F1

A favor de Vettel, Räikkönen avalia que FIA prometeu mais liberdade: “Não está assim”

Kimi Räikkönen falou brevemente sobre a punição a Sebastian Vettel no Canadá e se disse contra. Mas mais do que isso, o finlandês lembrou a garantia da FIA de que daria mais liberdade. E tocou na postura dos pilotos, que concordam entre si nas reuniões e se viram uns contra os outros na pista

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Duas semanas depois da punição a Sebastian Vettel que definiu o GP do Canadá, a enorme maioria dos pilotos e ex-pilotos da Fórmula 1 saiu em defesa do tetracampeão. O último deles foi Kimi Räikkönen, já em Paul Ricard, nesta quinta-feira (20), onde o GP da França vai ser realizado no fim de semana. Räikkönen foi mais longe e avaliou que os pilotos concordam entre si quando conversam sobre as regras, mas se viram uns contra os outros na pista. 
 
De acordo com Räikkönen, Vettel não tinha outra opção no Canadá. Fez a única coisa que era possível para ficar na corrida.
 
"Seb não tinha escolha a não ser retornar da grama para a pista. Quando é assim, você fica sem aderência nos primeiros 50 m com pneus sujos. É uma batalha apenas para manter o carro na pista", afirmou.
 
O campeão mundial de 2007 lembrou ainda a promessa da FIA de que os pilotos teriam liberdade nas disputas por posição de pista contanto que fossem brigas inteligentes e justas. O que não anda acontecendo.
Kimi Räikkönen (Foto: AFP)
"É o que nos foi dito. Mas você olha para algumas coisas e vê que definitivamente não está desse jeito. Liberdade de uma forma inteligente, sim, mas obviamente não quando você começa a empurrar o outro para fora da pista ou algo estúpido, como pilotos todos sabemos - ou deveríamos - o que é justo e aceitável. Contanto que a luta seja justa, por mim tudo bem", seguiu.
 
Räikkönen ainda comentou que quando se encontram para conversar sobre regras e possibilidades de melhorar costumam concordar. Uma vez que estejam em maio a uma batalha na pista, porém, o lado deles é o oposto daquele onde está o rival. 
 
"Estamos no mesmo lado, mas os pilotos não tomam a decisão final. É fácil concordar com algumas coisas quando estamos [nas reuniões], mas, no fim das contas, quem for que esteja na briga acaba ficando contra o outro. Na reunião nós discutimos, mas na pista há 1.000.000 de opiniões diferentes e algum vai ficar feliz e alguém vai ficar menos feliz", comentou.
 
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