Simultaneamente, os comissários anunciaram que Nielsen passou a ser investigado por liberação insegura nos boxes depois de espremer Bourdais.

A zona lenta, então, foi removida de vez com 52min de prova, e os carros voltaram à velocidade normal em seguida. Nielsen não perdeu tempo, atacou Vanthoor e retomou a liderança para a Ferrari #50. Com 58min de corrida, a direção de prova anunciou que Nielsen foi punido com 10s na parada seguinte pela liberação perigosa.

O outro carro da equipe italiana, ainda com Giovinazzi ao volante, atacou a Toyota #8 de Buemi e tomou o quarto lugar. Em seguida, foi para cima de Bourdais e assumiu o terceiro posto. Com 1h de corrida, a configuração do top-10 era a seguinte: Ferrari #50, Porsche Penske #6, Ferrari #51, Cadillac #4, Toyota #8, Alpine #6, AF Corse #83, Alpine #36, Porsche Penske #9 e Jota #38.

Em 11º, Derani passou a pressionar o Jota #38 pelo décimo lugar, e a direção de prova anunciou mais uma punição: 10s para o #777 da D’Station por não respeitar os procedimentos de pit-stop. A segunda janela de pit-stops da LMP2 começou com 1h15min de corrida, e o primeiro a parar foi o DKR #33 de Alexander Mattschull. Neste momento, a liderança da classe era de Bent Viscaal, dono do Proton #9, enquanto Schandorff seguia na ponta da LMGT3 com a McLaren #70 da Inception.

Buemi imprimiu forte ritmo na primeira hora de prova e ganhou várias posições (Foto: DPPI)

A Ferrari #50 foi de novo aos boxes com 1h24min de prova, pagou os 10s de punição e voltou à pista no décimo lugar. Alpine #36, Porsche Penske #4, Cadillac #2, Toyota #7, Peugeot #93, Lamborghini #63 e Isotta Fraschini #11 também fizeram seus pit-stops. No giro seguinte, os sete primeiros também foram ao pit-lane. Neste momento, a Porsche Penske #6 — que liderava — trocou Vanthoor por André Lotterer.

Com a rodada de paradas, a Ferrari #51 voltou à ponta com 7s de folga, enquanto a Toyota #8 assumiu o segundo lugar e a Ferrari #50 pegou o terceiro posto. Nos pelotões de trás, Malthe Jakobsen assumiu a liderança da LMP2 com o #37, e a JMW #66 tomou a primeira colocação da LMGT3 com Larry ten Voorde.

As primeiras gotas de chuva caíram sobre o Circuito de La Sarthe com 1h40min de prova, e Buemi foi aos boxes depois de reclamar sobre o equilíbrio do carro. A Toyota, então, foi a primeira a colocar os pneus de chuva. Com a entrada do suíço no pit-lane, a Ferrari assumiu as três primeiras colocações: #51 à frente, seguido pelo #50 e o #83 da AF Corse.

O #51, entretanto, logo foi aos boxes também e trocou Giovinazzi por James Calado. A chuva começou a apertar e, na volta para a pista, Lotterer atacou Calado e assumiu a liderança com a Porsche Penske #6. Com a previsão da chuva para poucas voltas, as estratégias passaram a ficar embaralhadas, e o alemão precisou de um novo pit-stop para colocar os compostos de pista molhada. Com isso, perdeu terreno e despencou da liderança para o nono lugar.

A chuva começou a cair com cerca de 1h40min de corrida em Le Mans (Foto: DPPI)

Robert Kubica, então, assumiu a primeira posição com a AF Corse #83 e passou a sofrer pressão de Nielsen na Ferrari #50. A bandeira amarela entrou em cena mais uma vez com 1h50min: o Cool Racing #47 foi acertado pela AF Corse #54, os dois rodaram e causaram uma breve intervenção. Logo em seguida, porém, a bandeira verde foi agitada e a corrida voltou ao normal.

A batalha pela liderança da prova seguia ferrenha entre Kubica e Nielsen. Enquanto o dinamarquês tentava passar de todas as formas, o polonês segurava como podia e mantinha a ponta. Com Nick Tandy no lugar de Nasr, a Porsche Penske #4 foi aos boxes de novo e voltou com pneus de pista seca, assim como o Toyota #8. Depois de muito tentar, Nielsen passou Kubica, perdeu a posição de novo e retomou mais uma vez para assumir a liderança.

Com 2h de prova completadas, o top-10 tinha a seguinte configuração: Ferrari #50, AF Corse #83, Porsche Penske #5, Lamborghini #19, Lamborghini #63, Jota #12, BMW #20, Toyota #8, Porsche Penske #4 e Ferrari #51. Os líderes, então, foram novamente aos boxes e trocaram Nielsen por Antonio Fuoco. Lá atrás, o AF Corse #54 se envolveu em nova confusão: dessa vez, Thomas Flohr errou, foi no muro e causou a entrada de mais uma bandeira amarela.

Kubica, que assumiu a ponta com a parada da Ferrari #50, também foi aos boxes na sequência e deixou o carro para a entrada de Robert Shwartzman com 2h13min de prova. Com 2h23min completas no relógio, Robin Frijns também perdeu o controle e acertou a BMW #20 na barreira. Com isso, a zona lenta apareceu na corrida mais uma vez. A bandeira amarela motivou uma nova série de paradas, e a AF Corse #83 reassumiu a ponta com as trocas dos rivais.

