Alfa Romeo diz que pandemia revolucionou F1: “Fizemos muito em poucas semanas”

Frédéric Vasseur destacou que a equipe talvez não tivesse sobrevivido se não fossem as medidas adotadas pela Fórmula 1 para lidar com o impacto financeiro da pandemia do novo coronavírus

Chefe da Alfa Romeo, Frédéric Vasseur acredita que a pandemia do novo coronavírus causou uma revolução na mentalidade da Fórmula 1. O dirigente considerou que o campeonato conseguiu fazer várias mudanças em um curto espaço de tempo graças à união dos dirigentes.

Por conta dos efeitos econômicos da Covid-19, a F1 concordou em adiar para 2022 a adoção de um novo regulamento, vai usar os chassis de 2020 neste ano e vai limitar o trabalho de desenvolvimento dos bólidos.

Vasseur celebrou a união das equipes em um momento de dificuldade (Foto: Alfa Romeo)

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“Antes, teria sido difícil. Com certeza, é também nos momentos difíceis que podemos ver a solidariedade do grupo”, observou Vasseur. “Em poucas semanas, conseguimos fazer muito mais do que fizemos nos últimos dez anos com a redução do teto de gastos, a mudança no regulamento, o fato de que a FOM conseguiu construir um calendário incrível de 17 corridas em poucas semanas e a agilidade das equipes de mudar de um calendário para o outro”, continuou.

“Muitas coisas aconteceram em um curto período de tempo e acho que foi uma revolução na mentalidade da F1”, avaliou. “Agora temos de manter essa mentalidade, pois acho que, no futuro, provavelmente teremos de enfrentar novos problemas. E isso significa que quando trabalhamos juntos, podemos rapidamente melhorar a situação”, destacou.

Vasseur reconheceu que essas mudanças não são fáceis, mas admitiu que a equipe talvez não sobrevivesse.

“Nunca é fácil fazer uma mudança, pois você fica sempre com um pouco de medo de dar uma vantagem a alguém ou a outro time”, disse. “Estamos em uma situação tão difícil que tivemos de [concordar com a redução no teto de gastos e no congelamento do desenvolvimento”, seguiu.

“Mas também podemos imaginar neste momento que algumas equipes teriam sido mais drasticamente contra isso”, considerou. “Quando você tem a sensação de que não tem performance [nos testes] em Barcelona, você não se anima em congelar o carro pelos próximos 18 meses. Felizmente, isso aconteceu, pois não tenho certeza de que poderíamos sobreviver”, encerrou.

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