F1

Agora parceira da Toro Rosso, Honda mantém conceito, mas deixa motor de 2017 como plano B

Agora ex-chefe da Honda, Yusuke Hasegawa afirmou que a marca nipônica vai manter o motor de 2017 como um reserva para o propulsor que está sendo desenvolvido para o próximo ano. Dirigente garantiu que a fábrica japonesa não tem impedimentos em buscar consultores externos

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

A temporada acabou, mas a Honda não vai deixar seu motor de 2017 no passado. A peça usada neste ano por Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne será um plano ‘B’ para a marca asiática na próxima temporada.
 
A Honda mudou o conceito de seu propulsor entre 2016 e 2017, mas apesar de uma pré-temporada desastrosa, resultado do atraso no desenvolvimento do propulsor, a marca entende que adotou o caminho certo e, por isso, seguirá com o mesmo conceito.
 
Agora parceira da Toro Rosso depois de três anos com a McLaren, a Honda vai manter o motor de 2017 na reserva para caso de emergência.
Yusuke Hasegawa contou que o motor de 2017 será o plano B da Honda para 2018 (Foto: Honda/LAT Photographic)

“É uma grande ajuda [manter o mesmo conceito]”, disse Yusuke Hasegawa, agora ex-líder de projeto da Honda à revista inglesa ‘Autosport’. “Nós precisamos de mais performance e confiabilidade. Está muito melhor neste estágio da temporada”, seguiu.
 
“Nós não decidimos a especificação completa do próximo ano, mas, pelo menos, nós temos um plano reserva, que é o motor atual. Então tenho certeza de que podemos começar o próximo ano bem”, comentou. “Nós modificamos o conceito do motor do ano passado para este. Não há dúvidas de que foi uma atualização necessária para nós. Achamos que foi a direção certa”, contou.
 
“O maior problema é que não completamos o motor a tempo dos testes de inverno”, reconheceu. “Apesar de termos tentado uma coisa boa, nós precisávamos de mais tempo para completar”, declarou.
 
Hasegawa, que será substituído por Yasuaki Asaki e Toyoharu Tanabe, se mostrou confiante nas chances da Honda de se aproximar de suas rivais.
 
“Nós escolhemos quase o mesmo conceito dos nossos competidores, então, deste ponto de vista, não há motivo para que não possamos alcançar os outros”, considerou. 
 
Ainda, Hasegawa revelou que a Honda pretende seguir lançando mão do mesmo recurso utilizado em 2017, quando contou com o auxilio de consultores externos.
 
“Nós começamos muitas colaborações com outros parceiros, a identidade deles nós normalmente não revelamos”, falou. “Nós podemos ver resultados desse projeto. Vamos continuar com essas colaborações. Não há motivo para parar. Nós até temos de aprimorar mais essas colaborações”, frisou. 
 
“Eu entendo que a maioria das pessoas pense que a Honda tentou fazer isso sozinha. Mas não é verdade. Ficamos felizes em convidar alguém de fora, e fizemos isso”, comentou. “Claro, têm algumas limitações e obstáculos, como a barreira da língua, a barreira geográfica, e a diferença de itens, então não é um trabalho fácil. Nós precisamos maximizar a nossa performance doméstica. Não temos objeções em buscar recursos externos. Naturalmente, isso está aumentando”, insistiu.
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