5 coisas que aprendemos no lançamento do W15, carro da Mercedes para F1 2024

A quarta-feira (14) de Cinzas trouxe o W15, último carro da Mercedes pilotado por Lewis Hamilton e símbolo de esperança na briga por voltar a vencer na categoria. O GRANDE PRÊMIO destaca cinco questões a destacar do evento

A Mercedes lançou nesta quarta-feira (14) de Cinzas o W15, carro da equipe para a temporada 2024 da Fórmula 1. Buscando voltar à luta pelas vitórias depois de dois anos fora da briga, a equipe alemã mudou bastante as cores do monoposto em relação ao ano passado, voltando a usar o prata, mas escondeu o jogo sobre muitas das mudanças de design.

Além disso, a apresentação ficou marcada pela economia de expectativas, tanto por parte do chefe Toto Wolff quanto por George Russell e Lewis Hamilton — que parte para sua última temporada pela Mercedes antes de se juntar à Ferrari em 2025

Com tudo isso na conta, o GRANDE PRÊMIO traz cinco coisas que aprendemos na apresentação da Mercedes:

A Mercedes voltou a usar o prata em 2024 (Foto: Mercedes)

Pintura diferentona

Depois de um carro completamente preto em 2023, a Mercedes voltou a usar o prata e verde da equipe para 2024. A parte dianteira concentra as cores, com um degradê que termina em um design escuro na traseira. Ainda assim, o preto da fibra de carbono que se tornou comum na Fórmula 1, como forma de buscar a diminuição do peso, segue bastante marcante.

O santantônio manteve o vermelho dos últimos anos, enquanto o halo é completamente preto. A parte lateral, que mostrou claras diferenças no design, combina a fibra de carbono com linhas em verde.

Busca por estabilidade

Um dos principais focos no desenvolvimento do W15 foi produzir um carro mais constante, que os pilotos possam entender melhor. Ao longo de 2023, a maior reclamação de Russell e Hamilton era justamente a imprevisibilidade do carro, que se comportava de maneiras diferentes mesmo em situações parecidas.

Para isso, a Mercedes despejou uma atenção maior ao eixo traseiro, justamente buscando uma estabilidade maior na pilotagem. O zeropod, obviamente, foi abandonado, e Hamilton fez questão de destacar que a crise dos últimos anos norteou a construção do carro.

“Se você não está confortável com o carro, você não consegue extrair o máximo de performance”, pontuou. “Um carro mais estável, mais previsível, vai nos permitir extrair potencial não apenas do carro em si, mas também de nós mesmos como pilotos”, explicou.

A maior parte do carro, entretanto, segue na cor preta da fibra de carbono (Foto: Mercedes)

Escolhas de design escondidas

As grandes mudanças aerodinâmicas, entretanto, ficaram escondidas. A apresentação aconteceu por meio de um vídeo pré-gravado, já com o carro em cena — mas com imagens de longe. Ficou claro que o sidepod foi bastante modificado, mas as entradas de ar, por exemplo, ficaram escondidas no enquadramento. A traseira praticamente não apareceu, e os detalhes mais profundos do design não puderam ser vistos.

Pés no chão sobre progresso

Chamou atenção a economia de expectativas durante o lançamento — mesmo para uma equipe que se notabilizou por isso até na época em que dominava a Fórmula 1. Wolff descartou uma briga direta com a Red Bull no momento e admitiu que ainda vê a equipe austríaca consideravelmente à frente dentro do regulamento atual.

“Por um lado, precisamos ser realistas sobre as chances de batermos um carro que está um bom bocado à frente com este regulamento e que acertou as coisas nas últimas duas temporadas enquanto nós, não. Não existem milagres no esporte”, disse Toto.

Russell elogiou o trabalho da Mercedes, mas também evitou se deixar levar pela animação e preferiu manter a cautela. O inglês espera que o W15 tenha uma janela de operação maior, ao invés de funcionar bem apenas em cenários específicos — um dos grandes problemas de seu antecessor.

“Aprendemos e crescemos como equipe nas últimas duas temporadas”, avaliou Russell. “Não navegamos em mar calmo, mas eu acredito verdadeiramente que a jornada em que estamos vai nos tornar mais fortes a longo prazo. Toda a equipe trabalhou incrivelmente duro e esperamos ter dado um passo com o W15”, seguiu.

A equipe evitou mostrar imagens muito próximas do W15, dificultando a observação das mudanças no design (Foto: Mercedes)

“Fizemos progresso com algumas das piores características do W14 ao longo do ano passado. Mas ainda tínhamos uma estreita janela de operação e, uma vez que saíamos disso, o carro era difícil de guiar. Se pudermos seguir ampliando essa janela do carro, isso nos dará confiança como pilotos, e, a partir daí, os tempos de volta serão mais fáceis de achar”, afirmou.

Aprendizado depois de dois anos ruins

Wolff, Hamilton e Russell fizeram questão de bater na mesma tecla durante o lançamento: o aprendizado que a Mercedes tenta tirar de dois anos ruins na Fórmula 1. Ainda que tenha terminado no segundo lugar do Mundial de Construtores, o time alemão sofreu para acompanhar a Ferrari na segunda metade do ano e aproveitou a gordura construída em meio aos problemas dos rivais.

Hamilton, inclusive, disse que os muitos problemas de 2022 para cá indicaram um “norte” para a Mercedes no desenvolvimento do carro e ajudaram a equipe a definir uma direção para seguir em 2024.

“Os aprendizados dos últimos dois anos nos ajudaram a encontrar nossa direção”, disse Hamilton. “Isso nos permitiu encontrar um norte. Ainda será um trabalho em progresso, mas vamos encarar qualquer desafio que se apresente com a cabeça erguida, mentes abertas e muito trabalho”, destacou.

Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein, no circuito de Sakhir.

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