Kubica chegou a ocupar a liderança e segurou Nielsen por várias voltas (Foto: DPPI)

Depois da pancada no muro, Frijns retornou aos boxes e foi recolhido para a garagem da BMW. A bandeira verde, então, foi agitada e a corrida voltou ao normal. A principal briga neste momento era pelo quinto lugar, e o Jota #38 rapidamente deixou Buemi para trás no Toyota #8.

Enquanto Shwartzman liderava, o pelotão dos hipercarros se estabilizou. A maior disputa acontecia pelo 15º lugar, com Jack Aitken — que assumiu o lugar de Derani no Cadillac #311 — pressionando Mikkel Jensen no Peugeot #93. Um pouco à frente, a Alpine #35 de Paul-Loup Chatin encostou no Cadillac #2 e também passou a pressionar Earl Bamber.

Assim que o carro francês tomou a décima posição, os dois foram aos boxes e perderam terreno no pelotão. O Cadillac, entretanto, fez uma parada mais rápida e voltou à frente da Alpine. Na ponta, Shwartzman seguia à frente de Christensen, com Fuoco na terceira posição. Enquanto isso, Clément Novalak liderava na LMP2 com a Inter Europol #34 e Esteban Masson comandava a ponta da LMGT3 com o Akkodis #87.

Com 3h completas de prova, o top-10 tinha a seguinte ordem: AF Corse #83, Toyota #8, Porsche Penske #5, Ferrari #51, Ferrari #50, Jota #12, Toyota #7, Porsche Penske #4, Porsche Penske #6 e Cadillac #311. A Inter Europol #34 seguia na ponta da LMP2, enquanto a Manthey #91 ocupava a liderança da LMGT3.

Flohr acertou Naveem Rao e trouxe a bandeira amarela (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Enquanto o relógio marcava 2h07min de corrida, Ilott atacou Fuoco e assumiu o quinto lugar. Na briga pela ponta, Buemi foi para cima de Shwartzman e colocou a Toyota na liderança. No entanto, o suíço foi aos boxes logo em seguida, na marca de 50 voltas, e deixou o primeiro posto novamente para o piloto da AF Corse enquanto dava lugar a Brendon Hartley.

Em ritmo forte, Aitken seguiu ganhando terreno no pelotão e deixou Lotterer para trás para tomar a 13ª posição. Em seguida, entretanto, a bandeira amarela foi ativada em toda a pista após um acidente do carro #34 da Inter Europol, que liderava a LMP2 e ficou sem a roda dianteira esquerda. Logo depois de Novalak ir aos boxes para os reparos, a bandeira verde entrou em ação.

Com 3h35min de prova, porém, a bandeira amarela entrou mais uma vez em toda a pista por um acidente na LMP2 entre o #22 da United Autosport, de Nolan Siegel, e o #33 da DKR, pilotado por René Binder. A bandeira verde foi agitada rapidamente, e Michael Christensen pisou fundo no Porsche Penske #5 para tentar passar Fuoco, da Ferrari #50. O italiano, no entanto, fez jogo duro e sustentou a posição.

Com pouco menos de 3h de corrida, Valentino Rossi fez sua estreia nas 24 Horas de Le Mans no carro #46 da WRT e assumiu o comando com um pneu gasto de 35 voltas. Logo em seguida, o líder Shwartzman também parou e ainda voltou em primeiro, à frente das duas Toyota. O #7 da equipe japonesa, entretanto, foi aos boxes e trocou Kobayashi por José María López, que substituiu o lesionado Mike Conway na prova.

Flohr se envolveu em novo problema e acertou com força a barreira de proteção em Le Mans (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Por não respeitar os procedimentos de bandeira amarela, o Porsche Penske #4 recebeu um drive-through da direção de prova, assim como o Duqueine #30 e o #77 da Proton. Pouco antes, Felipe Drugovich substituiu Aitken no Cadillac #311 e estreou nas 24 Horas de Le Mans. Em ritmo acelerado, Hartley encostou de vez em Tandy com 4h11min de corrida e passou a brigar pela quarta colocação.

Na liderança, Shwartzman seguiu imprimindo muita velocidade e abriu 41s para Miguel Molina, o segundo colocado, enquanto o Porsche Penske #5 de Matt Campbell seguia em terceiro. Na volta seguinte, Tandy foi aos boxes ao ser alertado de que a asa traseira estava solta e deixou o carro para a entrada de Mathieu Jaminet. Em pit-stop atrapalhado, a equipe precisou substituir o item por outro e perdeu bastante tempo.

Com a liderança de Shwartzman estabilizada, López passou a travar uma guerra com Ilott e Mirko Bortolotti e acabou perdendo a sexta posição para o britânico. Algumas curvas depois, porém, o argentino deu o troco. Enquanto isso, Drugovich ganhava posições e assumia o décimo lugar com 4h25min de prova. Neste momento, a Ferrari #50 foi aos boxes com Molina e perdeu a segunda colocação para a Porsche Penske #5, ainda nas mãos de Campbell. No retorno à pista, Miguel voltou em sétimo.

