F1

"A melhor cerveja da minha vida": como Ricciardo comemorou discretamente triunfo em Mônaco-2018

Em carta escrita ao 'Players Tribune', Daniel Ricciardo contou como comemorou a vitória no GP de Mônaco desta temporada - ao que tudo indica, sua última com a Red Bull, já que se despede da equipe após a corrida em Abu Dhabi, no próximo domingo (25)
Warm Up / FELIPE NORONHA, de São Paulo / FERNANDO SILVA, de Sumaré
 Daniel Ricciardo (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

A vitória redentora de Daniel Ricciardo em Mônaco, na atual temporada, teve de perda de duas marchas a falha no MGU-K, além de muito esforço para segurar Sebastian Vettel. O que sugere que a comemoração deveria ter sido empolgante, ainda mais se a lembrança de que ele já havia subido no pódio do principado por três vezes, mas sem vitórias até 2018.

Porém, não foi bem assim. De acordo com o próprio Ricciardo, em carta escrita ao 'Players Tribune', o momento mais especial da celebração pelo triunfo monegasco foi bem mais simples.
Daniel Ricciardo comemora vitória no GP de Mônaco de 2018 (Foto: Red Bull Content Pool)
Segundo o australiano, a memória desta vitória, sua segunda em 2018, é a que mais se destaca em sua cabeça quando se lembra de toda sua história na F1 - a qual muda de capítulo após o GP de Abu Dhabi do próximo domingo (25), quando deixa a Red Bull para ser piloto da Renault em 2019.

"Meu ex-companheiro de equipe, Seb (Vettel), foi a primeira coisa em que pensei e vi quando perdi um pouco de potência na volta 28 do GP de Mônaco. Uma coisa é se um problema como esse surgir a alguns quilômetros de distância, mas a 50 voltas do fim e esse cara no meu rabo? Vamos lá. O que eu fiz para merecer tanto azar em Mônaco?", começou Ricciardo.

"Pensei no meu segundo lugar há dois anos em Mônaco. Pensei em Nico (Rosberg) cuidando do seu carro em Montreal (primeira vitória na categoria) quando passei por ele. Pensei naquele treino no kart onde eu era muito tímido. Eu precisava dar tudo o que tinha para ganhar em Mônaco neste ano. Eu reaprendi alguns pontos de frenagem e minhas mudanças de marcha na hora. Sabia que seria quase impossível passar nas curvas, então tive de ampliar minha vantagem para manter Seb atrás nas retas. Foram as 50 voltas em que eu mais fui provado na minha vida. E no final, deu certo. Conseguimos", seguiu.
Daniel Ricciardo (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Depois, revelou como foi a surpreendente comemoração: "Eu mal lembro das horas seguintes, estava exausto. Cheguei em casa por volta de 1h da manhã e queria continuar comemorando. Mas não havia mais nada em mim. Estava morto."

"Fui até a geladeira, peguei uma cerveja e me deitei na cama. Foi, possivelmente, a melhor cerveja da minha vida", completou.

Ricciardo não voltaria a vencer em 2018 e, caso não triunfe no circuito de Yas Marina, este terá sido seu último pela Red Bull.