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Stop & Go — Alejandro Agag: “Bernie é um gênio. Ele criou um espetáculo incrível”

“Bernie criou um espetáculo incrível com a F1. Mas nós acreditamos muito nas mídias sociais. Nós acreditamos fortemente no Twitter, no Facebook, no YouTube. E também queremos o público jovem”

Revista Warm Up / VICTOR MARTINS, de Punta del Este
(Arte: Bruno Mantovani)
Não, ele não é e nem quer ser visto como o “gênio” Bernie Ecclestone da F-E. Mas não deixa de ser impressionante que, a partir do momento em que o campeonato dos carros elétricos foi pensado, há dois anos, Alejandro Agag tenha sido tão bem sucedido a ponto de ver o público mais empolgado com suas corridas de que as da principal categoria do mundo. E o espanhol tem suas diferenças ideológicas. Mais adaptado aos tempos modernos, vê na internet a grande base de seus fãs.
 
A F-E é uma realidade. Ainda que os fãs tenham de se acostumar melhor com o barulho dos carros, as corridas empolgam – as de Punta del Este e Buenos Aires foram de se aplaudir. E ainda sem estar na metade da temporada, Agag já pensa na próxima. Quer pelo menos outras três montadoras no meio – e a Red Bull anda pousando por perto. Também estuda correr à noite. E não vai sossegar enquanto não trouxer seu grupo para o Brasil
 
GRANDE PRÊMIO: A F-E tinha colocado inicialmente uma corrida nas ruas do Rio de Janeiro. Na sequência, a etapa foi retirada, recolocada e, por fim, novamente eliminada. O que ocorreu?
 
Alejandro Agag: A princípio, nós iríamos correr no Rio. Mas a cidade estava complicada e atrapalhada para sediar os jogos da Copa do Mundo e se preparando para as Olimpíadas. Foi difícil encontrar espaço para fazer a corrida sem causar problema demais. Então decidimos adiar a opção de realizá-la no Brasil.
 
É um fato consumado? E não havia opção de tentar outras grandes cidades? 
 
Sim, pode ser em outra cidade ou lá, depende. Estamos em conversas com outras cidades no Brasil também porque a ideia é correr no país. Nós queremos muito, até porque temos pelo menos três pilotos muitos bons disputando o campeonato. As negociações estão em andamento.
 
Pode dizer quais são estas cidades?
 
Hum, melhor não... prefiro não dizer para que não haja uma ‘guerra’ entre elas.
 
Você havia dito que o campeonato vai ter uma nova cara no ano que vem, que vai deixar de ser monomarca. Como é que vai ser exatamente, algo como na F1 em que podem ser equipes/montadoras ou parceiras dos times?
 
A ideia é ser como na F1 antiga, quando tinha a Williams com a BMW ou a McLaren com a Mercedes, por exemplo. Nós queremos que as grandes fabricantes se aliem com as equipes para que haja um desenvolvimento da tecnologia.
 
A Mercedes, recentemente, disse que tem interesse e que vale a pena prestar atenção na F-E. Já há conversas para a próxima temporada?
 
Sim, não com a gente, mas diretamente com as equipes. Sei que há conversas distintas com várias partes e li as declarações dos dirigentes da Mercedes. Acho que isso é muito positivo e torço para que outras marcas se interessem em nosso campeonato.
 
O que seria um bom campeonato em 2015/2016 em relação ao número de marcas?
 
Acho que no ano que vem vamos ter pelo menos quatro ou cinco montadoras. 
Alejandro Agag, dirigente da F-E (Foto: Reuters)
 De certa forma, pode-se concluir que sua figura não é como a de Bernie Ecclestone, que é o centro da F1 e tudo se passa por ele. Você seria o comandante...
 
As equipes é que são o centro. 
 
E como você se compara a Ecclestone? O que você faz e evita fazer vendo nele o homem que comanda a F1? Ele de alguma forma é um exemplo?
 
Sim, sim, é um exemplo muito bom. Bernie é um gênio. Ele criou um espetáculo incrível com a F1. Talvez a única diferença que a gente tenha para ele e seu negócio é que acreditamos muito nas mídias sociais. Nós acreditamos fortemente no Twitter, no Facebook, no YouTube. E também queremos o público jovem aqui. 
 
Desde a primeira corrida, você tem dito que tem de observar os erros para consertá-los. Das últimas para cá, estes erros foram menores? O que se deve mudar na F-E pelo que você observou?
 
Temos que melhorar muitas coisas. A transmissão de como fazemos os pit-stops e da corrida em geral pela televisão é uma delas. Também devemos prestar atenção nos desenhos dos circuitos e como colocar as publicidades em torno dele. Sempre tem coisas para melhorar, a cada corrida. Sempre.
 
Em relação aos lugares, já há outras cidades ou planos para a próxima temporada?
 
Estamos já pensando em corridas noturnas, mas a questão é verificar como produzir eletricidade para iluminar as ruas. 
 
 Helmut Marko, olheiro da Red Bull, esteve em Punta del Este para acompanhar o fim de semana da F-E. 
 
Ele é muito bem-vindo, muito bem-vindo. (risos) É que eu gosto muito de beber Red Bull...
 
Aliás, o antigo piloto deles, Sebastian Vettel, não é muito fã da F-E…
 
Eu admiro muito Vettel. Espero que um dia consiga convencê-lo a correr aqui. Eu respeito o que ele pensa, mas também respeito o que pensa Alain Prost, que está aqui com a gente e conhece toda a operação.
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