Depois de um longo stint, Shwartzman enfim foi aos boxes com a AF Corse #83 e deixou a vaga para Yifei Ye. Campbell entrou no pit-lane logo em seguida, o que fez com que Hartley tomasse a liderança da corrida pela primeira vez. Na Ferrari #51, Alessandro Pier Guidi assumiu o segundo posto. Em sétimo, Molina aproveitou o retorno de Matt dos boxes, encostou no rival e tomou o sexto lugar para a Ferrari #50.

Frijns bateu com força no muro e destruiu a BMW #20 (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Com pouco menos de 5h de corrida, Renger van der Zande perdeu a frente do carro em uma das entradas de curva e atingiu a barreira de proteção com o Cadillac #3, mas conseguiu permanecer na pista. Em seguida, López fez a oitava parada do Toyota #7, reabasteceu, mas manteve o mesmo jogo de pneus. Aproveitando as paradas à frente, Drugovich manteve o ritmo e alcançou o sétimo lugar na 74ª volta.

Líder da prova, Hartley fez o pit-stop no giro seguinte e foi seguido pelo segundo colocado Pier Guidi, que deixou o carro para o retorno de Giovinazzi. Ilott também entrou com a Jota, e a AF Corse #83 de Ye tomou a ponta. Molina assumiu o segundo lugar, enquanto Campbell passou a ser o terceiro. Na mesma volta, Drugovich foi aos boxes e voltou à pista em 11º, atrás do Cadillac #2 de Álex Palou.

Curvas depois, o brasileiro travou uma batalha particular com Kévin Estre, que veio no encalço com a Porsche Penske #6, botou por fora e tomou o 11º posto. Neste momento, o líder Ye tinha cerca de 13s de vantagem para Molina. Felipe foi para cima de Estre mais uma vez, e o pole da prova jogou duro para sustentar a posição.

Com problemas de motor, a Alpine #35 soltou fumaça na volta 76 e encostou com 4h48min de corrida. Com isso, a direção de prova decidiu por uma nova zona lenta no setor, mas optou por manter a bandeira verde no restante da pista. Em ritmo forte, Estre abriu vantagem em relação a Drugovich e ainda ultrapassou Palou, assumindo a décima colocação da prova. O bicampeão da Indy, porém, não aceitou com facilidade e retomou o posto em seguida.

Com Shwartzman, a AF Corse #83 permaneceu durante um bom tempo na liderança (Foto: DPPI)

Na volta 79, o Lamborghini #85 da Iron Dames foi acertado pela Porsche Penske #4 de Jaminet, rodou e parou na pista, o que causou a entrada de uma nova bandeira amarela. Desta vez, porém, por pouco tempo. Em seguida, a direção de prova anunciou que a Toyota #7, a Isotta Fraschini #11 e a JMW #66 foram punidas com um drive-through por violarem as regras da zona lenta.

Com 5h completadas de corrida, a AF Corse #83 seguia na liderança. Ferrari #50, Porsche Penske #5, Toyota #8, Toyota #7, Ferrari #51, Jota #12, Cadillac #2, Porsche Penske #6 e Cadillac #311 completavam o top-10. Na LMP2, a liderança era da Vector #10, com Stéphane Richelmi, e Rossi seguia na ponta da LMGT3 com a WRT #46.

López cumpriu a punição com 5h05min de prova e voltou na oitava posição, atrás de Palou. Por acertar o carro da Iron Dames, Jaminet também foi punido com um drive-through e perdeu uma série de posições. Líder da prova, Ye foi aos boxes com 5h15min e optou apenas pelo reabastecimento, sem troca de pneus. Em seguida, a Porsche Penske #5 também entrou e deixou a liderança para o Toyota #8 de Hartley. A AF Corse #83 voltou na segunda posição, 24s atrás do carro japonês.

Na LMGT3, a batalha pela vitória seguia. Com uma parada a mais, Joel Sturm levou o carro #92 da Manthey PureRXcing à ponta da classe, com Rossi pouco mais de 3s atrás. Depois que López foi aos boxes, Drugovich abriu vantagem na oitava colocação e Jenson Button tomou o nono posto. Instantes depois, o líder Hartley também entrou e voltou em quarto. Ye reassumiu a liderança da corrida em Le Mans, com Molina em segundo e Campbell em terceiro.

Com problemas na asa traseira, a Porsche Penske #4 perdeu muito tempo nos boxes (Foto: DPPI)

Com 6h33min de prova, a briga era entre os dois carros da Jota. Jenson Button, no carro #38, foi para o ataque e superou Norman Nato, do #12, e subiu para a quinta colocação. Neste momento, quem também sofria era a Alpine #36, que entrou nos boxes com problemas e teve a corrida comprometida.

Na briga pela liderança dos hipercarros, Miguel Molina fez 3min29s108 com a Ferrari #50. Logo depois, na LMP2, o carro #9 da Proton enfrentou problemas e encostou na beira da pista, causando bandeira amarela e, depois, uma slow zone na curva 9.

Aproveitando o momento, a Ferrari #50 parou nos boxes. Além disso, Miguel Molina saiu para a entrada de Nicklas Nielsen. Na parte de trás da pista, a chuva apareceu e rapidamente molhou o circuito de Le Mans, forçando muitas equipes a retornarem para o pit-lane. O traçado molhado causou um verdadeiro caos para todos os pilotos. O United Autosports #95, com Hiroshi Hamaguchi, escapou no fim da reta principal e passeou pela caixa de brita, mas rapidamente conseguiu retornar.

