10+: As maiores vitórias de Prost na F1

Ao longo de 199 corridas no Mundial de F1, Alain Prost venceu 51 vezes. Algumas delas foram marcantes, outras, importantíssimas para que o francês escrevesse seu nome na história. O GRANDE PRÊMIO lista agora dez dos mais maiores triunfos do tetracampeão

*Com artes de RODRIGO BERTON

Alain Prost, que completa 60 anos nesta terça-feira (24), foi por 14 anos o maior vencedor da história do Mundial de F1. Com seus 51 triunfos, teve nas mãos este recorde entre 1987 e 2001, quando foi superado por Michael Schumacher. E, dentre as vitórias que conquistou, algumas foram marcantes pelas circunstâncias, outras importantíssimas para que seus objetivos fossem alcançados. O GRANDE PRÊMIO preparou uma lista com dez das maiores vitórias do tetracampeão mundial:

 
A primeira vez não se esquece. Alain Prost venceu o GP da França de 1981 com a Renault, no circuito de Dijon. Nelson Piquet estava dominando a prova até uma chuva torrencial paralisá-la após 58 de 80 voltas. Na relargada, Prost tomou a ponta e não foi ameaçado até receber a bandeirada com pouco mais de 2s para a McLaren de John Watson. Essa foi, também, a primeira de seis vitórias no GP da França.
Prost saiu da McLaren pela porta dos fundos em 1980, com o time em crise e incapaz de conquistar nenhum pódio. Mas o novo chefe, um tal de Ron Dennis, convenceu-lhe de que as coisas estavam diferentes e o recontratou para 1984. As pazes foram feitas em grande estilo: na reestreia, em Jacarepaguá, Prost celebrou o primeiro dos 30 triunfos que conquistaria pelo time. Na transmissão da TV Globo para o público brasileiro, tocou o 'Tema da Vitória'. 
Vencer a corrida do vice-campeonato certamente propicia uma sensação estranha ao piloto. No fundo, é um triunfo que não pode ser tão comemorado. Em 1984, em Estoril, Prost fez tudo o que podia fazer: venceu. Entretanto, Niki Lauda foi segundo e assegurou o tricampeonato por uma margem de somente 0,5 ponto.
Desde os tempos de Nino Farina e Alberto Ascari, a Itália só chegou perto de ter um campeão mundial em 1985, com Michele Alboreto representando a Ferrari. Ele era o líder até o GP da Itália, mas em Monza, diante de uma multidão de tifosi, o francês iniciou uma virada decisiva. Ganhou ali e disparou rumo ao primeiro título da carreira. Alboreto abandonou todas as cinco últimas provas e amargou o vice.
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Dizem que todo campeão precisa ter uma dose de sorte. Prost aliou competência à sorte no GP da Austrália de 1986, em Adelaide, quando largou com seis pontos de desvantagem para Nigel Mansell e ficou atrás do inglês por mais de dois terços da prova. De repente, as chances de título do Leão explodiram junto de um pneu, Piquet precisou ir aos boxes e o francês foi parar na liderança da prova com o abandono de Keke Rosberg. Com vitória, faturou o bi.
O campeonato de 1988 foi recheado de disputas entre Senna e Prost, mas nem sempre elas envolveram disputas diretas. Em Paul Ricard, envolveu. O brasileiro tomou a dianteira após um pit-stop desastroso de Prost, mas o rival saiu dos boxes babando em busca do carro #12. Senna chegou a cometer dois erros antes de se atrapalhar com um retardatário e ser surpreendido com uma linda manobra. Vitória de Prost.
Já com a mudança para a Ferrari definida, Prost fez sua primeira festa junto dos tifosi ainda correndo pela McLaren. No GP da Itália de 1989, venceu em Monza e foi aclamado pela multidão que tradicionalmente invade a pista para acompanhar o pódio. Lá de cima, o gaulês jogou o troféu pela galera em um gesto que não foi bem recebido pelo chefão da McLaren, Ron Dennis — por contrato, as taças pertenciam à equipe.
Depois de tanta tensão em 1989, Prost não conteve as lágrimas no retorno da F1 ao Autódromo de Interlagos. Após Senna enfiar o bico da McLaren na traseira de Satoru Nakajima, ele pulou para a ponta e disparou rumo à primeira vitória com a Ferrari justamente no GP do Brasil. Nos boxes, chorou e disse que aquela provavelmente havia sido a vitória mais marcante da carreira.
37 anos de idade, vindo de um ano sabático… E vitória na primeira corrida! O carro era superior, é verdade, mas Prost mostrou a todos como estava determinado a buscar o tetra ao vencer Ayrton Senna e Michael Schumacher em uma grande batalha no GP da África do Sul de 1993.
Foi ao ganhar o GP de Portugal de 1987 que Prost superou Jackie Stewart e se tornou o maior vencedor de GPs da F1, com 28. O escocês era o recordista desde 1973. Mas o número que está nos livros de história é outro: 51. No GP da Alemanha de 1993, Prost triunfou pela última vez. Seu recorde só seria superado 14 anos mais tarde, no GP da Bélgica de 2001, por Michael Schumacher.
 

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