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F1

Alfa Romeo alerta sobre custos para F1 compactada em seis meses

Fréderic Vasseur, chefe da Alfa Romeo, abriu o jogo em relação ao futuro da temporada 2020 da Fórmula 1. O mandatário citou que a equipe não será capaz de lidar com os custos caso o campeonato seja condensado em 18 corridas entre junho e dezembro. O francês sugeriu a redução dos fins de semana de corrida para dois dias

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Chefe da Alfa Romeo, Fréderic Vasseur alertou para as dificuldades que um calendário compacto da Fórmula 1 pode trazer em relação aos custos para as pequenas equipes. Com as primeiras nove provas de 2020 canceladas ou adiadas, a categoria tem o início do campeonato previsto apenas para junho, com a intenção de realizar entre 15 e 18 corridas.
 
Com a pandemia do coronavírus, várias atitudes foram tomadas pensando no bem da categoria, como o adiamento da introdução do novo regulamento para 2022, mas a possibilidade de realizar até 18 corridas em um período de seis meses não agrada a Alfa Romeo.
 
"É mais caro fazer 18 corridas em seis meses do que 18 corridas em um ano, porque você precisa trazer mais dinheiro, trabalhar com mais peças e mais mecânicos. Isso vai ser muito caro. Não seremos capazes de enfrentar esse tipo de situação, desenvolver o novo carro [2022] e enfrentar isso. Não temos uma equipe capaz de fazer isso", declarou Vasseur em entrevista à revista ‘Autosport’.
Kimi Räikkönen é um dos pilotos da Alfa Romeo (Foto: Alfa Romeo)
O chefe da Alfa Romeo citou que os fins de semana de corrida condensados em apenas dois dias podem ajudar nos gastos. Em 2018, a F1 realizou três provas consecutivas pela primeira vez na história, e a solução deve ser adotada em 2020.
 
"Eu serei a favor de todas as decisões que possam ajudar a ter o máximo de corridas possíveis. Tenho certeza que se tivermos três corridas seguidas, pode fazer sentido ter eventos de dois dias, também por causa da carga de trabalho para fazer entre 15 e 18 corridas em seis meses. É um desafio para todas as equipes”, seguiu.
 
Vasseur não é o primeiro a alertar em relação aos gastos para as equipes menores. Na visão do mandatário, algumas soluções ainda precisam ser encontradas, e os times do meio do pelotão passarão por dificuldades.
 
"Provavelmente é um desafio maior para equipes menores, porque não temos um time grande para promover uma rotação dos mecânicos. Temos que encontrar uma solução para reduzir a carga de trabalho. Acho que todo mundo está flexível nisso, entendem a situação e o fato é que é crucial encontrar soluções", concluiu.
 

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