Após as inesperadas paradas pela chuva, a AF Corse #83 seguiu na liderança — agora comandada por Robert Kubica —, com a Porsche Penske #5 cerca de 50s atrás. A Ferrari #50 optou por ficar na pista com pneus slicks e viu a aproximação do Toyota #8.

Ferdinand Habsburg encostou a Alpine #35 depois de problemas no motor (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Líder na LMP2, o Cool Racing #37, comandado por Lorenzo Fluxá, acabou rodando e saindo da pista na chicane. Mesmo assim, retornou com 13s de vantagem para Stéphane Richelmi no Vector #10.

Com 6h10min de prova, o Iron Lynx #60 da classe LMGT3 perdeu o controle e bateu, causando a bandeira amarela na pista inteira para retirada de destroços do carro, que ficaram no meio do circuito. Por conta de infrações na zona lenta, a direção de prova puniu três hipercarros: Jota #12, Peugeot #93 e Lamborghini #19. No mesmo instante, o carro #60 voltou para a garagem depois do acidente.

O drama continuou reinando no cair da noite em Le Mans. A 17h35min para o fim da prova, Sébastien Bourdais perdeu o controle do Cadillac #3, escorregou de traseira e foi para a caixa de brita, mas conseguiu se recuperar e voltar para a pista. No momento, o francês ocupava a 14ª posição.

O BMW #15 foi tocado e acabou batendo com força no muro (Vídeo: Reprodução/GRANDE PRÊMIO)

Na frente, o Porsche Penske #5 foi para os boxes quando ocupava a segunda colocação com Frédéric Makowiecki. Por conta disso, caiu para o terceiro posto, atrás da folgada líder AF Corse #83 — que também foi para o pit-lane e colocou pneus slicks. A estratégia ajudou a Ferrari #50, que havia optado por não calçar pneus de chuva e saltou para o segundo posto.

Com 6h35min de corrida em Le Mans, mais um acidente. O BMW #15, comandado por Dries Vanthoor, foi tocado na reta pela AF Corse #83, rodou e bateu com força no muro. Por conta disso, a direção de prova acionou o safety-car. Imediatamente, os comissários abriram investigação contra o líder Kubica.

Quem também teve problema foi o Inception #70, da classe LGMT3, que recolheu com problemas de motor. Enquanto isso, muitas equipes aproveitaram o safety-car para entrarem nos boxes, como a Ferrari #50, que caiu de segundo para quarto. Enquanto isso, seguiam os reparos na proteção danificada pela batida do BMW.

Neste momento, a AF Corse #83 ainda liderava nos hipercarros, seguido por Porsche Penske #5, Toyota #8, Ferrari #50 e Porsche Penske #6. O Cadillac #311 aparecia no décimo posto. A LMP2 seguia com o Cool Racing #37 na ponta; na LMGT3, o líder era o Manthey #91.

Cachorro invadiu a pista durante a presença do safety-car (Foto: Reprodução)

O caos continuava reinando nas 24 Horas de Le Mans mesmo com o safety-car na pista. Um cachorro foi flagrado correndo na reta oposta do circuito francês e o carro #46, comandado por Valentino Rossi, precisou entrar no pit-lane para pagar punição. A chuva, ainda que leve, também apareceu novamente no Circuit de la Sarthe.

Após 1h45min de safety-car e o aumento da chuva, a relargada foi dada e quase todas as equipes dos hipercarros entraram para as trocas de pneus. O Porsche Penske #5 ficou e tomou a dianteira, seguido pelo Cadillac #311 — comandado pelo brasileiro Pipo Derani neste momento.

Com pneus adequados, Kubica acelerou a AF Corse #83, caçou o Porsche Penske #5 e retomou a liderança, mas foi punido em 30s por atingir o BMW #15 no incidente que causou o safety-car anterior. O Toyota #8, com Ryo Hirakawa, aparecia na segunda colocação, 9s atrás do ponteiro.

Mais atrás, o Porsche Penske #6 subiu para terceiro, seguido pelo Toyota #7. Ainda com pneus slicks, o Porsche Penske #5 continuou com pouco rendimento e caiu para sexto, também superado pela Ferrari #50.

O carro #30 da Duqueine, da classe LMP2, sofreu com problemas no motor na reta oposta de Le Mans e abandonou a disputa com Jean-Baptiste Simmenauer no comando. Com isso, a direção de prova anunciou a entrada da ‘slow zone’ no local e novas bandeiras amarelas.

O carro #30 enfrentou problemas de motor e abandonou (Vídeo: Reprodução/GRANDE PRÊMIO)

A AF Corse #83 aproveitou o momento para entrar nos boxes e cumprir a punição de 30s, caindo para o sexto lugar, com 53s de desvantagem para o novo líder — o Toyota #8 comandando por Ryo Hirakawa.

A bandeira verde apareceu com 8h41min para o fim da corrida em Le Mans. E logo a bandeira amarela apareceu: Ahmad Al Harthy, do WRT #46 — o mesmo de Valentino Rossi — errou na primeira chicane, rodou e encheu a proteção de pneus. O carro da LMGT3 precisou ser rebocado pelos fiscais e saiu da disputa.

