F1

18º, Ocon diz que Force India tinha potencial para mais e torce por “chuva torrencial” para se recuperar

18º no grid de largada para o GP do Brasil, Esteban Ocon manifestou sua torcida por uma “chuva torrencial” para poder se recuperar em Interlagos. O #31 avaliou que a Force India tinha potencial para fazer mais, mas tampouco se beneficia da punição por troca de câmbio
Warm Up, de São Paulo / JULIANA TESSER, de Interlagos
 Esteban Ocon (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Esteban Ocon vai dormir sonhando com chuva. Só 18º no grid de largada para o GP do Brasil, o #31 torce por um verdadeiro temporal para conseguir se recuperar em Interlagos.
 
Depois de fechar a sexta-feira otimista com a performance da Force India, Ocon sentiu o primeiro baque depois de uma punição por troca de câmbio, mas neste sábado (10) as coisas ficaram ainda piores, já que, com 1min08s770 e os cinco lugares perdidos, o #31 vai largar apenas no fundo do pelotão.
Esteban Ocon vai sonhar com chuva (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Falando à imprensa após a classificação, Ocon não escondeu a decepção com o resultado e afirmou que a Force India tinha potencial para fazer melhor.
 
“Para ser honesto, acho que tínhamos ritmo para ir ao Q3, mas não conseguimos colocar tudo no lugar”, disse Ocon. “Nós fizemos uma mudança no acerto entre o TL3 e a classificação que não fez o que deveria e aí meu assoalho quebrou também, então eu perdi um pouco de downforce provavelmente por causa disso”, explicou.
 
“No geral, acho que teria sido apertado entrar no Q3, mas acho que poderíamos ter feito melhor”, opinou. “De qualquer forma, minha punição está me puxando para trás amanhã. Espero que caia uma chuva torrencial e eu tenha a oportunidade de me recuperar”, declarou.
 
Preferencialmente, aliás, a chuva seria bem-vinda no início da corrida.
 
“[A previsão] diz que pode chover na corrida, mas não diz no início. Para ser honesto, eu gostaria que fosse no começo”, contou.
 
Questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre o que espera de uma corrida no seco em Interlagos, Ocon respondeu: “Se não chover, claro, não será fácil. É um lugar difícil de ultrapassar”.
 
“O ritmo que nós temos não é muito ruim, mas precisa ser melhor do que isso para poder ultrapassar. Vai ser mais difícil se for no seco. Tudo pode acontecer”, concluiu.

12º no grid, Sergio Pérez também lamentou a ausência no Q3 e, assim como Ocon, considerou que a equipe era capaz de fazer mais.
 
“Foi uma sessão desafiadora e é desapontador perder o Q3 por uma margem tão pequena”, disse Pérez. “Tem sido um fim de semana difícil até aqui, tendo perdido tanto tempo de pista em um circuito onde meio décimo pode fazer uma grande diferença”, seguiu.
 
“A verdade é que não fomos tão competitivos quando esperávamos ser, mas acho que ainda podemos nos recuperar e ter uma corrida forte amanhã”, ponderou. “Nós realmente tivemos dificuldades no Q1, onde eu tive de usar um conjunto extra de pneus só para chegar ao Q2, o que significa que só tínhamos pneus usados quando a pista estava melhorando no fim do Q2 e não podíamos melhorar. Acho que nosso ritmo de verdade é melhor do que a velocidade que mostramos hoje e, se tivermos uma boa largada, estaremos em posição de brigar por pontos. O clima ainda pode desempenhar um grande papel, então vamos tentar recuperar um pouco do terreno que perdemos hoje”, completou.
 
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