Equipes admitem grandeza, mas pedem que Mônaco “acompanhe evolução” da F1

Os chefes de equipe da Alfa Romeo e da Red Bull concordaram que Mônaco tem um peso histórico muito importante para a F1, mas há coisas que precisam ser melhoradas para garantir a permanência da etapa no calendário

Com a proximidade do GP de Mônaco, palco da sétima etapa da temporada 2022 da Fórmula 1, a possibilidade de o tradicional evento ficar de fora do calendário no ano que vem voltou a ser assunto. E parece consenso que, por mais que a tradição pese, os promotores da corrida precisam estudar meios de fazer uma reforma para o circuito acompanhar a evolução da própria F1.

Pilotos como Lewis Hamilton, Daniel Ricciardo e Pierre Gasly já haviam se manifestado a favor da manutenção de pistas clássicas como Mônaco. O chefe de equipe da Alfa Romeo, Frederic Vasseur, também destacou a importância de Monte Carlo, mas citou o exemplo de Zandvoort, na Holanda, como um circuito que buscou se modernizar para receber a categoria.

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Mônaco corre o risco de ficar de fora do calendário da F1 em 2023 (Foto: Alpine)

“Acho que a F1 teve uma grande mudança no ano passado em Zandvoort. Não apenas em termos de show. Em termos de show, Zandvoort sofreu uma megamudança, mas a partir dessas datas, acho que todos foram por essa direção, e esse movimento terá de ser seguido”, avaliou Vasseur.

Ele ressaltou ainda que a mudança não deve ser apenas visando o espetáculo para a torcida. Melhorar a infraestrutura também oferece às equipes um fim de semana melhor. “Não apenas o show, mas o GP num todo. E acho que Mônaco terá de fazer o mesmo. Com certeza, é importante para nós. Sabemos perfeitamente que é uma corrida histórica.”

“No final das contas, tenho certeza de que isso vai partir deles, pois não podem ficar antiquados. E não estou pensando apenas em Mônaco. É uma boa lição para todos os GPs”, completou o chefe da Alfa Romeo.

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Christian Horner seguiu a mesma linha de pensamento, apoiando o pedido por uma modernização para que a permanência do histórico GP não fique ameaçada. “É inimaginável pensar na Fórmula 1 sem Mônaco, é a joia da coroa. Mas, sabe, tudo evolui com o tempo. Se olharmos para Wimbledon, eles agora têm um telhado para dias de chuva”, comparou.

O chefe de equipe da Red Bull disse ainda que, fosse hoje Mônaco um circuito novo tentando fazer parte do calendário da F1, com uma pista em que as ultrapassagens são praticamente inexistentes, não seria aprovado. “É preciso caminhar à medida que o esporte cresce.”

“Acolhemos Mônaco por causa de sua herança e história. É isso. E acho que tem de evoluir. Se você ficar parado, estará retrocedendo, e acho que isso se aplica a todos os aspectos do esporte”, encerrou Horner.

O GP de Mônaco acontece dia 29 de maio, uma semana após a etapa da Espanha. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de pista da Fórmula 1 nas duas corridas AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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