Nos hipercarros, o Cadillac #2 se aproveitou de um vacilo da Ferrari #50 para superar a rival e assumir a quarta colocação. Logo depois, começou a se defender dos ataques dos italianos em uma intensa disputa na noite francesa. Em seguida, porém, Alex Lynn abriu distância para Antonio Fuoco.

Logo depois, outra briga que se avizinhou foi entre a AF Corse #83, ainda com Robert Kubica, e a Ferrari #51, com James Calado. Precisando escapar do intenso tráfego em Le Mans, a diferença ficava na casa de 1s entre os rivais da mesma montadora.

O carro #46 se enrolou com a pista molhada, rodou e saiu da prova (Foto: Charly Lopez/DPPI)

Após 9h de corrida, o Toyota #8 seguia na liderança em Le Mans, seguido por Porsche Penske #6, Toyota #7, Cadillac #2, Ferrari #50, AF Corse #83 e Ferrari #51. Na LMP2, O #24 da Nielsen Racing aparecia na ponta, enquanto a liderança da LMGT3 seguia com a Manthey #91.

Neste momento, os carros voltaram aos boxes, com o Cadillac #2 — agora pilotado por Earl Bamber — retornando à pista em sétimo e a Ferrari #51 na nona colocação. Em seguida, foi a vez do #66, da classe LMGT3, sofrer um problema e encostar o carro na beira do traçado, causando uma superlotação do pit-lane. Ainda houve mais caos com o carro JMW #66 parado na pista, com problemas.

Após as paradas nos boxes, o Toyota #8 seguiu na liderança — agora com Sébastien Buemi no comando —, acompanhado por Porsche Penske #6, Toyota #7, Cadillac #2 e Ferrari #50. A AF Corse #83 ocupava a sexta colocação.

No meio da noite francesa, a Ferrari #50 superou o Cadillac #2 e voltou para a quarta posição. Neste momento, com 8h30min de prova, no entanto, poucas mudanças aconteciam nas primeiras colocações da longa corrida.

AF Corse #83 foi punido e perdeu a liderança em Le Mans (Foto: Charly Lopez/DPPI)

De repente, a disputa pela liderança da prova cresceu. Laurens Vanthoor forçou o ritmo de seu Porsche Penske #6 e chegou a ficar 0s8 atrás do Toyota #8, que tinha Sébastien Buemi no comando. A dupla ficou próxima por diversas voltas, mas o piloto belga não conseguiu armar o bote, ficando cerca de 1s2 atrás.

Na classe LMGT3, mais caos e drama. Jordan Taylor, da Spirit of Race #155, foi tocado por Grégoire Saucy no United Autosports #59 e ficou parado na caixa de brita. Com isso, causou mais uma bandeira amarela. Logo depois, o #155 conseguiu sair do local.

No momento da amarela, diversos pilotos pararam nos boxes. O Toyota #8 seguiu na liderança, com Porsche Penske #6 — sob comando de André Lotterer e 11s atrás —, Ferrari #50, Toyota #7 e AF Corse #83 na sequência. Com 10h15min de prova, o McLaren #95 da United Autosports rodou na chicane Daytona, causando susto em muitos competidores e rápida bandeira amarela, mas se recuperou imediatamente e voltou para a disputa. Depois, o #45 da Crowdstrike perdeu o pneu na reta oposta e causou mais uma bandeira amarela localizada.

Após 11h, a liderança em Le Mans era do Toyota #8, seguido pelo Porsche Penske #6, Toyota #7, Cadillac #2 e Ferrari #50. Na LMP2, a AF Corse #183 aparecia na dianteira. Na LMGT3, a ponta era do McLaren #59 da United Autosports, de Nicolas Costa.

Toyota #8 tomou a dianteira com folga no meio da prova (Foto: Charly Lopez/DPPI)

O início da manhã em Le Mans trouxe, além da volta da chuva, uma série de mudanças estratégicas que alteraram o pelotão. Ainda com a Toyota #8 na ponta, Porsche Penske #6 e Toyota #7 optaram por calçar os pneus slicks antes e viram o plano dar certo. Com isso, assumiram os dois primeiros lugares com Laurens Vanthoor e Nyck de Vries, respectivamente.

Entre 7h e 6h restantes de corrida, o pelotão viu vários problemas em sequência: primeiro, Felipe Nasr perdeu o controle da Porsche Penske #4 e bateu com força na barreira de proteção, o que causou uma zona lenta no setor. Depois, Daniel Mancinelli sofreu o mesmo no Heart of Racing #27 e chegou a deixar o carro de cabeça para baixo na pista, o que trouxe mais uma entrada do safety-car.

Neste momento, o top-10 tinha a seguinte ordem: Porsche Penske #6 [Laurens Vanthoor], Toyota #8 [Ryo Hirakawa], Cadillac #2 [Earl Bamber], Porsche Penske #5 [Frédéric Makowiecki], AF Corse #83 [Robert Shwartzman], Ferrari #50 [Antonio Fuoco], Toyota #7 [Kamui Kobayashi], Jota #12 [Norman Nato], Jota #38 [Jenson Button] e Cadillac #3 [Scott Dixon].

