Ainda diretor-técnico, Allison explica decisão de sair de cena na Mercedes: “É o certo”

James Allison disse que tomou a decisão de deixar o posto de diretor-técnico da Mercedes ainda sendo útil e sem ser um peso para a equipe. O engenheiro britânico imaginou que não seguiria com o time, mas Toto Wolff o chamou para desempenhar a função de diretor do departamento técnico, um cargo que não faz parte da linha de frente ou do dia-a-dia nos trabalhos da Mercedes

Joey Logano sofreu acidente pavoroso em Talladega. O piloto da Penske decolou em disputa por posição e, por sorte, não foi acertado por nenhum outro carro (Vídeo: Nascar)

No dia 9 de abril, a Mercedes anunciou uma importante mudança prevista para 1º de julho no seu corpo técnico. James Allison, que desde 2017 faz parte da equipe heptacampeã mundial como diretor-técnico, vai passar o bastão para Mike Elliott e sairá de cena na linha de frente nos trabalhos da escuderia de Fórmula 1. O engenheiro britânico de 53 anos vai permanecer ligado à Mercedes a convite de Toto Wolff para desempenhar a nova função de CTO, ou Diretor do Departamento Técnico, mas não estará mais ligado ao dia-a-dia da equipe, como é atualmente.

A decisão sobre a saída de Allison da função já vinha sendo amadurecida desde a última renovação de contrato com a Mercedes, ocorrida em 2019. A intenção do engenheiro era, principalmente, sair por cima, sendo útil, e não com a sensação de ser um peso para a equipe.

“Preferi que isso fosse feito enquanto ainda fosse útil do que me tornar um velho constrangimento, isso era o que estava passando pela minha cabeça à época”, revelou Allison em entrevista publicada pela revista britânica Autosport.

JAMES ALLISON; MERCEDES;
James Allison vai seguir vinculado à Mercedes, porém não mais em uma função de linha de frente na F1 (Foto: Mercedes)

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“Durante o período em que me senti muito confortável e confiante em me comprometer como diretor-técnico, trabalhamos coletivamente para garantir que a transição, minha para Mike, fosse bem-sucedida e daria à empresa todos os benefícios ao contar com novas mãos no comando”, explicou.

A caminho de completar o processo de sucessão no posto de diretor-técnico, Allison pensou que seria o fim da linha como funcionário da Mercedes. “Quando senti que era a coisa certa para mim, e a melhor coisa para a equipe fazer, pensei muito que iria me afastar e ficar no meu sofá para torcer pela equipe. Não imaginava que haveria espaço”.

“Felizmente, Toto viu as coisas de forma um pouco diferente e trabalhamos para encontrar a forma como eu poderia contribuir para a equipe, mas com a absoluta garantia de que minha função futura não poderia, de forma alguma, minar a importância crucial do diretor-técnico ter a verdadeira responsabilidade que um diretor-técnico deve ter pelo desafio diante dele”, avisou o ainda titular do cargo, garantindo que não terá nenhuma influência na função a ser exercida por Elliott a partir de 1º de julho.

Perguntado sobre o posto de CTO, Allison explicou que, no fim das contas, vai sair de cena no cotidiano da equipe para se dedicar a uma função mais estratégica e nos bastidores da Mercedes, onde sua experiência ainda pode ser bastante útil.

“A nova função tinha de ser aquela que não estivesse na linha de frente, não fizesse parte do dia-a-dia, não fizesse parte do carro atual ou mesmo do carro do ano que vem. Tinha de ser uma função em que eu pudesse me concentrar em coisas por um período mais longo, mirando os desafios que toda empresa pode enfrentar e como poderíamos nos equipar melhor tecnicamente para ter a certeza de que estamos prontos para enfrentá-los”, disse.

“É justamente do jeito que está descrito. Não é uma função operacional que pertence a um diretor-técnico”, comentou Allison.

O engenheiro revelou que ainda se questiona sobre deixar a Fórmula 1. “Tenho certeza de que essa é a coisa certa a ser feita, mas uma parte de mim está gritando comigo: ‘Que merda você está fazendo?’ Definitivamente, é o certo para mim e o certo para a equipe. E o segundo desses dois é o mais importante”.

“Tenho quase certeza de que vou conseguir olhar para trás, para este período dourado que tive a sorte de ter no fim da minha carreira na F1, e pensar na sorte que tive de me unir a este grupo de pessoas neste momento e fazer parte do que é, indiscutivelmente, a equipe de F1 mais bem-sucedida e incrível que já existiu”, concluiu.

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