Assim que o relógio passou a marcar menos de 6h para o fim da corrida, ainda com o safety-car na pista, a liderança mudou. Enquanto o Porsche Penske #6 foi aos boxes e trocou Vanthoor por Estre, o Toyota #8 viu De Vries deixar o carro para a entrada de Buemi. Instantes depois, mesmo em ritmo mais lento devido ao carro de segurança, Nico Müller foi na barreira de proteção com o Peugeot #93 e ficou parado na caixa de brita.

Nasr bateu com força na barreira de proteção durante a manhã em Le Mans (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Na sequência, mais um problema: com Scott Dixon no comando, o Cadillac #3 ficou parado na pista. O neozelandês fez de tudo para voltar à velocidade normal, mas perdeu muito tempo até retornar. No fim, recebeu o comando da equipe de voltar aos boxes ou encostar o carro. Utilizando apenas a parte elétrica do motor, o piloto da Indy se arrastou de volta ao pit-lane.

A rodada de paradas nos boxes, porém, não trouxe mudanças apenas entre os primeiros colocados dos hipercarros. A Vector Sport #10 tomou a ponta da LMP2 das mãos da AF Corse #183 e passou a ter Patrick Pilet à frente, com Lorenzo Fluxá, da Cool Racing #37, em segundo. Nicolás Varrone era o terceiro com o carro italiano. A mudança também veio na LMGT3, com o Akkodis #87 de Jack Hawksworth tomando o primeiro lugar da Iron Dames #85.

A bandeira verde veio com 5h27min restantes de corrida, e o Cadillac #2 manteve a ponta sem maiores problemas. Mais atrás, Kobayashi partiu para cima de Fuoco, que precisou sustentar a pressão do japonês pelo quarto lugar. Para evitar a aproximação do rival, o italiano atacou Shwartzman na AF Corse #83 e tomou o terceiro posto, mas cometeu um pequeno erro e foi ultrapassado de novo.

A briga seguiu envolvendo os três carros, que chegaram a ficar lado a lado algumas curvas depois. Em lance impressionante, Shwartzman se segurou e continuou à frente. Mais atrás, Derani perdeu o controle e bateu com força no mesmo ponto em que o Heart of Racing #27 havia colidido. O brasileiro, porém, conseguiu retornar à pista e se encaminhou aos boxes lentamente, com o carro bastante danificado.

Dixon ficou parado na pista com problemas no motor e precisou se arrastar aos boxes (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Mais rápido que o companheiro de Toyota, Buemi inverteu posições com Kobayashi e assumiu o quinto lugar, mas Estre aproveitou no Porsche Penske #6 e também deixou o japonês para trás. Enquanto isso, a briga seguia entre a Ferrari #50 e a AF Corse #83. Mais uma vez, Fuoco foi para cima de Shwartzman e passou o russo na tentativa de se aproximar dos dois primeiros. Em terceiro, o italiano tinha menos combustível e apresentava ritmo melhor do que o líder Bamber, do Cadillac #2.

Enquanto a barreira de proteção era consertada após a pancada de Derani, uma zona lenta foi introduzida pela direção de prova no setor. Bamber abriu 3s em relação ao segundo colocado Makowiecki, mas Fuoco encostou de vez no vice-líder e levou Shwartzman consigo. Logo em seguida, porém, com 5h07min restantes, o Cadillac #2 foi aos boxes e deixou a ponta da prova para o Porsche Penske #5.

Na volta 230, Fuoco aproveitou o ritmo superior, foi para cima de Makowiecki e tomou a liderança para a Ferrari #50. Com o tanque vazio, o francês se encaminhou aos boxes na volta 232 e deixou o segundo lugar para a AF Corse #83, que viu Buemi encostar de vez com o Toyota #8. Vencedora da prova em 2023, a Ferrari #51 foi aos boxes com 4h48min, trocou pneus e fez o reabastecimento, mas manteve Calado ao volante.

Em seguida, os cinco primeiros da corrida — Ferrari #50, AF Corse #83, Toyota #8, Porsche Penske #6 e Toyota #7 — também se dirigiram ao pit-lane. Assim, a liderança mudou mais uma vez e caiu nas mãos de Bamber, que seguia no comando do Cadillac #2 com 4h44min para o fim. Todos os outros voltaram à pista nas posições seguintes.

Depois da relargada, Derani bateu forte com o Cadillac #311 em Le Mans (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Kobayashi e Estre, então, passaram a duelar pela quinta colocação. O japonês chegou a passar, mas o pole deu o troco e aproveitou a negociação de ultrapassagem com um dos carros da LMGT3 para abrir distância mais uma vez em relação ao rival da Toyota. Fuoco voltou à ponta da corrida com 4h23min restantes, quando Bamber foi aos boxes, e a AF Corse #83 assumiu o segundo lugar — à frente da Toyota #8.

Kamui, porém, acusou um furo de pneu e precisou fazer um pit-stop de emergência para trocar os compostos, deixando Estre mais confortável no quarto lugar. O japonês voltou apenas em décimo, atrás do Cadillac #2 — que trocou Bamber por Palou. No carro do brasileiro Nicolas Costa, Grégoire Saucy encostou a McLaren #59 da United Autosports com 4h14min para o fim da corrida, o que causou a entrada da bandeira amarela em toda a pista.

Nos pelotões de trás, a liderança da LMP2 era de Ritomo Miyata, da Cool Racing #37, seguido por Nicolás Varrone, da AF Corse #183, e Nolan Siegel, da United Autosports #22. Na LMGT3, Morris Schuring comandava a Manthey #91 na ponta, com Mikkel Pedersen em segundo no Proton #88 e Farfus — único brasileiro em posição de brigar por vitória — em terceiro no WRT #31.

Na retomada da bandeira verde, Buemi deu um show de experiência e logo foi para cima de Shwartzman. Em manobra por fora, o suíço botou de lado e tomou o segundo lugar da AF Corse #83 para delírio da Toyota. Neste momento, Sébastien se colocou a 1s3 do líder Fuoco, que comandava a Ferrari #50. Na LMGT3, Farfus assumiu o segundo lugar ao aproveitar a parada do Proton #88.

Mancinelli capotou o carro da Heart of Racing em forte batida em Le Mans (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Segundo colocado, Buemi foi aos boxes mais uma vez com 4h03min para o encerramento da prova e voltou à pista em sexto, atrás do Cadillac #2 de Palou. Em disputa intensa na LMP2, Novalak aproveitou erro de Pilet na curva Indianápolis e assumiu a liderança com a Inter Europol #34.

Lá na frente, os três primeiros optaram por parar com 4h restantes. A Ferrari #50, então, trocou Fuoco por Molina, e Palou retomou a ponta para a Cadillac #2. Quem sofreu foi a AF Corse #83, que viu muita fumaça na parte dianteira do carro e precisou encaminhar o carro para a garagem. Com isso, a equipe lamentou enquanto as chances de vitória iam pelos ares de vez.

No segundo lugar entre os carros da LMGT3, Farfus encostou de vez no #91 da Manthey e diminuiu a distância para menos de 1s com 3h45min restantes. Os dois líderes da corrida, então, passaram a imprimir um ritmo mais forte ainda e registraram suas voltas mais rápidas da prova no 252º giro. A melhor marca ficou com o líder Palou, com 3min28s938 — o primeiro em toda a corrida a atingir a casa de 3min28s.

Álex, entretanto, parou e deixou a liderança para Buemi. Logo depois de a Ferrari inverter as posições dos carros #50 e #51, colocando Molina no segundo lugar, Kobayashi foi aos boxes e saiu do Toyota #7 para a entrada de López. O carro japonês, então, voltou à pista em sétimo. Neste momento, o Toyota #8 tinha 6s5 de vantagem na liderança para a Ferrari #50.

AF Corse #83 abandonou chances de vitória com 4h restantes de prova em Le Mans (Foto: DPPI)

A Ferrari #51, terceira colocada àquela altura, foi aos boxes e trocou Calado por Pier Guidi. A parada, porém, custou uma posição, já que o Porsche Penske #6 também parou e voltou mais rápido. Com isso, Estre assumiu o sexto lugar, enquanto o carro italiano retornou em sétimo. Líder, Buemi também se dirigiu ao pit-lane em seguida e deixou o carro para a entrada de Hartley. Neste momento, Molina tomou o primeiro lugar com a Ferrari #50.

A Toyota ainda foi forçada a fazer mais uma parada no outro carro, já que López sofreu um furo no pneu dianteiro direito e passou a perder pressão. O argentino voltou à pista em sétimo, atrás da Ferrari #51 de Pier Guidi. Depois que a Ferrari #50 também partiu para o pit-lane, a liderança da prova ficou novamente com Palou.

A briga pegou fogo de vez entre Estre e Pier Guidi com pouco mais de 3h para o fim, e os dois começaram a duelar pela quarta colocação. O francês fez de tudo para segurar o italiano, que aproveitou o vácuo para deixar a Porsche Penske #6 para trás. Enquanto a briga seguia na pista, Palou levou o Cadillac #2 aos boxes e deixou o carro para a entrada de Alex Lynn. Com isso, a Ferrari #50 voltou à ponta com Molina.

A nova janela de paradas trouxe mudanças no top-10, mas não alterou a liderança da corrida com 2h30min para o fim. Molina parou e voltou em primeiro com a Ferrari #50, seguido pelo Toyota #8 de Hartley. Pier Guidi era o terceiro na Ferrari #51, com o Cadillac #2 de Lynn atrás. López, no Toyota #8, fechava os cinco primeiros. Siegel ocupava a ponta da LMP2 com a United Autosports #22, enquanto Sean Gelael liderava a LMGT3 com o WRT #31 — carro de Farfus.

Pier Guidi bateu em Hartley e acabou com as chances de vitória da Toyota #8 (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

A disputa pela vitória da LMGT3 se manteve forte, e Richard Lietz atacou Gelael para tomar a ponta para o Manthey #91 mais uma vez com 2h17min restantes. Enquanto Molina seguia na liderança dos hipercarros, Hartley imprimia forte ritmo e se aproximava da ponta. Na volta 274, o neozelandês foi quase 1s5 mais rápido que o italiano e cortou a desvantagem para menos de 4s.

Com o anúncio de que a chuva voltaria ao Circuito de La Sarthe, as paradas seguintes incluíram pneus de chuva para todos que foram aos boxes. O primeiro a calçar os compostos foi Lynn, no Cadillac #2, e o Jota #12 seguiu o mesmo plano segundos depois. Todos os ponteiros se encaminharam ao pit-lane logo em seguida e partiram para as estratégias de chuva. O único que optou por uma estratégia diferente foi o Porsche Penske #6, que ficou na pista e assumiu a liderança.

Com Nielsen de volta ao volante, a Ferrari #50 retornou ao traçado no segundo lugar, seguida pelo Toyota #8 de Hartley. No top-10, apenas Vanthoor, líder com o Porsche Penske #6, continuou com pneus para pista seca — mas mudou de ideia na volta seguinte e também calçou os compostos de chuva. Com a parada, a Ferrari #50 retomou a liderança com 11s de vantagem para Hartley.

O conforto da equipe italiana aumentou muito na volta 281, porém. Em um traçado já bastante molhado, Pier Guidi foi para cima de Hartley, forçou a barra e atingiu o Toyota #8 — que rodou. A partir daí, a Ferrari passou a ter os dois primeiros lugares, com o #50 à frente do #51 por 16s7. Brendon, por sua vez, despencou para o sexto lugar.

United Autosports #22 venceu em Le Mans pela classe LMP2 (Foto: DPPI)

Com 1h45min restantes, López se aproximou de vez de Pier Guidi e começou a pressionar o italiano. Depois de se tocarem em uma das chicanes da pista, o argentino fez uma nova tentativa e deixou o rival para trás na 285ª volta. Enquanto Nielsen lutava com uma porta aberta, a direção de prova avisou à Ferrari de que o piloto seria obrigado a ir aos boxes caso não conseguisse fechá-la. Foi exatamente o que o dinamarquês precisou fazer com 1h42min para o fim, o que colocou a Toyota #7 na liderança.

López seguiu imprimindo forte ritmo com a pista molhada e abriu 9s para a Ferrari #51 na volta 286, com 1h36min para o fim. O Cadillac #2 seguia em terceiro, com o Porsche Penske #6 em quarto e a Ferrari #50 em quinto lugar depois da parada nos boxes. A chuva apertou de vez com 1h30min restantes no relógio, e Pier Guidi começou a se aproximar do argentino.

O líder López se encaminhou aos boxes com 1h18min para o fim, ao mesmo tempo em que a direção de prova anunciou 5s de punição à Ferrari #51 pela batida de Pier Guidi em Hartley. Com a parada do Toyota #7, o carro japonês voltou em terceiro, e Nielsen voltou à liderança. Entre os dois, aparecia o Toyota #8, ainda com Hartley ao volante. Logo depois, o neozelandês — que atingiu o limite de avisos por passar por fora da pista — foi ao pit-lane e cedeu a vaga para Buemi, que passou a ocupar o quinto posto.

Com 1h para a bandeirada, a Ferrari #50 tinha 32s de vantagem para a Toyota #7, mas com menos combustível no tanque. A Ferrari #51 aparecia no terceiro lugar, 59s atrás dos líderes, enquanto a Porsche Penske #6 tinha 1min17s de déficit. No entanto, López cometeu um erro grave com 58min para o fim, perdeu a traseira e rodou. Com isso, Nielsen abriu 48s para o argentino.

López rodou com menos de 1h para o final, mas seguiu na prova em Le Mans (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Com o tanque quase vazio, o dinamarquês puxou a Ferrari #50 para os boxes com 50min restantes de prova, fez o reabastecimento e manteve o mesmo jogo de pneus. López, então, reassumiu a ponta com o Toyota #7 e viu a Ferrari #51 ocupar o segundo lugar em Le Mans. Nielsen voltou em terceiro, à frente da Porsche Penske #6 de Vanthoor.

A última parada programada do Toyota #7 aconteceu na volta 300, com 42min para o encerramento. A Ferrari #51 também entrou, o que deixou novamente o carro #50 da equipe italiana na primeira colocação — mas com menos combustível que o argentino. Programando mais uma parada, Buemi passou López na volta 302 e assumiu o segundo lugar.

Se o drama da Ferrari quase colocou tudo a perder na parte final da prova, foi a Toyota que passou a sofrer na última meia hora de corrida. Com perda de potência, López diminuiu o ritmo e viu Nielsen abrir mais de 40s na liderança. Ainda que tenha resolvido o problema, o argentino passou a ter uma distância ainda maior para cobrir. Buemi enfim parou com 25min para o fim, o que restaurou a segunda colocação para a Toyota #7 — mas com 37s para a liderança.

Nos últimos 20min, o cenário era o seguinte: Nielsen ocupava a liderança sob chuva, economizando o máximo possível de combustível, enquanto López acelerava tudo e tentava recuperar o tempo perdido. Tirando de 3s a 4s por volta, o argentino se aproximava cada vez mais, mas corria contra o relógio para voltar à liderança. Com uma pilotagem irretocável, porém, Nielsen se manteve em primeiro até o fim e garantiu a segunda vitória seguida da Ferrari em Le Mans — algo que não acontecia desde o penta entre 1960 e 1964.

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O Porsche #91 da Manthey e do trio Lietz, Schuring e Shahin venceu na classe LMGT3 (Foto: DPPI)
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